Vem isto a propósito do filme de Spielberg sobre Lincoln, cuja trama se centra nos últimos quatro meses de vida do Presidente e nos seus esforços para aprovar a 13.ª Emenda, a primeira emenda à Constituição dos EUA. Aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 (menos de três meses mais tarde, Lincoln seria assassinado), está assim redigida:
Secção 1: «Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado.»
Secção 2: «O Congresso terá competência para fazer executar este artigo por meio das leis necessárias.»
Gostei bastante do filme e muitíssimo da criação que Daniel Day-Lewis faz da figura de Lincoln, bem como de Sally Field no papel de Mary Todd e de Tommy Lee Jones no de Thaddeus Stevens, um republicano radical que toda a sua vida política lutou contra a escravatura.
Interessante também ver como se posicionavam então os partidos Republicano e Democrático face à escravatura e aos negros. E em que Estados tinham influência.
Ao ver o filme de Spielberg lembrei-me do filme que John Ford dirigiu em 1939,
Young Mr. Lincoln, com Henry Fonda, que já vi várias vezes. Lincoln é um dos meus heróis de juventude, que permaneceu até hoje, o que não aconteceu a todos.