Foto Brian Snyder - Reuters
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segunda-feira, 23 de março de 2020
Clientes de papel
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Lá fora - 286
E hoje é mesmo fora, do outro lado do mundo, na National Gallery of Australia, em Camberra, onde se realiza esta exposição inédita de 130 preciosidades de Versalhes ( tapeçarias, esculturas, mobiliário e pequenos objectos ) que pela primeira vez saem de França : da harpa de Maria Antonieta à estátua da deusa Latona , de 130 toneladas , de uma fontes dos jardins .
Inaugurada este mês, e vai até Abril de 2017 .
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Onde me apetecia estar
Bondi Beach, em Sydney, Austrália, permanentemente nas sucessivas listas de melhores praias do mundo. Acho que não é preciso explicar porquê, neste momento em que as mangas do roupão se prendem nas teclas do meu computador...
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A amiga Gina
Gina Rinehart, a australiana mais rica que é também a mulher mais rica do mundo, e muito impopular desde logo no seu próprio país pelos conselhos recentemente dados num jornal económico : " se têm inveja dos ricos, não fiquem pelas lamúrias, passem menos tempo a beber e a fumar, saiam menos à noite ".
Como não conhecia esta senhora, fui averiguar a origem da sua enorme riqueza : uma riqueza herdada do seu pai, dono de um maiores grupos mineiros do mundo... Assim é mais fácil dar conselhos...
sábado, 20 de agosto de 2011
Caixa do correio - 1
Uma amiga que anda há 20 dias pela Austrália enviou-me este postal. Gostava imenso de visitar a Austrália com tempo para poder fazer viagens de comboio. Esta - no The Ghan - vai de Adelaide até Darwin (ou vice-versa) e leva dois dias, percorrendo quase 3000 km.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
ONDE ME APETECIA ESTAR - 40 : Relaxando na Tasmânia




Não seria mau preparar o Outono no Harmony Hill Wellness and Organic Spa, um resort/retiro de 17 hectares com vistas deslumbrantes, situado em Margate, a 30m de Hobart, capital da ilha-estado australiano da Tasmânia.
Tratamentos anti-envelhecimento,de medicina chinesa, ayurvédica, dietéticos,bem como massagens de todo o tipo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Darwin

Darwin é uma pequena cidade do noroeste da Austrália, perto de Singapura e de Timor Leste. Goza de um clima tropical e no seu calor pareceu-me uma paisagem lânguida - tudo se faz devagar, ou talvez com vagar, e mesmo nos restaurantes (inesperadamente bons e bem frequentados, d'une façon BCBG local, se tal se pode inferir) o calor intenso é pouco esbatido pelas ventoinhas que giram lentamente. De certa forma, faz lembrar Miami, mas em bruto.
Impressionou-me a dupla ladainha encontrável em cada esquina -- o bombardeamento por parte de tropas Japonesas durante a Segunda Guerra Mundial e a quase-total destruição da cidade pelo furacão Tracy na noite de Natal de 1974. Em cada esquina, em cada livraria, em cada nota de viagem. Na prática, são as duas referências históricas que definem os seus cidadãos. Por inacreditável que pareça, a capa do tablóide local num dos dias da semana passada fazia referência ao furacão Tracy... e o ataque japonês é o mote apregoado do novo filme de Baz Luhrmann, "Australia", com Nicole Kidman e Hugh Jackman, a estrear no próximo mês.
Fiquei com vontade de lá voltar.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O Ghan
O Ghan (diminutivo de Afghan, em homenagem às caravanas de camelos paquistanesas que primeiro atravessaram o continente) é um comboio que atravessa a Austrália na vertical, entre Adelaide (no Sul) e Darwin (no Norte, perto de Singapura).
Entrei ontem em Adelaide, uma das cinco "capital cities". Estive a calcorrear a cidade, que faz lembrar um cruzamento entre uma mini-Cambridge e um subúrbio de uma cidade do Faroeste, com uma "Main Street" muito animada em termos de restaurantes e bares.
O passeio cruza o deserto vermelho da Austrália, vendo algum gado de quando em vez, umas avestruzes (ou emus?) e um par de cangurus.
Hoje voltei a ter rede em Alice Springs, onde parámos meia dúzia de horas. É uma aldeia grande, também reminiscente do Faroeste, com uma forte presença de população aborígene. Vale a pena uma visita ao Museu dos Royal Flying Doctors, que socorrem as populações dispersas da ilha.
Com 35º C lá fora, sabe bem regressar ao conforto do Ghan. Vamos partir.
domingo, 31 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A Austrália e as Olímpiadas

A Austrália tem um orgulho tremendo no seu desempenho olímpico. Toda a gente fala sobre os jogos, todos conhecem os campeões (ou candidatos a) e todos seguem os desportos. Este ano, como os Jogos decorrem deste lado do Mundo, há écrans por todo lado (pelo menos em Sydney e Melbourne) onde a população se aglomera para ver as provas.
Os primeiros indícios da obsessão começaram com pequenas conversas entre amigos, em torno a factos. Se se fizer uma distribuição de medalhas de ouro (ou total de medalhas) dos Jogos de 2004 em proporção da população, a Austrália é o #3 (a seguir às Bahamas, o que muito aborrece os Australianos, e à Noruega). A seguir aos gigantes (EUA, China e Rússia), quem obteve mais medalhas em Atenas em 2004? Resposta: A Austrália. Para além da Grécia, que outra nação participou em todos os Jogos Olímpicos de Verão da era moderna? Resposta: A Austrália. E assim por diante.
Neste momento, hora de almoço, os meus colegas estão alegremente a almoçar e a contabilizar medalhas em natação (a sua modalidade de eleição).
PS - Quando perguntei aos jovens analistas se sabiam que havia uma guerra na Europa, todos me responderam imediatamente que sim, debatendo que a cobertura da BBC era melhor do que a do Sydney Morning Herald e começaram a discutir a guerra entre a Rússia e a Geórgia -- por cinco minutos. Depois houve mais uma prova de natação.
terça-feira, 10 de junho de 2008
O regresso a casa das tropas australianas no Iraque

As guerras iniciais do Século XXI parecem anestesiadas para a população em geral: quer no Afeganistão, quer no Iraque, não há grandes vitórias ou derrotas das tropas ditas aliadas; os avanços nesta fase de reconstrução parecem lentos e inconclusivos.
Ontem regressaram a casa 130 soldados australianos que estavam no Iraque; para as famílias, esta guerra é igual às outras: os militares morrem da mesma maneira. Por isso, a alegria, a comoção do regresso não deixa ninguém impassível: a repórter comentava “First and foremost today, these soldiers are fathers, sons and brothers.”
As notícias passavam para o Afeganistão, dando nota de três soldados ingleses recém-chegados e mortos por um bombista suicida. Um general comentava que a vitória nesta guerra dependia da vontade da comunidade internacional, da sua capacidade de visão estratégica de longo prazo.
Ontem regressaram a casa 130 soldados australianos que estavam no Iraque; para as famílias, esta guerra é igual às outras: os militares morrem da mesma maneira. Por isso, a alegria, a comoção do regresso não deixa ninguém impassível: a repórter comentava “First and foremost today, these soldiers are fathers, sons and brothers.”
As notícias passavam para o Afeganistão, dando nota de três soldados ingleses recém-chegados e mortos por um bombista suicida. Um general comentava que a vitória nesta guerra dependia da vontade da comunidade internacional, da sua capacidade de visão estratégica de longo prazo.
Estamos em Junho de 2008; a invasão do Afeganistão na sequência dos atentados de 11 de Setembro de 2001 foi decidida praticamente por aclamação internacional; nessa altura, os cidadãos do mundo ocidental sentiam-se “Ich bin ein New Yorker.”
Depois do episódio Iraque e da lentidão na transformação pós-guerra de ambos os países, pergunto-me se os decisores da comunidade internacional, cerceados por ciclos eleitorais de 3, 4 ou 5 anos, terão essa visão.
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