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terça-feira, 12 de março de 2019
Afonso Cruz escreve sobre uma rua de Bagdade
JL. Jornal de Letras, Artes e Ideias, 27 fev.-12 mar. 2019, p. 31
Até fiquei com vontade de ir a Bagdade... :)
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
A História começa na Mesopotâmia
A propósito da exposição L' Histoire commence en Mésopotamie, que se encontra em Lens, lembrei-me deste livro que li no 1.º ano da faculdade e de que gostei imenso:
Lisboa: Europa-América, 1963
A História começa na Suméria porque foi lá que se inventou a escrita. A Suméria ocupava o sul do Iraque e do Kuwait. E vejam a destruição que tem acontecido no Iraque...
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Novidades
Um escritor e jornalista francês que conhece o terreno, tem estado no Curdistão e conhece estas terras há 15 anos, descreve o genocídio silencioso dos cristãos do Próximo Oriente enquanto o Ocidente assobia para o lado .
En Occident, nous péchons par culpabilité et ignorance . Il y a encore des gens qui pensent que les chrétiens d' Orient ont été convertis par les croisades, alors qu' il s' agit du berceau de la chrétienté, bien antérieur à l' apparition même de l' islam, au VIIe siècle .
sexta-feira, 27 de março de 2009
Onde não me apetecia estar ...
Esta fotografia de parte da fachada foi a melhor que consegui do antigo palácio presidencial de Hilla ou Al-Hillah, um dos muitos palácios do ditador iraquiano Saddam Hussein. Pois bem, o antigo palácio é hoje um hotel- o Presidential Palace Resort Al-Hillah, e uma das ofertas especiais é a possibilidade de dormir no antigo quarto de Saddam Hussein por 140 euros/ noite, com pequeno almoço.Mas o que mais me surpreendeu foi saber qual o alvo preferencial desta opção de dormida. Não é destinado nem a historiadores, nem a antigos soldados americanos, ou a saudosistas do regime deposto, mas sim a luas de mel. É verdade, o antigo quarto de Saddam é oferecido preferencialmente a casais em lua de mel. De gustibus non disputandum?
terça-feira, 22 de julho de 2008
Sobre o Irão, o Iraque e o Afeganistão
Aqui ficam dois notáveis artigos sobre os teatros de guerra no Iraque e no Afeganistão, bem como o que se anda a preparar, espero que assim não seja, para o Irão :
http://www.tomdispatch.com/post/174957/william_astore_generation_warfighters
terça-feira, 10 de junho de 2008
O regresso a casa das tropas australianas no Iraque

As guerras iniciais do Século XXI parecem anestesiadas para a população em geral: quer no Afeganistão, quer no Iraque, não há grandes vitórias ou derrotas das tropas ditas aliadas; os avanços nesta fase de reconstrução parecem lentos e inconclusivos.
Ontem regressaram a casa 130 soldados australianos que estavam no Iraque; para as famílias, esta guerra é igual às outras: os militares morrem da mesma maneira. Por isso, a alegria, a comoção do regresso não deixa ninguém impassível: a repórter comentava “First and foremost today, these soldiers are fathers, sons and brothers.”
As notícias passavam para o Afeganistão, dando nota de três soldados ingleses recém-chegados e mortos por um bombista suicida. Um general comentava que a vitória nesta guerra dependia da vontade da comunidade internacional, da sua capacidade de visão estratégica de longo prazo.
Ontem regressaram a casa 130 soldados australianos que estavam no Iraque; para as famílias, esta guerra é igual às outras: os militares morrem da mesma maneira. Por isso, a alegria, a comoção do regresso não deixa ninguém impassível: a repórter comentava “First and foremost today, these soldiers are fathers, sons and brothers.”
As notícias passavam para o Afeganistão, dando nota de três soldados ingleses recém-chegados e mortos por um bombista suicida. Um general comentava que a vitória nesta guerra dependia da vontade da comunidade internacional, da sua capacidade de visão estratégica de longo prazo.
Estamos em Junho de 2008; a invasão do Afeganistão na sequência dos atentados de 11 de Setembro de 2001 foi decidida praticamente por aclamação internacional; nessa altura, os cidadãos do mundo ocidental sentiam-se “Ich bin ein New Yorker.”
Depois do episódio Iraque e da lentidão na transformação pós-guerra de ambos os países, pergunto-me se os decisores da comunidade internacional, cerceados por ciclos eleitorais de 3, 4 ou 5 anos, terão essa visão.
Etiquetas:
Afeganistão,
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Guerra,
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