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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A História começa na Mesopotâmia

A propósito da exposição L' Histoire commence en Mésopotamie, que se encontra em Lens, lembrei-me deste livro que li no 1.º ano da faculdade e de que gostei imenso:

Lisboa: Europa-América, 1963

A História começa na Suméria porque foi lá que se inventou a escrita. A Suméria ocupava o sul do Iraque e do Kuwait. E vejam a destruição que tem acontecido no Iraque...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Novidades


Um escritor e jornalista francês que conhece o terreno, tem estado no Curdistão e conhece estas terras há 15 anos, descreve o genocídio silencioso dos cristãos do Próximo Oriente enquanto o Ocidente assobia para o lado .

En Occident, nous péchons par culpabilité et ignorance . Il y a encore des gens qui pensent que les chrétiens d' Orient ont été convertis par les croisades, alors qu' il s' agit du berceau de la chrétienté, bien antérieur à l' apparition même de l' islam, au VIIe siècle . 

sexta-feira, 27 de março de 2009

Onde não me apetecia estar ...

Esta fotografia de parte da fachada foi a melhor que consegui do antigo palácio presidencial de Hilla ou Al-Hillah, um dos muitos palácios do ditador iraquiano Saddam Hussein. Pois bem, o antigo palácio é hoje um hotel- o Presidential Palace Resort Al-Hillah, e uma das ofertas especiais é a possibilidade de dormir no antigo quarto de Saddam Hussein por 140 euros/ noite, com pequeno almoço.
Mas o que mais me surpreendeu foi saber qual o alvo preferencial desta opção de dormida. Não é destinado nem a historiadores, nem a antigos soldados americanos, ou a saudosistas do regime deposto, mas sim a luas de mel. É verdade, o antigo quarto de Saddam é oferecido preferencialmente a casais em lua de mel. De gustibus non disputandum?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sobre o Irão, o Iraque e o Afeganistão

Aqui ficam dois notáveis artigos sobre os teatros de guerra no Iraque e no Afeganistão, bem como o que se anda a preparar, espero que assim não seja, para o Irão : http://www.tomdispatch.com/post/174957/william_astore_generation_warfighters

terça-feira, 10 de junho de 2008

O regresso a casa das tropas australianas no Iraque


As guerras iniciais do Século XXI parecem anestesiadas para a população em geral: quer no Afeganistão, quer no Iraque, não há grandes vitórias ou derrotas das tropas ditas aliadas; os avanços nesta fase de reconstrução parecem lentos e inconclusivos.

Ontem regressaram a casa 130 soldados australianos que estavam no Iraque; para as famílias, esta guerra é igual às outras: os militares morrem da mesma maneira. Por isso, a alegria, a comoção do regresso não deixa ninguém impassível: a repórter comentava “First and foremost today, these soldiers are fathers, sons and brothers.”

As notícias passavam para o Afeganistão, dando nota de três soldados ingleses recém-chegados e mortos por um bombista suicida. Um general comentava que a vitória nesta guerra dependia da vontade da comunidade internacional, da sua capacidade de visão estratégica de longo prazo.

Estamos em Junho de 2008; a invasão do Afeganistão na sequência dos atentados de 11 de Setembro de 2001 foi decidida praticamente por aclamação internacional; nessa altura, os cidadãos do mundo ocidental sentiam-se “Ich bin ein New Yorker.”

Depois do episódio Iraque e da lentidão na transformação pós-guerra de ambos os países, pergunto-me se os decisores da comunidade internacional, cerceados por ciclos eleitorais de 3, 4 ou 5 anos, terão essa visão.