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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Marcadores de livros - 1660

Balthus - Thérèse sonhando, 1935

O Met recusou-se a tirar a obra de exposição. A Censura e o moralismo (que não tem nada a ver com a moral) são das coisas mais nojentas que há. Alguém obriga as pessoas a irem ver (ou ler) o que não gostam ou não querem?
Eu própria tenho sentimentos dúbios perante as obras deste pintor, mas reconheço que esta pintura é belíssima.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Leituras no Metro - 127

Lisboa: Tinta da China, 2013

Interrompi o livro de Edgar Morin para ler estes Cadernos italianos, de Eduardo Pitta, compilação de «Os dias de Veneza» (um diário de cinco dias, em setembro de 2004) e de duas viagens a Roma (2007, 2011). Achei-o um bocado (?) pedante. Com um prefácio de Pedro Mexia, irónico q.b.

«No seu discreto luxo contemporâneo, de cores claras, extremamente confortável, o Monaco é magnífico. O edifício, em tempos propriedade da família Dandolo, integra o Ridotto, cuja construção data de 1638. Na Europa do século XVII o Ridotto foi um dos primeiros casinos de porta aberta, exigindo uso de máscara aos jogadores. Converteram-no em teatro em 1947, palco privilegiado da Commedia dell'Arte. A função extingui-se quando palazzo e Ridotto se fundiram no hotel.  [...] o Ridotto conserva a traça original. Os frescos foram restaurados [...].» (p. 22)

No Museu Correr, Eduardo Pitta e o seu companheiro de viagem apreciaram este quadro de Carpaccio, que eu desconhecia:
Duas mulheres venezianas numa varanda, ca 1495-1500

«Carpaccio está bem representado, Duas Mulheres Venezianas, que durante muito tempo se chamou As Duas Cortesãs, faz de de Balthus um diletante do perverso.» (p. 36) 



«Sob o olhar das qautrocentas janelas, atravessamos São Marcos em diagonal. Um pintor trabalha ao som de Cuor senza Sangue, de Emma Shapplin.» (p. 56)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Parabéns


Como MR faz anos... estou a fazer-lhe um convite para um jantar no Méditerranée (Palce d'Odeon), em Paris. Foi para este restaurante que Balthus pintou, em 1949, este "chat gourmand".

terça-feira, 24 de março de 2009

Balthus: "Dias Felizes".

Balthus, Dias Felizes

Óleo sobre tela, 148x200 cm, Washinton, Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institution


Balthasar Kłossowski de Rola conhecido por Balthus é um pintor enigmático, nasceu em Paris em 1908. Filho de uma pintora e de um historiador de arte pertencia à elite parisiense. Aprendeu a pintar fazendo réplicas dos grandes pintores. Não se interessou pelo modernismo. Foi amigo de Rilke, Matisse, Bonnard e Maurice Denis.

A leitura precoce de Alice no País da Maravilhas terá influenciado a sua pintura ele próprio refere:
“Eu vejo as adolescentes como um símbolo. Nunca serei capaz de pintar uma mulher. A beleza da adolescência encarna o futuro, o ser antes de se transformar em beleza perfeita. Uma mulher encontrou já o seu lugar no mundo, uma adolescente, não”. Balthus confessou a um amigo que gostava de ficar sempre criança.

“Nos dias Felizes” retrata uma menina que se olha ao espelho à procura da sua identidade. Balthus tentou captar a figura feminina no limiar entre a adolescência e a mulher.

Rossinière, casa do pintor

Passou grande parte da sua vida em Rossinière, município de Pays-d’Enhaut no cantão de Vaud, na Suíça, onde faleceu em 2000.

Gilles Néret – Balthus, Köln: Taschen, 2004, p.53-55