Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Pitta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Pitta. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Leituras no Metro - 934

Porto: Assírio & Alvim, 2017

Estou a gostar imenso desta biografia, e da história da sua construção, de Manuel Mena, um falangista que morreu com 19 anos e que era tio-avô de Javier Cercas. Mena nasceu em 1919 em Ibahernando, um pueblo na raia, perto de Cáceres.
Um regresso a Soldados de Salamina

A «abordagem faz-se a partir da figura de Manuel Mena, o tio-avô que integrou as forças falangistas e, em 1938, com apenas dezanove anos, foi abatido durante a batalha do Ebro. Como sempre, o autor documenta o texto com grande minúcia. Ilustrado com fotografias de Manuel Mena e fac-símiles, o livro é um compósito de memórias e narrativa histórica, embora o autor o considere um romance. [...] Como alguém disse, com propriedade, trata-se de "um romance sem ficção".» (Eduardo Pitta - Sábado)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

"É preciso fazer uma pausa..."

Seguindo o registo de MR, contudo, não em Murano, mas próximo, em Veneza, na Sala del Maggior Consiglio (Palazzo Ducale), era onde gostava de estar a apreciar o Paraíso de Tintoretto.

Imagem da wikipédia


«É preciso fazer uma pausa na Sala del Maggior Consiglio para ver o Paraíso de Tintoretto. Oitocentas figuras, Nos Painéis ... de Nuno Gonçalves, cerca de sessenta. Na sala dello Scudo, bancos corridos a toda a volta, funcionárias de olhar bovino zelam pela integridade dos globos terrestres. O diâmetro excessivo faz deles um brinquedo apetecido.As pessoas entram, sentam-se (nós também), olham com perplexidade os mapas desmesurados. São belos, cobrem paredes inteiras, dão a medida de uma escala que subverte todos os parâmetros.
Recordo Sophia - Navegavam sem o mapa que faziam

Eduardo Pitta, Cadernos Italianos. Lisboa: Tinta da China, 2013, p. 36.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Biografias e afins


Já chegou às livrarias este volume de memórias ( 1975-2001 ) do escritor e crítico Eduardo Pitta.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Leituras no Metro - 129



Continuo com  os Cadernos italianos de Eduardo Pitta (Lisboa: Tinta da China, 2013), desta vez em Roma.
«Quem nunca foi a Roma não tem a noção do cochicho em que está metida a Fontana di Trevi.
«O local é infrequentável, com milhares de basbaques fotografando e deglutindo triângulos de pizza. Percebo o fascínio: a espectacular cenografia em pedra criada em 1762 por Nicola Salvi e a lembrança de Anita Ekberg em La Dolce Vita (1960, Fellini) são argumentos fortes.» (p. 71)
Concordo com Eduardo Pitta: quando cheguei à Fontana di Trevi e a vi entalada entre prédios... Mas também fiz parte dos basbaques, embora sem triângulo de pizza. :)


«O Giolitti tem fama de ter os melhores [gelados], embora eu prefira os da Pergola, no Hotel Cavalieri Hilton, vendo Roma do alto da colina.
«Em todo o caso, os Babás do Giolitti são imperdíveis.» (p. 88)
Não conheço os da Pergola, mas os do Giolitti são maravilhosos. Para a próxima, experimentarei os Babás. Esero que saibam bastante a rum.


«Falando de museus, Roma não tem o fascínio de Nova Iorque, Londres, Paris e Madrid, talvez porque Roma seja um museu a céu aberto. A gente tropeça numa pedra e dá com Rafael, Caravaggio, Piero della Francesca. [...] Certa noite, no Café della Pace uma americana comentou: Para quê museus, com estes homens todos! A senhora ia no terceiro Campari. Mas tinha razão. Os romanos são muito belos.» (p. 90)
Não comento, nem as considerações sobre os museus, nem os homens. :)


«Valha-nos a delicada Villa Farnesina, no Trastevere, casa-museu que é um prodígio de bom gosto: Rafael em todo o seu esplendor, jardins luminosos, turistas tranquilos (e bem lavados). Tão secreta a Farnesina que até o turista a desconhece.» (p. 91)
Maravilhosa esta Fanesina, aqui referida há dias. Mas eu gosto (e muito) de Trastevere: tem ruas lindas, restaurantes simpáticos, Santa Cecília, San Francesco a Ripa...


«Descoberta grata foi o Palazzo Dora Pamphilj [...]. O pátio interior, muito fresco, antecede a deslumbrante galeria Brueghel, Caravaggio, Correggio, Ticiano, Lotto, Bernini, Poussin, Veslásquez e outros. Uns marmanjos teutónicos, vestidos como se tivessem passado o dia em Ostia, roçavam-se sem pudor pelas tapeçarias Gobelin. A biblioteca estava repleta do que pareciam ser investigadores. Não vimos a capela nem o teatro privado que a família Pamphilj mandou constuir e a rainha Cristina da Suécia inaugurou em 1684.» (p. 96)
Um palácio com um acervo fantástico. Mas precisava de uma intervenção na iluminação e no método expositivo, já que certas obras (como algumas de Caravaggio) não se conseguem ver. Estão lá, mas não as conseguimos apreciar de tão altas ou mal iluminadas. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Leituras no Metro - 128


«Partimos em demanda do Ca' Rezzonico. 
«Infelizmene quando lá chegamos [...] vemos que está fechado. [...]
«O Ca' Rezzonico acolhe o melhor do Settecento veneziano. Gostaria de ter visto Pulcinella e os Acrobatas de Tiepolo, bem como os frescos que pintou para a Sala della Alegoria Nuziale. Os rinocerontes e as  famílias patrícias de Pietro Longhi. O salão de baile desenhado por Massari [...]
«O edifício é muito belo e tem uma história rocambolesca. Encomendado a Baldassare Longhena (o arquitecto de Santa Maria della Salute) pela família Bon, começou a se construído em 1649, tendo as obras sido interrompidas em 1667 por dissipação de fundos. Em 1712 [...], a família Rezzonico, um influente clã de mercadores e banqueiros, empenhou parte significativa da sua imensa fortuna na conclusão (ocorrida em 1750) e decoração do futuro palazzo. Em 1782, em trãnsito para Viena, o Papa Pio IV foi um dos locatários ocasionais. Mas as peripécias não acabam aqui. Em 1888 [...] o novo inquilino é um poeta, o inglês Robert Browning [...]. 
«Cedo a música de Galuppi começou a ecoar na sua obra, compondo Dramatic Lyrics (1842) com inequívoca e pregnante eloquência [...].
«Browning sentia-se bem no Rezzonico, mas morreu de bronquite em 1889, menos de um ano depis da mudança. A Toccata of Galuppi's [...] é uma tocante homenagem à cidade onde foi feliz.» 
Eduardo Pitta - Cadernos italianos. Lisboa: Tinta da China, 2013, p. 45-47


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Leituras no Metro - 127

Lisboa: Tinta da China, 2013

Interrompi o livro de Edgar Morin para ler estes Cadernos italianos, de Eduardo Pitta, compilação de «Os dias de Veneza» (um diário de cinco dias, em setembro de 2004) e de duas viagens a Roma (2007, 2011). Achei-o um bocado (?) pedante. Com um prefácio de Pedro Mexia, irónico q.b.

«No seu discreto luxo contemporâneo, de cores claras, extremamente confortável, o Monaco é magnífico. O edifício, em tempos propriedade da família Dandolo, integra o Ridotto, cuja construção data de 1638. Na Europa do século XVII o Ridotto foi um dos primeiros casinos de porta aberta, exigindo uso de máscara aos jogadores. Converteram-no em teatro em 1947, palco privilegiado da Commedia dell'Arte. A função extingui-se quando palazzo e Ridotto se fundiram no hotel.  [...] o Ridotto conserva a traça original. Os frescos foram restaurados [...].» (p. 22)

No Museu Correr, Eduardo Pitta e o seu companheiro de viagem apreciaram este quadro de Carpaccio, que eu desconhecia:
Duas mulheres venezianas numa varanda, ca 1495-1500

«Carpaccio está bem representado, Duas Mulheres Venezianas, que durante muito tempo se chamou As Duas Cortesãs, faz de de Balthus um diletante do perverso.» (p. 36) 



«Sob o olhar das qautrocentas janelas, atravessamos São Marcos em diagonal. Um pintor trabalha ao som de Cuor senza Sangue, de Emma Shapplin.» (p. 56)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Leituras no Metro - 17

Tenho estado a ler este livro de Eduardo Pitta (inicialmente publicado pela Quidnovi, em 2007) que faz parte da Biblioteca de Verão que o DN está a "oferecer" aos seus leitores. Este retrato de uma Lisboa snob está a ser uma surpresa, embora o livro me pareça também um pouco pretencioso. Se tivesse disponibilidade, podê-lo-ia ter lido de um fôlego.
«Rupert sentia-se bem a viver em Lisboa, e gostava dos portugueses, embora a vida portuguesa continuasse a ser para ele um mistério insolúvel. Por graça, mais de uma vez dissera que o Instituto devia promover um seminário sobre as indiossincrasias dos índígenas. "O que não faltam são tópicos", assegurava. Um deles era o vício do café. De facto, ir à rua de propósito, nunca menos de três vezes por dia, com o propósito de tomar a famosa bica, parecia-lhe uma obsessão colectiva. O tipo de hábito que um estrangeiro fixa.» (p. 29)
«Os convidados circulavam com natural à-vontade de sideboard para sideboard, salvo a escorregadia Marinela Beato, que só comia frios e estava metida numas calças brancas de fibra e num colete de cetim fúcsia que comprimia o peito magro e acentuava o ar canalha de trapezista social. Andava num corrupio a servir-se de doses homéricas de macedónia de pepinos doces e carpaccio de abacaxi.» (p. 45)
A seguir irei ler a Carmen, de Mérimée. Pode ser que venha a integrar esta secção.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Novidades - 113 : Um poeta sobre outros poetas

Eduardo Pitta, poeta e crítico, escreve sobre outros poetas portugueses: Sophia, Rui Knopfli, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena e Joaquim Manuel Magalhães entre outros.

- AULA DE POESIA, Eduardo Pitta, Quetzal, 2010.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Botto no Queer


No âmbito do Queer Lisboa 13, decorre hoje uma sessão de poesia em que o actor Luís Filipe Costa lerá poemas de António Botto, seguindo-se uma conversa informal com o crítico e também poeta Eduardo Pitta a propósito da vida e da obra de António Botto, neste cinquentenário da sua morte.

- Cinema São Jorge, Avenida da Liberdade, 21h.