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sábado, 30 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

PENSAMENTO(S) - 180

(...) A isto chamo "fascismo social": são relações sociais muito desiguais que dão a alguns que têm mais poder um direito de veto sobre a vida das pessoas. Uma das formas de fascismo social é o do poder das agências de rating, que podem destruir todas as nossas expectativas de vida de um dia para o outro, com base em apreciações arbitrárias e subjectivas. Aliás, como é possível que estas agências funcionem depois do falhanço de que deram provas em 2008?

- Boaventura de Sousa Santos, em entrevista ao Expresso.

Concorde-se ou não com a terminologia do Prof.Boaventura, acho que já nem vale a pena bater mais nas empresas de rating, mas a verdade é que elas continuam a ser muito poderosas mesmo depois dos erros de avaliação de 2008. Também porque antes de 2008 acertaram muitas vezes...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Citações - 147

- Wall Street, pois claro.


(...) No nosso contexto, o que chamamos "nervosismo dos mercados" é um conjunto de especuladores financeiros, alguns com fortes ligações a bancos europeus, dominados pela vertigem de ganhar rios de dinheiro apostando na bancarrota do nosso país e ganhando tanto mais quanto mais provável for esse desfecho. (...)

- Boaventura de Sousa Santos, O que está em causa, na Visão hoje posta à venda.

Nem costumo concordar muito com o Prof.Boaventura, mas cada vez me irrita mais este endeusamento dos mercados.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sobre o Serviço Nacional de Saúde

" (...) Primeiro, os directores de serviços hospitalares devem estar em regime de exclusividade, pelo tempo que devem dedicar ao serviço e para evitar conflitos de interesses. Até agora, sempre que o Governo tentou, deixou-se atemorizar. Não há que ter medo de perder os melhores, já que dispomos de muitos profissionais competentes e dedicados. Segundo, é urgente repor e valorizar as carreiras médicas para não criar incertezas desmobilizadoras. Terceiro, leva dez anos a formar um médico num sistema público : não faz sentido que, ao fim desses anos, o sistema privado se aproprie de todo esse investimento e o transforme em lucro. Os médicos deveriam ser obrigados a ficar no serviço público por um período razoável. Quarto, devem aprofundar-se as formas de contratualização nos serviços públicos- desde que não passem pelas parasitárias empresas de fornecedores de médicos- para permitir a redução das listas de espera, como aconteceu recentemente em oftalmologia.
Quinto, não há nenhuma razão para que uma lâmpada num sistema de imagiologia leve mais tempo a substituir no sistema público que no sistema privado. (...) "

- Boaventura de Sousa Santos, Saúde: do serviço ao negócio, in VISÃO, 28 de Agosto

Eu , que tantas vezes discordo dele, desta vez tiro o chapéu ao Prof.Boaventura quanto a este artigo sobre o serviço nacional de saúde e as relações deste com os privados.