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domingo, 22 de junho de 2025

Um desejo irreprimível de revisitar ...

... Marrocos! 

A leitura em continuidade de Leïla Slimani, agora do título: Vejam como dançamos, reacendeu a vontade de revisitar Marrocos! 

Visitei este país nos anos oitenta. O meu novo olhar seria diferente, não pela leitura das histórias que acabo de ler, pois passam-se num tempo que cristalizou os seus factos e memórias, embora, a persistência cultural se perpetue ... Mas por quanto tempo?


 Eugène Delacroix,  Fantasia arabe devant Mequinez, 1832


https://collections.louvre.fr/en/ark:/53355/cl020015593

Vejam como dançamos é um livro cativante.

 Boa noite!


terça-feira, 28 de julho de 2020

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Um quadro por dia - 419


Voltamos à Colecção Rockefeller com Delacroix : Tigre jouant avec une tortue , que também ultrapassou a base de licitação como grande parte das telas leiloadas .

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Um quadro por dia - 411


É um desenho preparatório de uma mais famosas telas de Delacroix, A Liberdade guiando o povo, com 64x81cm, e foi vendido no final do ano passado, na Christie's de Londres, pelo equivalente a 3,5 milhões de euros ...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Accrochage - Delacroix en modèle

Henri Fantin-Latour - Les Femmes d'Alger, d'après Eugène Delacroix, 1875
Paris, Museu do Louvre
Delacroix - Femmes d’Alger dans leur appartement, 1834
Paris, Museu do Louvre

A pintura de Eugène Delacroix foi um modelo para muitos artistas jovens, dos futuros impressionistas até Picasso e Matisse. O seu talento, a fidelidade ao seu ideal, a originalidade dos temas que pintou suscitaram uma grande admiração por parte de pintores, gravadores e fotógrafos. 
Fundadoa no final dos anos de 1920, por iniciativa da Société des Amis d’Eugène Delacroix, presidida por Maurice Denis, o museu Delacroix é a prova da homenagem. desses artistas. 

A coleção do museu é rica em obras de Delacroix que serviram de modelo. 
Esta exposição, organizada no atelier do pintor e que pode ser visitada até 15 de setembro, apresenta aquisições recentes, como Femmes d’Alger  de Henri Fantin-Latour, adquirido graças á generosidade da Société des Amis du musée Eugène-Delacroix.

Gosto imenso deste Museu Delacroix e praça onde ele fica: um dos meus sítios preferidos de Paris.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A arte do retrato


Este Retrato de Georges Sand , óleo sobre madeira, 26x21,5cm , foi pintado por Delacroix aquando da ruptura definitiva da escritora com Alfred de Musset . Tinha uma base de licitação de 40 000 - 70 000 euros, e acabou em 187 500 euros, tendo o Musée Delacroix exercido o direito de preferência .

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Desdémone, entre désir et désespoir

Delacroix - Otelo e Desdémona, 1849
Óleo sobre tela
Otawa, National Gallery of Canada


Uma exposição para ser vista no IMA, em Paris, até 26 de julho.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

"Flores amo..."

Eugène Delacroix, Flores, Museu Hermitage, (depois de 1833)




Flores amo, não busco. Se aparecem 

Flores amo, não busco. Se aparecem 
Me agrado ledo, que há em buscar prazeres 
O desprazer da busca. 
A vida seja como o sol, que é dado, 
Nem arranquemos flores, que, arrancadas 
 Não são nossas, mas mortas. 

16-6-1932

 Ricardo Reis Poemas (Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte.) Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p. 163.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Paris: Casas de escritores e de artistas

Paris: Parigramme, 2007

Há dias o Luís colocou uma nova edição deste livro, com uma nova capa. Este foi-me trazido por um amigo de Paris, em 2008. Das de Paris, já tinha visitado algumas delas, como a de Victor Hugo (na Place des Vosges) e a de Madame de Sévigné (actual Museu Carnavalet).
Por causa de uma exposição sobre Isadora Duncan, o Luís e eu visitámos a casa-atelier de Antoine Bourdelle.
Mas foi graças a este livro que fui ver o Museu Delacroix (na minha querida praça Fürstemberg), o de Gustave Moreau, a casa de Ary Scheffer (onde se encontra o Musée de la Vie romantique) e o exterior da casa de Boris Vian (esta só se visita mediante marcação).
Falta-me ver a casa de Balzac e a do escultor Ossip Zadkine, bem como o interior da do autor de «Le déserteur».
Fora de Paris não conheço quase nenhuma.

É pena que em Lisboa, e em Portugal, se dê tão pouca importância às casas de escritores e artistas. Veja-se o que se passa com a casa de Manuel Mendes (na alçada do Museu do Chiado) que nunca abriu. A Fundação Mário Soarse dedicou-lhe uma exposição há anos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Delacroix

A barca de Dante, que MR colocou esta semana, seria uma boa escolha para re-lembrar o dia em que Ferdinand-Victor-Eugène Delacroix morreu, 13 de Agosto de 1863. Vou então para os auto-retratos.

 
 Este é bastante conhecido, mas muitas vezes esquecido como auto-retrato. Normalmente o nosso olhar fica preso na figura da liberdade que guia o povo, nesse Paris de 1830.
 O quadro já apareceu aqui no Prosimetron.

Delacroix com 32 e 39 anos respectivamente.
Ambos os quadros se encontram em Paris, no Museu do Louvre.


Este post só poderia ser para MR que já me acompanhou, uma boa dezena de vezes, na bonita praça da Rua de Furstemberg, onde fica a casa-museu de Delacroix.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Telegrama

Delacroix -Virgílio e Dante no Inferno
Óleo sobre tela, 1822
Paris, Museu do Louvre

«Il n'y a pas d'enfer. Tu peux te dissiper. Préviens Claudel.»
Este telegrama foi afixado num quadro na Sorbonne, em 1951, logo a seguir à morte de Gide. Este tê-lo-ia enviado de além-túmulo a Mauriac. :)
(Cit. no Diário de Julien Green)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cartas e pintores

O Musée des Lettres et Manuscrits festeja o primeiro aniversário nas suas novas instalações com uma exposição de dois séculos de arte através de um conjunto excepcional de 200 cartas de 50 artistas desse período (tais como Manet, Gauguin, Matisse, Delacroix ou Dalí) que nos abre a porta para a vida privada e profissional desses pintores, através de correspondência e desenhos enviados aos seus próximos.
222, bld Saint-Germain
PARIS
Até 28 de Agosto.
http://www.museedeslettres.fr/public/exposition/des-lettres-et-des-peintres-manet-gauguin-matisse/70?PHPSESSID=5d9e3beddfee16cffd122f76b014c71e

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Os meus franceses - 106



Alain Barrière volta ao Prosimetron, depois de o ter escutado no Arpose há uns dias.


Delacroix - La mer de Dieppe, 1852
Paris, Musée du Louvre
Nunca identificaria este «estudo de memória» como sendo de Delacroix; acho-o extremamente belo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Última Valsa de Chopin...

Eugène Delacroix, Chopin, 1838

Óleo sobre tela, 46 x 38 cm, Museu do Louvre, Paris

Dentro do espírito das comemorações de Chopin decidi comprar, o livro de José Jorge Letria: A última Valsa de Chopin, a vida, o amor, a música, com prefácio do maestro António Vitorino D’ Almeida.
No início estranha-se a narrativa mas, a pouco e pouco aderimos ao estilo de Letria e à atmosfera por ele criada. A única crítica que faço é que os trechos do compositor não estão remetidos para a respectiva bibliografia apresentada.

O maestro Vitorino D’ Almeida escreveu:
“Trata-se de uma biografia original e a vários títulos notável, um diálogo íntimo entre o biógrafo e o biografado, e essas páginas revelam-se necessárias ou mesmo indispensáveis – o que é tanto mais de assinalar quanto também se torna imperioso confessar que a sua leitura se inicia condicionada pela ideia de que já se teria dito e escrito tudo, ou quase tudo, sobre Chopin”

“No fundo, sempre foste capaz de descobrir música em tudo o que existe fora do estrito território da música, até no rumor do vento e na cadência rimada de um poema de amor. Por isso as tuas peças são tantas vezes líricas, cantantes e doces, e outras vezes tempestuosas, arrebatadas, brutais. É assim a lava desse vulcão que te percorre por dentro e te deixa no rosto esse ar sofrido, mal dormido, desassossegado, de verdadeiro herói romântico”.

José Jorge Letria, A última valsa de Chopin, a vida, o amor, a música, Lisboa. Oficina do Livro, Fevereiro de 2010, p.50

Não sei se esta foi a última valsa mas gosto desta interpretação:

Arthur Rubinstein - Frederic Chopin: Waltz No.2 in A Minor


segunda-feira, 1 de março de 2010

Bicentenário de Chopin


Eugène Delacroix - George Sand e Chopin, 1838
Óleo sobre tela

«Chopin est au piano et il ne s'aperçoit pas qu'on l'écoute. Il improvise comme au hasard. [...] Nos yeux se remplissent de teintes douces qui correspondent aux suaves modulations saisies par le sens auditif. Et puis la note bleue résonne et nous voilà dans l'azur de la nuit transparante.»
George Sand