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domingo, 24 de julho de 2016

8º Festival das Artes: Pioneiros - Diogo Infante

Está a decorrer o 8º Festival das Artes, Quinta das Lágrimas, Coimbra, este ano com o tema "Pioneiros".

O número 8 é o símbolo do infinito e são os Pioneiros que, geração após geração, vão fazendo avançar o Mundo e assegurando o futuro da Humanidade. Eles são sinais, por isso nos revelam que o infinito é o futuro anunciado. Os Pioneiros estão à frente  do seu tempo, são visionários e por isso  muitas vezes foram tratados como loucos. Mas com eles, como disse António  Gedeão "O Mundo pula e avança". Este é assim um tema transversal a todas as Artes, universal mas  também expressão das raízes profundas da História e da Cultura portuguesas, de um povo que foi capaz de "dar novos mundo ao Mundo", como escreveu Camões.

José Miguel Júdice
Presidente da Direção do Festival das Artes
Na sexta- feira passada, dia 22 de Julho, assisti à interpretação de Diogo Infante, na Quinta das Lágrimas, de vários discursos que mudaram o mundo intitulado:

"Palavras que Mudaram a Humanidade"


O recital continha excertos de alguns discursos de personalidades que marcaram o rumo actual da Humanidade levando a uma reflexão sobre os acontecimentos como: racismo, liberdade, igualdade, fraternidade, segurança, tolerância religiosa, terrorismo. Em suma, o diálogo entre as conquistas do passado e o confronto com o presente, regressão? Conquista?

Um serão que considero interessante, uma presença pungente, a do Diogo Infante, e um dos discursos, o de Bin Laden, chocante, na minha perspectiva, pois exalta uma verdade, ou um dos lados da verdade, levando a equacionar a queda das duas torres gémeas, em Nova Iorque.
Passo a citar a brochura do festival: "... os discursos são também os seus oradores. A sua capacidade de elocução está usualmente fundada na acção, convocando-nos novas e amplas emoções, criando novos entendimentos e estruturas de pensamento. Por isso os discursos são indissociáveis de quem os proferiu. Este recital contém  excertos de alguns dos discursos de personalidades que marcaram de forma indelével o rumo actual da Humanidade e que incorporam caminhos de reflexão sobre o poder transformador da linguagem e do pensamento".

Encomenda da Fundação Inês de Castro 
[Cronologia: excertos desde o após 2ª Guerra Mundial,  Declaração Universal dos Direitos do Homem, 1947, até 2015, ataques terroristas em Paris]

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Marcadores de livros - 403

Estes marcadores foram editados pelo IPLB, penso que no final dos anos 90. Encontrei-os há tempos. Eu sabia que os tinha, mas onde estavam?
Vamos ficar a saber o que liam os 'colunáveis' da época.


Boas leituras!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cyrano de Bergerac na Casa de Garrett

Uma boa produção do Teatro Nacional D. Maria II o “Cyrano de Bergerac” de Edmond Rostand, muito bem traduzido pelo escritor, ensaísta e poeta Nuno Júdice e com um excelente elenco, que integra, entre outros, Virgílio Castelo, Sara Carinhas, Maria Amélia Matta e João Grosso e tem como protagonista Diogo Infante que tem uma interpretação de excelência, a que já nos habituou. Falta ao texto a prosódia dos versos em que foi escrita por Rostand em 1897, e de que muitos de nós se lembrarão no filme com Depardieu. Um único reparo à encenação: qual o critério para vestir alguns intérpretes  com modelos dos séculos XVIII e XIX, quando a acção se passa com uma personagem que viveu no século XVII?  
Uma boa ideia para duas horas e meia de relaxamento, que nem se dão por elas, numa noite fria –o teatro está bem aquecido –ou numa tarde de dolce far niente.

sábado, 19 de novembro de 2011

Citações - 201

(...) Em 37 anos não apareceu uma única obra decente de dramaturgia portuguesa. Apareceram romances em grande quantidade, apareceu poesia, apareceram livros de história ou memórias. Não apareceu uma única peça digna desse nome. Até o Teatro Nacional D.Maria II, na impossibilidade de se ficar eternamente no Frei Luís de Sousa, apresenta geralmente traduções. De resto, não lhe falta só dramaturgia portuguesa. Também lhe falta público. Uma noite no D.Maria é uma noite soturna. Francisco José Viegas cortou o orçamento ( um milhão de euros ) deste longo equívoco. Foi inteiramente justo. E, quando Diogo Infante resolveu recorrer à intimidação, não hesitou em o demitir. Chegou a altura de acabar com esta ridícula que em Portugal se chama " teatro ".

- Vasco Pulido Valente, Teatro à portuguesa, no PÚBLICO de ontem.

Apesar dos exageros do costume, há algo com que concordo: a escassez da dramaturgia portuguesa. Duas ou três revelações nas últimas décadas ( J.Lucas Pires, José Maria Vieira Mendes, por exemplo ), mas realmente a grande maioria do teatro que se vai fazendo é traduzido. Pensem nas últimas peças que viram.

sábado, 17 de setembro de 2011

A não perder


João Mattos e Silva já aqui recomendou esta peça e eu subscrevo na totalidade o post que ele fez. Um texto excelente, muito bem interpretado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Amadeus, no D. Maria II

A peça é do dramaturgo inglês, nascido em Liverpool em 1929, Petter Shaffer. Foi o suporte da adptação cinematográfica - feita por Shaffer - para o filme homónimo de Milos Forman, de 1984.
Biografia ficcionada de Mozart e da sua relação com António Salieri, compositor da corte do imperador austríaco José II, Kapellmeister da corte, de 1788 a 1824, que nesta obra dramatúrgica é a personagem principal e foi acusado, após a morte do génio, de o ter envenenado por inveja, seguindo "Mozart e Salieri", de Pushkin, escrito em 1831.
Diogo Infante é Salieri, narrador e interveniente na acção. Permanece em palco durante toda a peça, ora como o velho quase muribundo, ora como o compositor no auge da sua juventude. E fá-lo admiravelmente, mudando de idade ao mesmo tempo que muda de traje e de voz. Uma interpretação fabulosa, digna da qualidade a que nos habituou em tantas peças e em tantas personagens tão diferentes.
Ivo Canelas é Wolgang Amadeus Mozart, num registo que nos recorda o actor Tom Hulce, do filme, e que o texto requer, mas que Shaffer teria gostado de alterar, por o achar demasiado histriónico e caricatural. Não é um papel fácil. Ivo Canelas tem uma excelente actuação.
A encenação de Tim Carroll é muito interessante e correcta do ponto de vista da acção e os cenários de F. Ribeiro, reproduzindo no palco a arquitectura interior do Teatro, um achado. Pela elegância, sobriedade, rigor cénico e adequação. Os figurinos de Storyrailers, são excelentes, do melhor que tenho visto em peças de época.
Fazem ainda parte do elenco, nomeadamente, Carla Chambel, como Constanze ( muito bem) e João Lagarto, como José II.
Um excelente momento de teatro, no nosso Teatro Nacional D. Maria II, que muito tem ficado dever ao seu director artístico, Diogo Infante.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O regresso de Alexandra


Alexandra Lencastre regressa aos palcos em Setembro, no D.Maria II, dirigida por Diogo Infante. E a peça é a mítica Um Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams, de que há dois dias atrás se falou aqui no blogue, embora a propósito da sua versão cinematográfica. Um desafio nada fácil para quem tem trabalhado exclusivamente em cinema e televisão nos últimos anos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Diogo-Édipo

Fiquei satisfeito ao saber que o cargo de director do D.Maria II não lhe retirou o gosto do palco, e que o vamos ver na próxima temporada em Édipo Rei, com encenação de Jorge Silva Melo. E que tal o Prosimetron ir ao teatro nessa altura?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Menina Júlia, no D. Maria II


Primeiro projecto da programação de Diogo Infante, estreou na semana passada no D. Maria II, a peça de August Strindeberg “Menina Júlia”. Podendo parecer datada, continua actual porque aborda as relações de poder, a ascensão social a qualquer preço, a estratificação de classes, o amor, o desejo, a hipocrisia e o cinismo nas relações humanas: no fundo os problemas das relações humanas em qualquer época.
Excelentes interpretações de Beatriz Batarda, como menina Júlia e de Albano Jerónimo como João, o criado e a de Isabel Abreu, como Cristina a cozinheira e noiva de João.
A encenação de Rui Mendes é também excelente e a cenografia de Manuel Amado e Ana Paula Rocha consegue ser moderna sem deixar de representar o ambiente de uma casa do século XIX, o que vai sendo raro no teatro actual, onde as encenações e cenografia de peças “de época” chegam a ser grotescas pela procura a qualquer preço de contemporaneidade. Diogo Infante, começa a marcar pontos.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Novo director artístico do D. Maria II






Noticiam os jornais de hoje que Diogo Infante foi nomeado director artístico do Teatro Nacional D. Maria II. O actor e encenador, nascido em 28 de Maio de 1967, conta com um vasto eprestigiado currículo como actor, no teatro, cinema e televisão e como encenador, tendo desempenhado idênticas funções no Teatro Municipal Maria Matos, de onde saiu há poucos meses por não poder continuar o seu projecto, dadas as restrições orçamentais do município lisboeta. Já nessa altura se falara da assunção destas responsabilidades no primeiro teatro nacional. É uma boa escolha.