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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Grande Guerra - 33


Henri Barbusse tem 41 anos quando se alista, em agosto de 1914, no dia seguinte à declaração de guerra. Este escritor viu-se bruscamente atirado para os horrores da Grande Guerra. A partir desta experiência, escreveu Le Feu, um romance que conheceu um enorme sucesso, tendo recebido o prémio Goncourt em 1916. Fundador da Association républicaine des anciens combattants, Henri Barbusse não parou desde então até final da sua vida, em 1935, de combater a guerra e a ascensão de um novo perigo: o fascismo. Os Archives départementales de la Seine-Saint-Denis, depositários du fundo Henri Barbusse, consagram uma exposição a esta grande figura política e literária do século XX. Através de documentação vária, descobre-se o itinerário de Henri Barbusse. A exposição pode ser visitada até 3 de março.

Barbusse nas trincheiras, 1915-1916.
Página manuscrita de Barbusse, 1916.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Grande Guerra - 26

Paris: Seuil, 2013

Henri Barbusse, Marc Bloch, Maurice Genevoix, Apollinaire, Georges Duhamel ou Léon Werth: intelectuais lutadores que deixaram para a posteridade textos, em que a guerra se encontra muito bem descrita e analisada. Eles têm sido amplamente citados pelos historiadores, a propósito da experiência nas trincheiras. Nicolas Mariot analisa-os como exemplo do que foi a guerra para estes intelectuais em contraponto à grande maioria dos outros soldados. O autor, sociólogo e historiador, foi em busca da correspondência e cadernos, que contam como era o relacionamento nas trincheiras. Porque ao testemunharem sobre a vida nas trincheiras, esses intelectuais deixam um testemunho da sua descoberta das classes populares. 
Ainda não o li, mas vou encomendá-lo.