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terça-feira, 5 de maio de 2020

Arrumando postais - 9

Henri Evenepoel - Le caveau du Soleil d'Or, 1896
Bruxelas, Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica

Parece que este caveau Soleil d'Or ficava no subsolo (cave) do local onde hoje está o café Le Départ Saint Michel (Paris, Place Saint-Michel, esquina para o Sena) onde já tenho tomado o pequeno almoço e também já almocei.
Nesta cave fizeram-se (cerca de 1903) as reuniões de La Plume (1889-1914), revista fundada por Léon Deschamps  em 1 abr. 1889. 
Foi neste local que Guillaume Apollinaire encontrou Alfred Jarry e André Salmon. Les trois poètes Guillaume Apollinaire, 


sexta-feira, 6 de março de 2015

Grande Guerra - 26

Paris: Seuil, 2013

Henri Barbusse, Marc Bloch, Maurice Genevoix, Apollinaire, Georges Duhamel ou Léon Werth: intelectuais lutadores que deixaram para a posteridade textos, em que a guerra se encontra muito bem descrita e analisada. Eles têm sido amplamente citados pelos historiadores, a propósito da experiência nas trincheiras. Nicolas Mariot analisa-os como exemplo do que foi a guerra para estes intelectuais em contraponto à grande maioria dos outros soldados. O autor, sociólogo e historiador, foi em busca da correspondência e cadernos, que contam como era o relacionamento nas trincheiras. Porque ao testemunharem sobre a vida nas trincheiras, esses intelectuais deixam um testemunho da sua descoberta das classes populares. 
Ainda não o li, mas vou encomendá-lo.

sábado, 12 de março de 2011

Os meus franceses - 127


Charles Aznavour volta hoje com Fraternité, uma canção com música do próprio Aznavour e poema de André Salmon (Paris, 4 Out. 1881 - Sanary-sur-Mer, 12 Mar. 1969).
André Salmon, Grande Prémio de Poesia da Academia Francesa, foi amigo de Appolinaire, Picasso, Cocteau e Cendrars.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Neva em Paris


Claude Monet - Boulevard des Capucines, 1873


Gustave Caillebotte -Vue de toits, effet de neige, 1878


Camille Pissarro - Les boulevards extérieurs: effect de neige, 1897

LA BLANCHE NEIGE

Les anges les anges dans le ciel
L'un est vêtu en officier
L'un est vêtu en cuisinier
Et les autres chantent

Bel officier couleur du ciel
Le doux printemps longtemps après Noël
Te médaillera
D'un beau soleil.

Le cuisinier plume les oies
Ah! tombe neige
Tombe et que n'ai je
Ma bien-aimée entre mes bras

Guillaume Apollinaire

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

La boucle retrouvée



Il retrouve dans sa mémoire
La boucle de cheveux châtains
T'en souviens-il à n'y point croire
De nos deux étranges destins

Du boulevard de la Chapelle
Du joli Montmartre et d'Auteuil
Je me souviens murmure-t-elle
Du jour où j'ai franchi ton seuil

Il y tomba comme un automne
La boucle de mon souvenir
Et notre destin qui t'étonne
Se joint au jour qui va finir

Guillaume Apollinaire
In: Calligrammes

sábado, 11 de julho de 2009

Um poema para o entardecer: O Gato!

O GATO 

Na minha casa desejo ter 
Uma mulher que imponha a sua razão 
Um gato passeando entre os livros 
E porque sem eles não posso viver 
Amigos seja qual for a estação. 

Guillaume Appolinaire, Assinar a Pele - antologia de poesia contemporânea sobre gatos, Organização de João Luís Barreto Guimarães, in Poemário da Assírio & Alvim, 2009.