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terça-feira, 8 de setembro de 2026

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Marcadores de livros - 3436

Marcador com pormenor desta pintura:
Pissarro - Deux femmes causant au bord de la mer, Saint Thomas, 1856.

domingo, 13 de novembro de 2022

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Marcel Proust, un roman parisien

Camille Pissarro - Avenue de l'Opéra, soleil, matinée d'hiver, 1898
Reims, Musée des Beaux-Arts

Soube através do Ponto Aqui! Ponto Acolá! desta exposição que está no Musée Carnavalet (Paris) que assinala os 150 anos do nascimento (e já agora também centenário da morte) de Proust. A exposição, que pode ser vista até 10 de abril, aborda o papel de Paris na obra do escritor.
Embora eu nunca tenha passado do primeiro volume de La recherche..., gostaria de ver esta exposição. 

Quarto de Marcel Proust. Foto Pierre Antoine.
(Parece-me diferente de quando o vi.)



Para o Luís. Pode ser que 'isto' melhore e consigamos ir vê-la...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Um quadro por dia - 444


Uma das várias telas pintadas por Camille Pissarro em Éragny, esta Dans le pré en automne à Éragny, de 1901, foi vendida em Paris, a 21 de Novembro, por 1 811 000 euros.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Camille Pissarro, o primeiro dos impressionistas


O Museu Marmottan Monet apresenta até 2 de julho a primeira exposição monográfica dedicada a Pissarro desde há 36 anos, em Paris. Cerca de 75 pinturas e têmperas traçam a obra de Pissarro, da sua juventude nas Antilhas dinamarquesas  até Paris, Paris, Rouen e Le Havre do final da sua vida. Considerado por Cézanne como «o primeiro dos impressionistas», Pissarro é um dos fundadores desta corrente artística. Foi ainda o único que participou nas suas oito exposições. Companheiro e amigo de Monet, mestre de Cézanne e de Gauguin, inspirador de Seurat, defensor de Signac, Pissarro é um artista incontornável. Interveniente e militante, a sua obra, em constante evolução, oferece uma panorama único das pesquisas que animaram os círculos impressionistas e pós-impressionistas da segunda metade do século XIX.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Pissarro à Éragny: La nature retrouvée


Cerca de uma centena de quadros, desenhos e gravuras, pouco conhecidas, executadas em Éragny-sur-Epte entre 1884 e 1903, provenientes de museus e coleções particulares, ilustram o perído menos conhecido da carreira de Pissarro. Este instala-se em Eragny em 1884 numa bela casa de que se torna proprietário e onde permanece até ao fim da vida. No centro de uma efervescência artística e intelectual, Pissarro implementa as suas convicções políticas (anarquistas) na pintura e no seu modo de vida. 
A exposição é comissariada pelos dois grandes especialistas na obra deste pintor: Richard Brettell e Joachim Pissarro (este, bisneto do artista).
Pissarro era filho de um judeu transmontano que emigrou para as atuais Ilhas Virgens Americanas, onde o futuro pintor nasceu.

O atelier de Pissarro em Éragny-sur-Epte.
Pissarro fotografado no atelier.
Uma pintura de Pissarro: La récolte des foins.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A arte do retrato


Camille Pissarro ( 1830-1903 ), Tête de jeune fille de profil, 1896, 55x46cm, também conhecido como La Rosa já que era este o nome da jovem criadita da família Pissarro que foi várias vezes modelo do dono da casa a partir de 1895. A tela foi comprada directamente a Pissarro pelo marchand Durand-Ruel e foi vendido no mesmo dia a um Sr.Boivin, ficando na posse da família Boivin até ao dia 20 de Março passado quando foi vendido em Paris por 1,6 milhões de euros.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os impressionistas no atelier de Nadar

Em 15 de Abril de 1874 abriu no atelier de Nadar em Paris, uma exposição de artistas impressionistas:
«En Abril, los preparativos estaban casi terminados. El moderno local de Nadar, de fachada acristalada, estaba a punto de acoger a una sociedad de pintores radicales, desconocidos. Se acordo echar a suertes el lugar donde se situaria cada obra, y los cuadros se colgaron en dos filas (a diferencia de la politica del Salon de llenar las paredes com cuatro filas), los más grandes arriba y los más pequeños debajo, sobre paredes de yute de un llamativo color rojo sangre. Colgaron La cuna [Le berceau] […] de Berthe [Morisot], junto a Una Olímpia moderna de Cézanne, tal vez com la esperanza de que la imagen castamente arquetípica de la amdre y la criatura apartara al público de la escena burdalesca y primitiva de Cézanne. Otros cuadros expuestos fueron Clase de baile [La Classe de danse], Lavandera [La Repasseuse] y Después del baño [Après le bain] de Degas; Boulevard des Capucines de Monet; la representación por Renoir de un palco de la Ópera, El Palco [La loge]; y Helada blanca [Gelée blanche] y Castaño en Osny [Les Châtaigniers a Osny] de Pissarro. Edmond, el hermano de Renoir que publico el catálogo, le pidió a Monet que le diera una lista de todos los títulos. Para su quadro del amanecer en Le Havre, Monet sugirió, sin duda algo distraído, el título de “impresión”. El quadro apareció com el título de Impresión: Amanecer [Impression: soleil levant].
«La exposición se inauguro el 15 de Abril […] y permaneció abierta hasta el 15 de mayo, tanto por la noche como por la manana, para maximizar el numero de entradas vendidas. La gente se precipitava por la calle des Capucines, empujándose y discutiendo por entrar a aquella exposición. El premier dia acudieron dosckientos visitantes, y unos cien cada uno de los dias siguientes (el dia de la clausura había visitado la expoción un total de tres mil quinientos personas). El público acudia en masa, gritaba de espanto y alertaba a los amigos, que a su vez se mostraban horrorizados. Se armo un escândalo. La nueva clase media acomodada – dueños de grandes alamacenes y demás comerciantes que se habián mudado a los nuevos y elegantes pisos de Haussmann – querían que el arte les aportara la educación de que carecián, y no que las exposiciones les hicieran sentirse elevados, y no que los turbaran com imégenes difíciles de entender. […]»
Sue Roe
In: Vida privada de los impresionistas. Madrid: Turner, 2008, p. 167-168


Monet - Boulevard des Capucines, 1873

Berthe Morisot - Le berceau
Óleo sobre tela, 1873
Paris, Musée d'Orsay


Cézanne - Uma Olímpia moderna
Óleo sobre tela, 1869-1870
Col. particular


Renoir - La loge
Óleo sobre tela, 1874
Londres, Courtauld Institute Galleries


Pissarro - Les châtaigniers à Osny
Óleo sobre tela, 1873

Pissarro - Gelée blanche
Óleo sobre tela, 1873
Paris, Musée d'Orsay

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Neva em Paris


Claude Monet - Boulevard des Capucines, 1873


Gustave Caillebotte -Vue de toits, effet de neige, 1878


Camille Pissarro - Les boulevards extérieurs: effect de neige, 1897

LA BLANCHE NEIGE

Les anges les anges dans le ciel
L'un est vêtu en officier
L'un est vêtu en cuisinier
Et les autres chantent

Bel officier couleur du ciel
Le doux printemps longtemps après Noël
Te médaillera
D'un beau soleil.

Le cuisinier plume les oies
Ah! tombe neige
Tombe et que n'ai je
Ma bien-aimée entre mes bras

Guillaume Apollinaire

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um quadro por dia - 118

Camille Pissarro, Rue Saint-Honoré: À tarde, sob o efeito da chuva, 1897, óleo sobre tela.


Por cá também, e parece que veio para ficar uns dias.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Leituras no Metro - 31


Renoir - Retrato de Paul Durand-Ruel, 1910
«[Durand-Ruel] Organizou várias exposições das obras da nova escola na galeria que tinha na Rue Le Peletier. O meu pai explicava-me que, depois de uma dessas tentativas sem resultados ("Nem sombra de cliente"), Monet, Sisley, Berthe Morisot e ele tinham resolvido tentar uma venda em leilão público na sala Drouot. O público insurgiu-se. Um senhor chamou galdéria a Berthe Morisot e Pissarro deu um murro no insolente. Gerou-se uma zaragata. Veio a polícia. Não se vendeu um único quadro.»
Jean Renoir - Pierre-Auguste Renoir, meu pai. Lisboa: Bizâncio, 2005, p. 132

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Leituras no Metro - 30


Manet - Au Café Guerbois
Litografia, 1869
Washington, National Gallery of Art

«O nome do Café Guerbois, onde depois de [18]70 os jovens pintores se reuniam à volta de Manet, raramente era mencionado nas nossas conversas. Já o de La Nouvelle Athènes vinha muitas vezes à baila. Paul Cézanne filho levou-me lá a tomar uma bebida antes da guerra de 14. Os proxenetas e as meninas da Place Pigalle tinham tomado o lugar de Manet, Cézanne e Pissarro. Eu tentava imaginar Van Gogh, levado pelo irmão, a sentar-se à mesa em que Gauguin e Frank Lamy discutiam pintura à espátula. Era difícil imaginas as figuras barbudas e ardentes dos jovens pintores do século passado nos lugares agora ocupados pelas figuras barbeadas, solenes e circunspectas dos novos clientes. Agora é a decadência completa, a queda irremediável. La Nouvelle Athènes, felizmente com outro nome e com outra decoração, transformou-se num clube nocturno de pederastas. E nem isso garante a sobrevivência daquelas paredes povoadas de sombras ilustres. A última tentativa de salvação apresenta-se hoje sob a forma de um "supermercado" de strip-tease: vinte nus pelo preço de um bilhete de cinema. As pobres raparigas desfilam e exibem os seus encantos cansados no local de reunião da escola francesa que purificou o nu e o libertou de qualquer conotação libertina. Às vezes penso: "Que diria o meu pai se visse isto?" A evocação de Renoir remete-me rapidamente para uma justa apreciação das coisas. Sei muito bem o que ele diria: "Este sítio está cheio de correntes de ar. As pobres raparigas vão apanhar uma constipação."»
Jean Renoir - Pierre-Auguste Renoir, meu pai. Lisboa: Bizâncio, 2005, p. 118-119


Federico Zandomeneghi - Il Café de la Nouvelle-Athènes
Óleo sobre tela, 1885
Col. particular

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pintura no Outono madrileno

Duas grandes exposições vão ter lugar, no início do Outono, mesmo aqui ao lado, em Madrid.


Uma, no Museu do Prado, de 19 de Outubro a 6 de Fevereiro, intitulada Pasión Renoir, com obras deste celebrado pintor impressionista francês.



Banhista penteando-se - Renoir


Do outro lado do Paseo del Prado, no Museu Thyssen, Jardins Impressionistas, com meia centena de quadros de Delacroix, Corot, Manet, Monet, Renoir, Pissarro e Klimt, mas também de outros pintores europeus e americanos, sobre os jardins do século XIX nas obras dos artistas desta escola.

O Jardim do Artista em Éragny (1898) - Camille Pissarro

Que inveja dos nuestros hermanos que, apesar da dura crise que também os atinge, podem ver exposições desta qualidade. Parece que em Espanha a cultura não é a eterna sacrificada das crises e das asneiradas dos políticos.

sábado, 10 de julho de 2010

Jardins - 4


Le Jardin des Mathurins, Pontoise, 1876


Le jardin de Pontoise, 1877


La fôrêt, 1870

Hoje é dia Claude Pissaro que nasceu em 10 de Julho de 1830.


Albert Roussel (1869-1937) - Sinfonia n.º 1, «Le poème de la forêt»

Gravado no tempo -3


Jacob Camille Pissarro nasceu nas então Índias Ocidentais Dinamarquesas ( hoje Ilhas Virgens Americanas) em 10 de Julho de 1830 e morreu em Paris em 13 de Novembro de 1903. Foi um dos co-fundadores do impressionismo e o único que participou nas oito exposições do grupo. Era filho de Abraham Frederic Gabriel Pissarro, criptojudeu de família de Bragança, que no século XVI se estabeleceu em Bordéus, para fugir da Inquisição.
.

Os seus temas mais comuns são as paisagens rurais, sendo notáveis também as suas vistas de Montmartre.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A propósito dos Impressionistas


Renoir- Retrato de Paul Durand-Ruel
Óleo sobre tela, 1910




Berthe Morisot – Na casa de jantar
Óleo sobre tela, ca 1875
«A Rue Le Peletier anda com azar. Depois do incêndio da Opera, um novo desastre se abate sobre o bairro. Abriu na Durand-Ruel uma exposição, que consta ser de pintura. O passante incauto, atraído pelas bandeiras que decoram a fachada, entra e, aos seus olhos espantados, oferece-se um espectáculo cruel. Cinco ou seis alienados, entre os quais uma mulher, um grupo de infelizes acometidos pela loucura da ambição, reúnem-se ali para expor as suas obras.
«Há pessoas que se desmancham a rir diante daquelas coisas. Os alegados artistas intitulam-se Intransigentes; pegam em telas, tintas e pincéis, atiram para ali uns tons ao acaso e no fim assinam. É assim que no hospício de Ville-Évrard mentes alienadas apanham os calhaus do caminho e acham que encontraram diamantes. Pavoroso espectáculo de vaidade humana que atinge o ponto da demência. Vá o leitor explicar ao Sr. Pissarro que as árvores não são violetas, que o céu não é tom de manteiga fresca, que em nenhum lugar do mundo se vêem as coisas que ele pinta e que nenhuma inteligência pode aceitar tais desvarios! Ou tente fazer entender a um doente do Dr. Blanche, que acha que é o papa, que ele vive nas Batignolles e não no Vaticano. Tente então chamar à razão o Sr. Degas; dizer-lhe que na arte há algumas qualidades que têm nome: o desenho, a cor, a execução, a vontade. Ele ri-se na sua cara e chama-lhe reaccionário. Ou procure explicar ao Sr. Renoir que o torso de uma mulher não é uma amálgama de carnes em decomposição com manchas verdes violáceas que num cadáver denotam o estado de completa putrefacção! No grupo há também uma mulher Berthe Morisot e é interessante observá-la. Nela a graciosidade feminina mantém-se no meio dos excessos de um espírito delirante.
«E é este amontoado de coisas grosseiras que se expõe em público sem pensar nas consequências fatais que daí podem advir. Ontem, foi preso um pobre homem que, à saída desta exposição, mordia os traseuntes.»
(Le Figaro, Paris, ca 1871)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pissarro

Camille Pissarro morreu em Paris
a 13 de Novembro de 1903.


Boulevard Montmartre numa manhã nebulosa.
Óleo sobre tela, 1897.
Austrália, National Gallery of Victoria

De uma carta de Pissarro a seu filho Lucien:
«Éragny, 8 février 1897
[...] Une série de boulevards lui [a Durand-Ruel] paraît très bonne à faire, et cela va m'amuser de vaincre la difficulté. J'ai arrêté une chambre spacieuse, [...] d'où je vois toute l'enfilade des boulevards [...].»


O Jardim das Tulherias, numa tarde de Inverno.
Óleo sobre tela, 1899.
Nova Iorque, Metropolitan Museum

Sobre este quadro, Pissaro escreve noutra carta ao mesmo destinatário:
«Paris, 12 avril 1899
«Mon cher Lucien
«J'ai beaucoup travailler à mes "Tuileries". Je vais avoir une toile importante, Le Jardin des Tuileries, l'après-midi d'hiver, pour une vente en faveur des enfant Sisley; c'est une toile de 30. Il y aura un Monet et un Renoir important, on attend à une vente à sensation.»
Esta tela foi vendida por 4800 FF.
Camille Pissaro - Lettres à son fils Lucien. Paris: Albin Michel, 1950, p. 431, 467