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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Marcadores de livros - 3604

Mais uns marcadores de Berthe Morisot. Alguns deles têm pequenas diferenças de outros já publicados no blogue. Todas estas obras pertencem ao Musée Marmottan Monet.


Au bord du lac, 1883.
Le jardin à Bougival, 1884.
Roses Trémières, 1884.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Marcadores de livros - 3273

Dois marcadores com reproduções pinturas de Berte Morisot:

Verso e reverso.


Um marcador que não é holográfico, mas não sei como se chama.
Le jardin à Bougival, 1884
Paris, Musée Marmottan Monet

domingo, 30 de abril de 2023

Marcadores de livros - 2554

Berthe Morisot com leque, 1872
Paris, Musée d'Orsay

Berthe Morisot com um ramo de violetas, 1872
Paris, Musée d'Orsay
A ameixa, ca 1877
Washington, National Gallery of Art

Uma amiga foi vistar a exposição Manet / Degas, no Museu d'Orsay até 23 de julho, e enviou-me estes marcadores com pinturas de Manet.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Os meus franceses - 689


Berthe Morisot no Museu d'Orsay


Berthe Morisot - Em Inglaterra (Eugène Manet na Ilha de Wight), 1875
Para lá da janela, a pintora deve-se ter autorretratado e pintado a filha Jeanne Manet.

Figura maior do impressionismo, Berthe Morisot é ainda hoje menos conhecida que os seus amigos Monet, Degas ou Renoir. Ela foi, todavia, no seu tempo reconhecida como uma das artistas mais inovadoras do grupo.
A exposição, que abriu ontem no Museu d'Orsay e pode ser vista até 22 de setembro, traça o percurso de uma pintora que, ao invés dos costumes do seu tempo e do meio em que nasceu, se tornou uma figura essencial das vanguardas parisienses, desde finais dos anos de 1860 até á sua morte em 1895.
Berthe Morisot explorou temas da vida moderna, como a intimidade da vida burguesa, o gosto pelas viagens e pelos jardins, a importância da moda, o trabalho doméstico feminino, esboroando as fronteiras entre interior/exterior, privado/público, etc. Para ela a pintura devia esforçar-se por «fixar algo do que se passa».  Assuntos modernos e rapidez de execução têm a ver com o tempo da representação, e a artista confronta-se com o efémero e a passagem do tempo. Os seus últimos trabalhos, caracterizados por uma expressividade e musicalidade novas, convidam a um diálogo, muitas vezes melancólico, entre as relações da arte e da vida.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Berthe Morisot com raminho de violetas


Mercredi 1er juillet [1998]

J’ai vu ce matin […] le portrait que manet a fait de Berthe Morisot en 1872. Il a alors 40 anos, elle 31. C’est un tableau bouleversant de vivacité, de curiosité, d’amour. Une victoire de la Commune de Paris, en noir positif. Berthe est la belle-soeur de manet, mais surtout sa belle-soeur. Dans le bouquet de violettes du corsage s’affirme la victoire sur la mort (Morisot). Le sourire de la mort. Manet avait été très déprimé, l’année précédante, par les massacres de la Semaine sanglante. […] 
Ce Manet est un des plus beau portraits du monde. Il illumine ma journée.» 

Philippe Sollers in L’année du Tigre, p. 155-156

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A arte do pastel: de Degas a Redon


O Petit Palais (Paris) apresenta até 8 de abril uma seleção da sua coleção de 200 pasteis.  Podem ser vistas obras representativas das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.
Estão expostas obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, de simbolistas como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard e Odilon Redon, e também de uma pintura mais mundana como as de James Tissot,  Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé ou Pierre Carrier-Belleuse.


sábado, 14 de janeiro de 2017

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Leituras no Metro - 217

Paris: Tallandier, 2011

Vim parar a Janet Flanner por um livro sobre Paris que li anteriormente, penso que Les exilés de Montparnasse,
Janet Flanner foi correspondente de The New Yorker, em Paris, entre 1925 e 1939. Este livro é uma antologia das «Cartas de Paris» que ela escreveu para essa revista americana, sob o pseudónimo de Genêt.
Figuras como Hemingway, Joyce, Pound, Fitzgerald, Sylvia Beach, Gertrude Stein, Diaghilev, Picasso, Joséphine Baker, Ravel, as mortes de Foch, Joffre, Clemenceau perpassam pelas 135 páginas do livro que já li. Crónicas sobre acontecimentos literários, artísticos ou políticos, reveladores de uma cidade cheia de contrastes.

Sobre o encerramento de um mítico cabaré em 1928, ela escreve: «Le Lapin agile, dernier cabaret de Montmartre, installé à l'ombre des frondaisons, jadis fréquenté par des hommes devenus célèbres depuis, tels que Guillaume Apollinaire, Max Jacob, Pierre Mac Orlan et André Salmon, va fermer ses portes. Le vieux Frédéric, le patron barbu et chapeauté de velours, qui avait trinqué avec la plupart d'entre eux, gratté sa guitare, accordé du crédit aux poètes et fait payer le prix fort aux riches, ne peut plus s'en sortir à cause des nouvelles taxes de nuit qui frappent la Butte.» (p. 80)

Segundo conta Janet Flanner, noutra página do livro (p. 117-118), a filha de Berthe Morisot ofereceu ao Louvre o quadro O Berço. Como o museu se mostrasse renitente em recebê-lo, disse-lhes que ele seria acompanhado por um quadro do tio Manet: Dame aux évantails. Claro que o Louvre recebeu os dois. O Berço encontra-se hoje no Museu d'Orsay. E Berthe Morisot é uma pintora muito apreciada.

O Berço, 1872
Senhora com leques, 1873

sexta-feira, 8 de março de 2013

Um quadro por dia


Berthe Morisot, O porto em Lorient, 1869, óleo sobre tela, National Gallery of Art, Washington, EUA.

Já muito se escreveu neste blogue sobre esta impressionista francesa, mas vale a pena lembrá-la neste 8 de Março, nem que seja lembrar que na sua sepultura em La Muette apenas está escrito " veuve de Eugéne Manet ", e que na certidão de óbito consta " sans profession ". O tempo fez-lhe justiça, e está hoje nas colecções dos grandes museus europeus e americanos.

domingo, 1 de abril de 2012

Où suis-je?

A ver esta exposição no Marmottan Monet:

Berthe Morisot - A cerejeira
Óleo sobre tela, 1891
Paris, Museu Marmottan Monet

Seguido de um passeio pelo Bosque de Bolonha...

Berthe Morisot - Bois de Boulogne

... e de um café Richard.

«Viver é ser outro.»
Bernardo Soares

sábado, 24 de março de 2012

Berthe Morisot em Paris

O Museu Marmottan Monet tem patente até 1 de julho uma retrospetiva da obra de Berthe Morisot (1841-1895).  
Paris: Hazan, 2012
€35,00

O livro que serve de catálogo, coordenado pela comissária da exposição Marianne Mathieu, reproduz uma centena de pinturas vindas de museus e coleções particulares de todo o mundo, acompanhadas de comentários. A seleção permite traçar o percurso desta mulher do impressionismo, desde o seu período de formação junto de Corot até às suas últimas obras. O livro realça a arte subtil e delicada de Berthe Morisot, cujo tema é a celebração da mulher e da criança, pintadas em tons pastel. Os textos do catálogo traçam a visa e a personalidade da artista, sublinhando igualmente a originalidade da sua arte, influenciada por alguns dos seus contemporâneos mais ilustres: Monet, Manet - de quem Morisot era cunhada - e Renoir.  (http://www.amazon.fr/gp/product/2754106049/ref=pe_98781_29242111_snp_dp)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os impressionistas no atelier de Nadar

Em 15 de Abril de 1874 abriu no atelier de Nadar em Paris, uma exposição de artistas impressionistas:
«En Abril, los preparativos estaban casi terminados. El moderno local de Nadar, de fachada acristalada, estaba a punto de acoger a una sociedad de pintores radicales, desconocidos. Se acordo echar a suertes el lugar donde se situaria cada obra, y los cuadros se colgaron en dos filas (a diferencia de la politica del Salon de llenar las paredes com cuatro filas), los más grandes arriba y los más pequeños debajo, sobre paredes de yute de un llamativo color rojo sangre. Colgaron La cuna [Le berceau] […] de Berthe [Morisot], junto a Una Olímpia moderna de Cézanne, tal vez com la esperanza de que la imagen castamente arquetípica de la amdre y la criatura apartara al público de la escena burdalesca y primitiva de Cézanne. Otros cuadros expuestos fueron Clase de baile [La Classe de danse], Lavandera [La Repasseuse] y Después del baño [Après le bain] de Degas; Boulevard des Capucines de Monet; la representación por Renoir de un palco de la Ópera, El Palco [La loge]; y Helada blanca [Gelée blanche] y Castaño en Osny [Les Châtaigniers a Osny] de Pissarro. Edmond, el hermano de Renoir que publico el catálogo, le pidió a Monet que le diera una lista de todos los títulos. Para su quadro del amanecer en Le Havre, Monet sugirió, sin duda algo distraído, el título de “impresión”. El quadro apareció com el título de Impresión: Amanecer [Impression: soleil levant].
«La exposición se inauguro el 15 de Abril […] y permaneció abierta hasta el 15 de mayo, tanto por la noche como por la manana, para maximizar el numero de entradas vendidas. La gente se precipitava por la calle des Capucines, empujándose y discutiendo por entrar a aquella exposición. El premier dia acudieron dosckientos visitantes, y unos cien cada uno de los dias siguientes (el dia de la clausura había visitado la expoción un total de tres mil quinientos personas). El público acudia en masa, gritaba de espanto y alertaba a los amigos, que a su vez se mostraban horrorizados. Se armo un escândalo. La nueva clase media acomodada – dueños de grandes alamacenes y demás comerciantes que se habián mudado a los nuevos y elegantes pisos de Haussmann – querían que el arte les aportara la educación de que carecián, y no que las exposiciones les hicieran sentirse elevados, y no que los turbaran com imégenes difíciles de entender. […]»
Sue Roe
In: Vida privada de los impresionistas. Madrid: Turner, 2008, p. 167-168


Monet - Boulevard des Capucines, 1873

Berthe Morisot - Le berceau
Óleo sobre tela, 1873
Paris, Musée d'Orsay


Cézanne - Uma Olímpia moderna
Óleo sobre tela, 1869-1870
Col. particular


Renoir - La loge
Óleo sobre tela, 1874
Londres, Courtauld Institute Galleries


Pissarro - Les châtaigniers à Osny
Óleo sobre tela, 1873

Pissarro - Gelée blanche
Óleo sobre tela, 1873
Paris, Musée d'Orsay

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Leituras no Metro - 38


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Salle_lecture_bibliotheque_Institut_de_France.JPG
Sala de leitura da Biblioteca do Instituto de França.

«À côté de l’imposante et si belle Bibliothèque Mazarine, avec laquelle elle comunique par une porte dérobée, la Bibliothèque de l’Institut de France possède un charme tout à elle, qui tient à son atmosphère de cénacle. Elle est en effet réservée aux membres de l’Institut, et on n’y entre qu’en montrant patte blanche. J’étais là pour consulter les archives de Berthe Morisot,confiées par ses héritiers au musée Marmottan, qui dépend de l’Institut. On m’apporte des boîtes en carton, contenant des lettres, classées avec soin dans des chemises de couleur: à travers témoignages et récits intimes, l avie de Berthe Morisot. Je découvre une centaine de lettres de famille, de parents ou d’amis, […]. J’y trouve quelquer télegrammes sur papier bleu et même une carte postale de reuth, disait l’image. […]
«Lettres sur papiers d’école ou de grand papetier, déchirées d’un cahier ou pliées en quatre, letttres de vacances ou de voyages, letttres de tous les jours, lettres tristes, lettres drôles, lettres pour distraire de l’ennui ou de la maladie, lettres d’invitation ou de remerciements, de faire-part, de voeux ou de condoléances […]. Elles rendent un écho de cês viés, dont le centre et le coeur fut Berthe Morisot. […]

«La première boîte contient les lettres de Berthe Morisot, celles qu’elle a adress+es à son mari, à sa mère, à ses soeurs […]. Son écriture élégante et nerveuse, n’a jamais change. D’un petir format, elle est aussi sobre et efficace, aussi peu emphatique que son coup de pinceau.
«La dernière boîte contient les letters que sa fille a reçues à sa mort. Dans les autres, j’ai pu lire celles que Berthe Morisot a reçues le long de sa vie, du moins celles qui ont échappé à la destruction du temps. La ronde des écritures n’en finissait pas de danser sous mes yeux. Chaque personne était là, vivant, á travers les mots qu’il écrivait; chaque écriture est un portrait.
«Yves Morisot écrit comme une petite fille appliquée, en appuyant les lettres sur du papier quadrille. […] Edma, comme un oiseau […].
«Puvis de Chavannes choisit un papier à lettres monogrammé. Il rédige à l’encre noire, comme il peint, avec une élégance austère, de longues lettres compliquées.

«Mary Cassatt a une écriture pointue; elle use et abuse des paraphes, la barre de ses T traverse la page et ses M majuscules ont l’air d’avoir des jambes en plus. Un style hardi et conquérant vous saute aux yeux.

«La signature de Renoir - «Ami Renoir» - et son style simple, chaud, font abttre le coeur. […]

«Claude Monet use et abuse du papier à letters à l’envers; il faut lire d’abord la page droite et revenir sur la page gauche, comme dans un livre japonais, bien qu’il écriev quand meme de gauche à droite. […]

«L’écriture de Mallarmé, aussi fine qu’un idéogramme, se pose en courts billets, en quatrains, en quelques mots exquis. Ce sont les envelopes, on le sait, qui lui demandent le plus grand soin.»
Dominique Bona - Berthe Morisot. Paris: Grasset, 2002, p.363-367. (Le livre de poche; 15347)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

1.ª retrospectiva de Manet

A 5 de Janeiro de 1884, pouco depois da morte de Manet, abriu a primeira grande exposição da sua obra, na Escola de Belas-Artes de Paris, organizada por Berthe Morisot e pelos irmãos, Eugène e Gustave Manet. As cerca de 180 obras apresentadas (óleos, pinturas a pastel, aguarelas, desenhos e litografias) pertenciam à família, aos amigos e alguns (poucos) coleccionadores:
«Toute cette peinture jeune, vivante, va faire vibrer ce palais des Beaux-Arts, habitué à de l'art mort. Ce sera la revanche de tant de déboires, mais revanche que le pauvre garçon prend sous la terre.» (carta de Berthe Morisot a sua irmã, Edma).
Foi sempre um desejo de Manet mostrar ao público a obra no seu todo: «Tu sais, moi, il faut me voir en entier - dizia Manet ao seu amigo Antonin Proust. Et je t'en prie, si je viens à disparaître, ne me laisse pas entrer dans les collectoions publiques para morceaux, on me jugerait mal.»
Quando a exposição abriu, Berthe Morisot escreve à irmã: «Le public des connaisseurs est étonné de voir la force que prend son oeuvre ainsi exposée en entier. Il y a une sûreté d'exécution, un faire magistral, qui s'impsent même aux ignorants et qui nous abasourdissent tous. [...] Le matin de l'ouverture, Stevens, Chavannes, Duez disaient: "Depuis le père Ingres, nous n'avons rien vu d'aussi fort", et nous, les vrais fidèles, nous disons: "C'est beaucoup plus fort."»


Olympia
Óleo sobre tela, 1863

Na Exposição Universal de 1889, encontrava-se exposta Olympia, ainda na posse da viúva. Claude Monet decide então organizar uma subscrição para adquirir o quadro e oferecê-lo ao Estado. Primeiramente esteve exposto no Museu do Luxemburgo, onde o Estado enterrava as obras que não considerava dignas de figurar no Louvre, onde só veio a entrar em 1907, graças a Clemenceau, então primeiro-ministro. Hoje é um dos tesouros do Museu d'Orsay.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Le cygne


Berthe Morisot - Sur le lac ou Petite fille au cygne
Óleo sobre tela, 1884
Col. particular


Berthe Morisot - Cygnes, 1885

Va-t-il nous déchirer avec un coup d'aile ivre
Ce lac dur oublié que hante sous le givre
Le transparent glacier des vols qui n'ont pas fui!

Un cygne d'autrefois se souvient que c'est lui
Magnifique mais qui sans espoir se délivre
Pour n'avoir pas chanté la région où vivre
Quand du stérile hiver a resplendi l'ennui.

Tout son col secouera cette blanche agonie
Par l'espace infligée à l'oiseau qui le nie,
Mais non l'horreur du sol où le plumage est pris.

Fantôme qu'à ce lieu son pur éclat assigne,
Il s'immobilise au songe froid de mépris
Que vêt parmi l'exil inutile le cygne.

Stéphane Mallarmé

No seguimento da foto do Jad.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Leituras no Metro - 36


Berthe Morisot - The pink dress [Albertie-Marguerite Carré, mais tarde Madame Ferdinand-Henri Himmes]
Óleo sobre tela, ca 1870
Nova Iorque, The Metropolitan Museum of Art


«Rien ne vaut deux heures étendue sur une chaise longue; le rêve c'est la vie, et le rêve est plus vrai que la réalité. On y agit soi, vraiment soi. Si on a une âme, elle est là.»
Berthe Morisot

De Berthe Morisot, só encontrei um retrato da filha Julie a ler numa chaise longue. Preferi colocar este, apesar de a retratada não estar «étendue sur une chaise longue». Se não tivesse já posto O Repouso, de Manet, ele teria sido a minha escolha para ilustrar esta frase.