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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Um quadro por dia - 423


Terminamos esta incursão pelos " grandes valores " da Colecção Rockefeller com Gauguin, através da sua La Vague .

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A arte do pastel: de Degas a Redon


O Petit Palais (Paris) apresenta até 8 de abril uma seleção da sua coleção de 200 pasteis.  Podem ser vistas obras representativas das principais correntes artísticas da segunda metade do século XIX, do Impressionismo ao Simbolismo.
Estão expostas obras de Berthe Morisot, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Mary Cassatt e Edgar Degas, de simbolistas como Lucien Lévy-Dhurmer, Charles Léandre, Alphonse Osbert, Émile-René Ménard e Odilon Redon, e também de uma pintura mais mundana como as de James Tissot,  Jacques-Émile Blanche, Victor Prouvé ou Pierre Carrier-Belleuse.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Boa noite!


Gauguin, o alquimista


Gauguin é um dos maiores pintores franceses do século XIX e um dos mais importantes percursores da arte moderna. Esta exposição traça a sua carreira, nas suas várias facetas: pintura, desenho, gravura, escultura, cerâmica, etc. 
As várias obras apresentadas destacam o trabalho do artista em relação à matéria, bem como o seu processo de criação: há motivos recorrentes nas suas obras.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Um quadro por dia


Paul Gauguin , Nafea faa ipoipo ( Quando vais casar ? ) , 1892, óleo sobre tela .

O quadro mais caro do mundo, vendido em Fevereiro de 2015 por € 265 milhões a um comprador do Qatar, mas que está " perto " até 14 de Setembro : integra a exposição Coleccionismo y modernidad do Reina Sofia, Madrid .

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lá fora

 - Maxime Maufra, Les Arbres fantastiques de Pouldu, 1893, col.part.
- Ferdinand Loyen du Puigaudeau, Le Croisic, fillettes au pied du menhir.


Duas das 150 telas, provenientes de museus franceses e de várias colecções particulares, patentes na exposição Les Peintres de Pont-Aven autour de Gauguin, dedicada à escola de pintura formada em Pont-Aven à volta de Paul Gauguin e Émile Bernard  desde o final da década de 1886 até 1920.

Até 8 de Abril,  no Atelier Grognard de Rueil-Malmaison .

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os comerciantes de arte

Vem este post a propósito de uma amiga que me pediu como prenda de Natal o livro de Anne Sinclair, sobre o seu avô Rosenberg, o maior marchand de Picasso. Paul Rosenberg abriu uma galeria em Paris (no 21, rue de la Boétie) em 1910. Em 1940, mudou-se para os EUA. 
Lembrei-me então de mostrar algumas biografias ou memórias de outros comerciantes de arte: Durand-Ruel, que apostou nos impressionistas; Kahnweiler, crítico de arte, que teve uma galeria em Paris nos inícios do século XX e é considerado o primeiro marchand de arte, foi ele que descobriu Picasso, Braque, Gris, Léger, Vlaminck, etc.; e Vollard que foi amigo e marchand de Cézanne, Roualt, Dérain, Gauguin, Van Gogh e Picasso, entre outros.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Notícias que entristecem: obras de grandes mestres desaparecidas

No passado dia 18 de outubro, o Expresso relatou a ocorrência do roubo de obras de arte de grandes mestres do século XIX e XX do Museu Kunsthal, em Roterdão.


Os sete quadros, pela primeira vez expostos ao público, pertencem à coleção privada Triton e são os seguintes:

-  "Tête d'Arlequin", de Pablo Picasso;
-  "La Liseuse en Blanc et Jaune", de Henri Matisse;
-  "Waterloo Bridge, London" e "Charing Cross Bridge, London", de Claude Monet;
-  "Femme devant une fenêtre ouverte, dite la Fiancée", de Paul Gauguin;
-  "Autoportrait", de Meyer de Haan;
-  "Woman with eyes closed", de Lucian Freud.

Quem priva estas obras de todos para belo prazer da posse, isto para não evocar outros fins, merece ficar muitos anos dentro de um quarto fechado sem luz porque a tira ao bem comum.


Ler mais: aqui

sábado, 9 de outubro de 2010

O último Vargas Llosa que li


Lisboa: Dom Quixote, 2003

Mario Vargas Llosa conta as histórias de Flora Tristán (1803-1844) e do seu neto, Paul Gauguin (1848-1903), que nunca conheceu. Flora Tristán foi uma feminista francesa, filha de um oficial do exército espanhol que serviu no Peru. Membro da alta sociedade francesa, abdicou dessa sua vida para combater as injustiças do mundo e tentar criar um Paraíso para todos. Gauguin deixa a sua vida de corretor de sucesso e parte para o Taiti à procura de um nova vida, de um Paraíso primitivo, que nos deixou em telas. São estas duas histórias de procura de dois sonhos - «alcançar um Paraíso onde seja possível a felicidade para os seres humanos» (contra-capa da obra) - que Vargas Llosa conta, em paralelo, no seu livro. «Onde se encontra o Paraíso? Na construção de uma sociedade igualitária ou no retorno ao mundo primitivo?»
Este livro deve ser lido acompanhado das reproduções das obras de Gauguin. Seria uma boa ideia fazer uma edição ilustrada.

«Sentia-se tranquila, com forças para enfrentar os obstáculos que lhe sairiam ao caminho. Como naquela tarde em Saint-Germain, dez anos atrás, na primeira reunião dos sansimonianos a que assistira, quando ao ouvir Prosper Enfantin a descrever o casal-messias que redimiria o mundo, prometera a si mesma, com força: "a mulher-messias serás tu".» (p. 13)


Paul Gauguin - A visão depois do sermão, 1888

«A que mãos teria ido parar A visão depois do sermão? No leilão do Hotel Drouot no domingo 22 de Fevereiro de 1891 para reunir fundos que te permitissem a primeira vinda a Taiti, A visão depois do sermão foi o quadro pelo qual se pagou cerca de 900 francos. Em que sala de jantar burguesa parisiense languesceria agora?» (p. 197)



Paul Gauguin - O feiticeiro de Hiva Oa, 1901

«Se o que Tioka dizia era exacto, O feiticeiro de Hiva Oa tinha saído mais ou menos como o conceberas, apesar de o teres pintado quase todo o tempo às cegas, com pequenos intervalos em que a luminosidade do dia, o teu voluntarioso esforço ou o deus menor compadecido te aclaravam a visão e, por uns minutos, podias corrigir pormenores, acentuar ou debilitar as cores. Às vezes, o tremor da tua mão era tão forte que tinhas que deitar-te um bocado na cama, até que o teu corpo serenasse e aqueles incontroláveis movimentos dos teus músculos cessavam. Só tinhas pintado as obras-primas nesse estado de incandescência, Kobe. Seria O feiticeiro de Hiva Oa uma obra-prima? Se os teus olhos pudessem ver a tela como devia ser, mesmo que fosse por uns segundos, sabê-lo-ias. Mas ficarias sempre com a dúvida, Kobe.» (p. 293)