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sábado, 14 de novembro de 2015
Outra vez
Outra vez Paris, outra vez o horror, agora a uma escala assustadora : centena e meia de mortos, centenas de feridos, dizem que sete ataques simultâneos em pleno coração de Paris : Stade de France, Bataclan, restaurante Belle Equipe , Les Halles . Mata-se indiscriminadamente quem janta tranquilamente, quem assiste a um concerto de rock, quem está a ver o França-Alemanha com o próprio Presidente da República presente ! Será difícil que tudo fique como dantes na velha e confiante Europa, a começar pela política de fronteiras abertas
terça-feira, 23 de junho de 2015
Citações
(...) Os que desejaram transformar a Rússia no inimigo ideológico, garantindo assim a coesão do mundo ocidental, da NATO, da União Europeia, viram a sua autoprofecia realizar-se . Queriam um inimigo, aí o têm. Queriam continuar a viver na Guerra Fria, ela está de volta.
Mas não tenhamos ilusões, a segurança europeia não é divisível e não haverá paz no continente europeu enquanto o Ocidente e a Rússia não se entenderem. Enquanto não chegarem a acordo sobre a arquitetura de segurança da Europa.
A União Europeia ajudou a destruir a URSS e pode até contribuir para o fim do regime de Putine se, entretanto, não se destruir a si própria. Mas a Rússia não vai sair de onde está.
- Luís Amado, na Visão .
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Números
2.300.000 euros
É o preço do cofre em mogno, envolto em bronze polido e revestido a ouro, fabricado pela reputada marca portuguesa de mobiliário Boca do Lobo. Chama-se Millionaire, e foi inspirado pelos cofres do séc.XIX.
E se cá não se vende por aí além, tem sido um sucesso em Angola e em certos países do Golfo Pérsico.
É o preço do cofre em mogno, envolto em bronze polido e revestido a ouro, fabricado pela reputada marca portuguesa de mobiliário Boca do Lobo. Chama-se Millionaire, e foi inspirado pelos cofres do séc.XIX.
E se cá não se vende por aí além, tem sido um sucesso em Angola e em certos países do Golfo Pérsico.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Sobre a insegurança
" (...) Durante anos a fio, a coberto de uma jovem democracia nascida da ditadura, tudo o que era autoridade das forças de segurança foi gradualmente esvaziada e diluída, num inaceitável complexo do passado. Tantos foram os traumas de excesso de autoritarismo que as polícias não só andam pouco na rua como mostram receio de aplicar a sua força ou expressar a razão essencial para a qual foram criadas.
A sociedade mudou, a abertura de fronteiras e a modernidade trouxeram para Portugal um novo tipo de crime e uma nova lógica de criminalidade. O Estado readaptou-se, tornando as forças de segurança mais ágeis, integradas e com melhores recursos? Antes pelo contrário! Tornou a lei mais fácil de aplicar e os processos mais simples de concluir perante quem não respeita a vivência em sociedade? Nem por isso. Para terminar em beleza, os dois partidos mais representativos ofereceram ainda novas e extensas garantias a quem prevarica, em detrimento das vítimas e dos detentores da propriedade.
A última alteração do Código de Processo Penal foi a derradeira onda num dique que ameaçava aluir. A justiça não continuou apenas lenta, tornou-se mais ineficaz. A quase completa ausência de prisão preventiva libertou para as ruas centenas de delinquentes.(...) Alterar a Lei das Armas, em vez de assumir o erro inicial, é fraca solução de recurso, incapaz de resolver o problema de fundo. "
Pedro Pinto, Os assaltos que colhemos , in Metro, 2 de Setembro de 2008 .
A sociedade mudou, a abertura de fronteiras e a modernidade trouxeram para Portugal um novo tipo de crime e uma nova lógica de criminalidade. O Estado readaptou-se, tornando as forças de segurança mais ágeis, integradas e com melhores recursos? Antes pelo contrário! Tornou a lei mais fácil de aplicar e os processos mais simples de concluir perante quem não respeita a vivência em sociedade? Nem por isso. Para terminar em beleza, os dois partidos mais representativos ofereceram ainda novas e extensas garantias a quem prevarica, em detrimento das vítimas e dos detentores da propriedade.
A última alteração do Código de Processo Penal foi a derradeira onda num dique que ameaçava aluir. A justiça não continuou apenas lenta, tornou-se mais ineficaz. A quase completa ausência de prisão preventiva libertou para as ruas centenas de delinquentes.(...) Alterar a Lei das Armas, em vez de assumir o erro inicial, é fraca solução de recurso, incapaz de resolver o problema de fundo. "
Pedro Pinto, Os assaltos que colhemos , in Metro, 2 de Setembro de 2008 .
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