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sábado, 18 de novembro de 2023

Os livros mais vendidos de sempre

Somos livros, a revista da Bertrand, referente ao Natal 2023, traz uma lista dos livros amis vendidos de sempre que a revista Newsweek publicou em 2021. E quais são eles?

Em 1.º lugar, com 140,6 milhões de exemplares, um livro que nunca li:

Em 2.º lugar, com 120 milhões de exemplares vendidos, um livro de que li talvez 50 p. Não é o tipo de literatura que aprecio, mas percebo bem o sucesso desta série.


Em 3.º lugar, um clássico, com 100 milhões de exemplares:


Também com 100 milhões de exemplares vendidos: O sonho da câmara vermelha do chinês Cao Xueqin (1710-1765), que não conheço e nem sequer está traduzido em Portugal; e No início eram dez, de Agatha Christie.
Depois vêm livros de C. S. Lewis, H. Rider Haggard, o Pinóquio, O código da Vinci, os outros seis romances da série Harry Potter... 
Em 21.º lugar está um dos meus livros preferidos: Cem anos de solidão, com 50 milhões de livros vendidos. Seguem-se mais dois livros de que gosto: Lolita de Nabokov e Heidi; Meu filho, meu tesouro do Doutor Spock, que também li e que me foi útil.
Em 26.º lugar, outro livro juvenil: Beleza negra, de Anna Sewell, que li com o título de Cavalo negro. Seguem-se O nome da rosa e A Águia aterrou, todos com 50 milhões de exemplares vendidos. Acho que é desta que vou ler este último título, que está na minha lista há muito.

Pensava que o livro mais vendido no mundo, para além da Bíblia, fosse o Dom Quixote.

domingo, 3 de abril de 2016

O que li na infância

Em geminação com Palavras Daqui e Dali, respondendo à pergunta sobre os livros da minha infância. Já fiz posts sobre todos eles aqui no blogue.


Ainda tenho alguns exemplares da Colecção Formiguinha, com adaptações de Andersen, Grimm e contos tradicionais. 

O romance da raposa, de Aquilino Ribeiro, nesta bela edição com ilustrações coloridas de Benjamin Rabier.
Na resposta à Isabel, devia ter acrescentado a Arca de Noé III classe, também de Aquilino.


Heidi, de Johanna Spyri. Ainda há poucos dias falei deste livro a propósito de uma adaptação cinematográfica que está (esteve?) em exibição.

Tenho todos estes livros, com exceção desta edição de Coração. Também li a tradução da Colecção Azul.

Podia acrescentar a esta lista os livros da Condessa de Ségur e outros da Colecção Azul, e os Cinco (todos os então publicados) da Enid Blyton.

domingo, 17 de janeiro de 2016

A minha tarde


Já em tempos aqui falei do livro de Johanna Spyri, das edições que tenho e das inúmeras vezes que as li.
A edição atualmente disponível no mercado é esta, que já está encomendada para oferecer. Assim os infantes a leiam e não digam que é «um livro para meninas». 

Lisboa: Booksmile, 2013

quarta-feira, 19 de maio de 2010

À descoberta de Heidi


"Heidi“ de Johanna Spyri figura seguramente entre as mais conceituadas obras da literatura infantil. Gerações sucessivas de crianças acompanharam apaixonadamente o destino da pequena orfã suíça que, retirada da vivência idílica junto do avô nos Alpes, enfrenta um mundo urbano desconhecido e, por vezes, hostil na cidade de Frankfurt. A amizade com Klara comoveu milhões de miúdos.
Heidi encontrou em Spyri uma mestre literária por excelência que reuniu humor, humildade e uma compreensão extraordinária pelos sentimentos, receios e desejos do universo infantil. A tradução em 50 idiomas ajudou a conquistar os corações dos jovens leitores pelo mundo fora. As adaptações cinematográficas e televisivas contribuíram igualmente para este sucesso: entre elas, destacaria as produções helvéticas de 1952 e 1955, baseadas nos dois livros de Spyri, que nos mostram uma Heidi simplesmente encantadora e genuína. Claro, a série nipónica dos anos 70 (de gosto discutível, perdoem-me...) atingiu um público em massa.
Mas independentemente do meio com que nos tenhamos aproximado de Heidi, ouso afirmar que a infância de muitos entre nós não teria sido a mesma sem esta figura única.


Uma descoberta recente revela, no entanto, alguns detalhes interessantes e menos inocentes sobre a origem verdadeira da menina suíça. O alemão Peter Büttner, licenciado em Germânicas, está a investigar, na sua tese de doutoramento, a literatura do período Biedermeier (período alemão entre 1815 e 1848). No âmbito deste trabalho, estudou o espólio de Hermann Adam von Kamp (1796 – 1867), oriundo da Renânia Vestfália do Norte. Von Kamp, professor primário e poeta, escreveu em 1830 o romance „Adelaide - das Mädchen vom Alpengebirge“ (trad. Adelaide, a menina da montanha dos Alpes). Despertada a curiosidade, Büttner rapidamente identificou coincidências inegáveis entre a obra de von Kamp e a de Spyri. No centro da narrativa, encontra-se Adelaide (cuja versão diminutiva é Heidi) que também vive algures nos Alpes com seu avô e se conforma dificilmente com a vida numa cidade. As réplicas não se limitam à história: mesmo o vocabulário utilizado por Spyri assemelha-se ao de von Kamp - para Büttner, prova bastante de que Spyri simplesmente copiou o texto de von Kamp. O facto de a escritora suíça ter concluído o primeiro livro (Heidis Lehr –und Wanderjahre) em apenas poucas semanas em 1879, sustenta a tese de plágio.



Que Spyri se inspirou nos nomes da literatura mais significativos, é inquestionável. Aliás, o título „Lehr –und Wanderjahre“ (trad. os anos de aprendizagem) reproduz a obra homónima de Goethe (Wilhelm Meisters Lehr –und Wanderjahre). Regine Schindler, biógrafa reputada de Spyri, contrapõe. Admite a possibilidade de Spyri ter lido a obra de von Kamp, já que a autora provinha de uma família instruída (seu pai era médico, sua mãe poetisa), mas recusa a hipótese colocada por Büttner. Recorrer a registos da própria Johanna Spyri torna-se impossível: a escritora destruiu as suas anotações poucos dias antes do seu falecimento....

Por isso, caríssimos leitores: é bem provável que Heidi tenha, para além de uma mãe suíça, um pai alemão. Esta ascendência parental poderá denegrir um pouco a imagem de Spyri. Mas nunca denegrirá o nosso imaginário em torno da nossa querida heroína, chamada Heidi ...



Imagens 1 e 2: Elsbeth Sigmund na adaptação suíça de 1952/55; Shirley Temple em 1937; Johanna Spyri

sexta-feira, 2 de abril de 2010

As minhas Heidi(s)

«Quando se deixa a ridente aldeia de Mayenfeld para subir a montanha de aspecto imponente e severo que domina esta parte do vale, atravessa-se primeiro um lindo trecho de planície recoberto de campos e pomares», assim começa Heidi, de Johanna Spyri, um livro que todos devem ter lido, publicado em 1880-1881.

Johanna Spyri
Saiba mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johanna_Spyri

As capas das edições que tenho e que li vezes sem conta:

Porto: Livr. Civilização, 1961
Trad. de Helena Lousada; il. de Maria Helena Abreu.


Pedro, Clara e Heidi.



Lisboa: Bertrand: Ibis, [196-]

Hoje é Dia Internacional do Livro Infantil. Não querem falar das vossas leituras de infância?