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sábado, 18 de junho de 2011

Citações - 172


(...) alguns aspetos da vida privada mudaram mais nos últimos 50 anos do que desde a Idade Média.

- José Mattoso, em entrevista à VISÃO.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Nuvem do Não-Saber

Este post veio na sequência do post interessante de Jad. Não tem nenhum ponto de contacto a não ser, na minha maneira de ver, a metodologia utilizada pelo anónimo e a origem de muitos trabalhos de investigação para se apurar a identidade. A pouca segurança de um nome eternizou este tratado como obra de um anónimo. Sugiro a leitura do prefácio que é muito interessante.


«Capítulo XXXV

Quem ainda é aprendiz na arte da contemplação
deve recorrer a três meios: a leitura,
a meditação e a oração

Todavia, quem ainda é aprendiz na arte da contemplação deve recorrer aos seguintes meios: a leitura, a meditação e a oração. Destes três meios encontrarás a respectiva descrição na obra de outro autor, que fala deles bem melhor do que eu; por isso, é desnecessário que eu me detenha a expor aqui as qualidades de cada um deles. Contudo, posso dizer o seguinte: estes três meios estão de tal forma ligados entre si, que os principiantes e os discípulos mais adiantados (não me refiro, é claro, aos que já adquiriram a perfeição alcançável nesta vida!) só poderão meditar como convém, se primeiro lerem ou escutarem.»


Anónimo do Século XIV, A Nuvem do Não-Saber, Lisboa: Assírio & Alvim, (prefácio de José Mattoso, tradução e notas Lino Correia Marques de Miranda Moreira, O.S.B.) p. 104


«A nuvem do não-saber», Cloud of unknowing, é um pequeno tratado escrito no século XIV, por volta de 1380, em inglês, por um autor desconhecido. Insere-se num conjunto de obras de tema espiritual, também do século XIV.»
José Mattoso.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novidades - 154: Da Vida Privada

Uma novidade editorial de autoria lusa que de certeza irá figurar em várias estantes prosimetrónicas. Uma obra monumental coordenada pelo Prof.Mattoso, sendo cada volume da responsabilidade de um especialista da era tratada. O primeiro volume, dedicado à Idade Média, é coordenado por Bernardo Vasconcelos e Sousa.
Uma edição do Círculo de Leitores e da Temas e Debates.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Citações - 119 : O Centenário...


As comemorações da República não me interessam muito. Arrepia-me ver aqueles republicanos façanhudos, com aquelas bigodaças.


José Mattoso,
em entrevista à Ler de Setembro.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A primeira tarde portuguesa

- Batalha de São Mamede, Acácio Lino, pintura mural ( Sala Acácio Lino do Palácio de S.Bento ) , 1922.


O título desta mensagem é controverso, mas não podia deixar de escolhê-lo. Ao contrário do que muita gente pensa, esta designação de A primeira tarde portuguesa como referência à Batalha de S.Mamede não é uma criação do Prof.Matoso, mas antes de Alexandre Herculano ( não me lembro é precisamente onde ) , embora seja justo reconhecer que foi o artigo de Matoso com este belo título que a generalizou.
Estou convencido que no fim do dia 24 de Junho de 1128, vencidos D.Teresa e Fernão Peres de Trava, havia um sentimento colectivo de uma nova entidade, de uma pátria, de um destino comum, ainda que muito embrionário pudesse ser tal sentimento ou consciência.
Os países velhos não se formaram por decreto, nem por conferências internacionais, e mesmo as bulas papais só reconheciam o que já havia de facto, embora sempre de acordo com as próprias conveniências da Cúria Romana, e assim aconteceu com Portugal.
Prefiro pensar que Portugal nasceu naquele campo de batalha ( hoje S.Torcato, Guimarães ) do que com a bula de Lúcio II ou com o Tratado de Zamora ( que é o que comemoro a cada 5 de Outubro ) , ou ainda mais tarde ainda com a Manifestis probatum.

- Para o FLV