«Cunhal. Como está morto e não responde, até a direita o pode canonizar. O livro delicodoce que a milionária Judite de Sousa lhe consagrou é um rebuçado! L'on aura tout vu!»
Eugénio Lisboa - «Páginas noturnas (excertos de um diário)»
In: JL, Paço de Arcos, 25 dez. 2013, p. 34
Confesso que fiquei estupefacta quando vi que Judite de Sousa tinha dedicado um livro - que não li - a Cunhal, o «homem por detrás do político», com o claro objetivo de aumentar a sua conta bancária. Agora o que eu gostava de ler era uma crítica feita por Eugénio Lisboa - com o humor um pouco sarcástico que lhe é habitual nestes casos - ao livro, e não apenas estas três linhas.

