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terça-feira, 25 de abril de 2023

Sinais da Liberdade

Materiais de campanhas eleitorais, de propaganda, cerâmica popular, etc., da coleção Ephemera, que podem ser vistos numa exposição no ex-Tribunal da Boa Hora até 28 de maio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Marcadores de livros - 2416


Marcador deste livro:
Lisboa: Tinta da China, 2020

«"Olhe que não, olhe que não!" foi como Álvaro Cunhal reagiu aos constantes ataques e acusações de Mário Soares num célebre debate promovido pela RTP na noite de 6 de novembro de 1975, que prendeu o país inteiro ao pequeno ecrã. Apesar de ter sido ignorada por toda a imprensa, a surpreendente resposta do líder comunista, repetida meia dúzia de vezes, marcou de tal forma o confronto com o secretário-geral dos socialistas que acabou por se colar à simples evocação do debate, onde ficaram patentes, como nunca, duas personalidades políticas, duas concepções do mundo, dois modelos de sociedade e duas estratégias bem distintas e por vezes antagónicas.
«Realizado pouco depois do assalto à embaixada de Espanha em Lisboa e uma semana antes do cerco à Assembleia Constituinte, já com cheiro ao golpe de 25 de Novembro, o debate faz parte da história não apenas da RTP, mas da televisão e da própria democracia.» (Sinopse do livro)


«- Se compararmos Cunhal e Soares, o primeiro preparava-se melhor.

«- Desculpe, o Mário Soares prepara tudo, pensa em tudo. Não tem é o ar didático de Álvaro Cunhal, o que é diferente. É uma questão de estilo político, de fação política, porque um socialista não se acha detentor da verdade do mundo, propõe uma verdade, enquanto o outro impõe uma verdade. Soares trabalha muito, nunca vi ninguém que o fizesse tanto, e ainda hoje com 80 e não sei quantos anos, vê-se nos seus artigos como estuda. A história de que não conhecia os dossiês enquanto era primeiro-ministro é um mito que se criou. O que ele não tomava era o ar de autoridade e de luta que Álvaro Cunhal assumia.»

Vasco Pulido Valente em entrevista a João Céu e Silva, in Uma longa viagem com Vasco Pulido ValenteLisboa: Contraponto, 2021, p. 43

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Foi há 45 anos


«Olhe que não, olhe que não!» - «A frase ficou célebre e marca uma era na política portuguesa. Foi pronunciada durante um histórico debate entre Álvaro Cunhal e Mário Soares. em 1975, em vésperas do 25 de novembro.
«Faz [...hoje] 45 anos que os dois políticos se defrontaram no famoso debate, transmitido pela RTP. A data foi aproveitada para o lançamento de um livro, da autoria dos jornalistas José Pedro Castanheira e José Maria Brandão de Brito.
«Um outro frente-a-frente entre os, então, líderes do PS e do PCP, pouco conhecido pelo público em geral, porque foi emitido apenas na televisão francesa, na língua nacional desse país», será retransmitido [...].» (RTP).
Passam esta noite na RTP3.

Lisboa: Tinta da China, 2020

sábado, 27 de agosto de 2016

O que se ouve na televisão...

A SIC está a repor a série Até amanhã camaradas, adaptação ao cinema por Joaquim Leitão do romance de Manuel Tiago. Pois a SIC anuncia-a assim: «adaptada do romance de Manuel Tiago, também conhecido como Álvaro Cunhal». Efetivamente Manuel Tiago é o pseudónimo com que Cunhal assinou a sua obra literária. Um pseudónimo, minha senhora! Que mais nos irá acontecer?!, como dizia (penso que) Agildo Ribeiro.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

quarta-feira, 23 de março de 2016

Leituras no Metro - 238

Lisboa: Temas e Debates: Círculo de Leitores, 2015

Estou finalmente a ler o 4.º volume da biografia de Cunhal, escrita por Pacheco Pereira. Este volume abrange oito anos: de 1960 a 1968. 
Depois de fugir de Peniche, Cunhal passa um ano e tal, como clandestino, em Portugal, vivendo em várias casas. É em Lisboa que nasce a sua filha Ana, numa maternidade da Alameda Afonso Henriques, em 1960; e é ainda em Portugal, em março do ano seguinte, que Cunhal chega a secretário-geral do PCP. Em maio desse ano, ele deixa Portugal e em agosto está em Moscovo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

L'on aura tout vu!

«Cunhal. Como está morto e não responde, até a direita o pode canonizar. O livro delicodoce que a milionária Judite de Sousa lhe consagrou é um rebuçado! L'on aura tout vu!»
Eugénio Lisboa - «Páginas noturnas (excertos de um diário)»
In: JL, Paço de Arcos, 25 dez. 2013, p. 34

Confesso que fiquei estupefacta quando vi que Judite de Sousa tinha dedicado um livro - que não li - a Cunhal, o «homem por detrás do político», com o claro objetivo de aumentar a sua conta bancária. Agora o que eu gostava de ler era uma crítica feita por Eugénio Lisboa - com o humor um pouco sarcástico que lhe é habitual nestes casos - ao livro, e não apenas estas três linhas.

sábado, 16 de novembro de 2013

Citações



(...) Não é coincidência que as personagens que por aí o incensaram ignorem quase totalmente a política e se lembrem muito bem de episódios triviais, em que o " soberano " magnanimamente desce à inferioridade dos serventes e cortesãos para se mostrar bondoso, sensível, irónico e até paternal. Nas memórias que escreveram depois da revolução, os fiéis do " martirizado " Luís era assim que o lembravam.
Como hoje se lembram de Cunhal os militantes do PCP, os " companheiros de caminho " e umas largas dúzias de patetas. O indivíduo que planeava transformar Portugal numa espécie de Bulgária do Ocidente, o promotor do PREC, o responsável pelas " nacionalizações " e pela ocupação dos " latifúndios ", o desorganizador da economia, o inimigo da " Europa ", esse parece que desapareceu. Só resta, com muito sentimentalismo, como ele gostaria, a máscara do " soberano ", perante a qual ainda uma pequena parte do país se acha obrigada a genuflectir.
A consciência histórica dos portugueses é um óptimo reflexo da inconsciência que os trouxe à miséria e ao desespero.

- No Público de ontem.



domingo, 10 de novembro de 2013

Marcadores de livros - 122


Um quadro por dia

 - Forsaken
 - Cities of the future
- Lost citadel


Excepcionalmente não um, mas três obras. A arte digital do belga Jonas De Ro, agora sediado em Londres segundo creio, e que tem já também um currículo notável nas colaborações com o mundo do cinema e do vídeo. O que motivou a sua escolha para hoje foi algo que muitos desconhecem : trata-se de um neto, o terceiro e mais novo, de Álvaro Cunhal.

Marcadores de livros - 121

Cinco marcadores com pinturas e desenhos de Álvaro Cunhal. Edição do centenário do nascimento, que hoje passa.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Biografias e afins : Cunhal x 2



Como seria de esperar, o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal deu azo a várias publicações. Aqui ficam duas delas : a primeira, da autoria da jornalista Judite Sousa, versa sobre sobre o lado mais íntimo da vida do histórico líder comunista, recorrendo sobretudo a duas das mais importantes pessoas da sua vida, a filha Ana, e a irmã Eugénia; a segunda, uma fotobiografia publicada pelas Edições Avante, e que conta com quase 900 imagens, é mais política e sobretudo mais controversa. Na verdade, a polémica instalou-se desde o aparecimento da obra, pelos ausentes ( os dissidentes do PCP, mesmo tão importantes como Carlos Brito ) e pelos " reenquadramentos " feitos nalgumas fotos que levam ao desaparecimento de figuras como o Dr.Soares, mesmo quando este estava mesmo ao lado de Cunhal nos dias distantes de 1974.
 Há coisas que não mudam mesmo...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Humor pela manhã



(...) Havia, porém, um pormenor que me intrigava : nunca largava uma pochette, que transportava debaixo do braço. Durante toda a campanha perguntei-lhe o que trazia na bolsa e ele recusou sempre responder, embora de forma amável (...) Um dia, porém, em que estive a sós com ele ( os jornalistas quase todos ou todos estavam a protestar por algum motivo ), voltei à carga e perguntei :
- O que traz aí, dr.Cunhal?
Ele respondeu que me daria uma prova de confiança se eu jurasse não revelar a ninguém, coisa que cumpri até hoje. E então respondeu, pondo um ar severo:
- Uma bomba!
Fiquei sem saber o que dizer, até que ele, já com um sorriso desconcertante, me mostrou... a bomba de asma que transportava para o caso de ter uma crise.

- Henrique Monteiro, no Expresso do dia 3 de Agosto de 2013.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Álvaro Cunhal

Passam este ano 100 anos sobre o nascimento de Álvaro Cunhal. No Pátio da Galé, em Lisboa, esteve patente até domingo passado uma grande exposição sobre este político comunista. Achei-a muito onteressante, principalmente no período anterior ao 25 de Abril
Página de história ilustrada, escrita e desenhada por Álvaro Cunhal na prisão para oferecer á irmão Maria Eugénia nos seus anos.
Recreação de um clandestino deslocando-se.

As caixas de tintas, a paleta e alguns esboços de desenhos de Álvaro Cunhal.
Algumas das pinturas de Cunhal. E alguns dos livros que escreveu.