Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Julie Andrews (1935-). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Julie Andrews (1935-). Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de abril de 2020

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bom Ano Novo!





Should auld acquaintance be forgot,
And never brought to mind?
Should auld acquaintance be forgot,
And auld lang syne!

For auld lang syne, my dear,
For auld lang syne.
We'll tak a cup o' kindness yet,
For auld lang syne.

And surely ye'll be your pint stowp!
And surely I'll be mine!
And we'll tak a cup o'kindness yet,
For auld lang syne.
For auld &c.

We twa hae run about the braes,
And pou'd the gowans fine;
But we've wander'd mony a weary fit,
Sin' auld lang syne.
For auld, &c.

We twa hae paidl'd in the burn,
Frae morning sun till dine;
But seas between us braid hae roar'd
Sin' auld lang syne.
For auld, &c.

And there's a hand, my trusty fere!
And gie's a hand o' thine!
And we'll tak a right gude-willie waught,
For auld lang syne.
For auld, &c.

1788
Robert Burns

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Bom dia, João Soares!

Parabéns!
No coração de Nova Iorque, brilham as luzes da Broadway. E para baixo, muito para baixo, debaixo de um teatro conhecido como Sovereign (Soberano) há um espaço secreto onde um grupo de teatro se prepara para levar à cena o seu próprio espetáculo... Uma peça de teatro, escrita por Julie Andrews e Emma Walton Hamilton. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Parabéns, João Soares!

Parabéns, João! Um dia feliz.
Do sótão um achado para um cinéfilo.:)


Broadway is a tough, tough arena for singing. 
Julie Andrews, daqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parabéns, João Soares!



E este livro de Robert Osborne - 80 years of the Oscar: The official history of the Academy Awards (Abbeville Press, 2008). Em caso de repetição ou falta de interesse, há sempre possibilidade de troca!
Um dia feliz!

Parabéns João Soares, um dia Feliz!

Hoje, em Lisboa, Julie Andrews. Um bom dia. :)
x
Julie Andrews, My Fair Lady 1956-1962

sábado, 15 de maio de 2010

O “return” de Julie Andrews (4/4): o capital de estima

Julie Andrews é adorada pelo mundo fora, como se evidenciou pelo fluxo de gente que acorreu à O2 e se consegue comprovar numa pesquisa rápida pela internet, com devoção expressa por figuras como Rupert Everett ou, como sumariza o site “popeater.com”, “[S]he can just make everyone feel alright. ... She was great, and all her real fans will love her forever.

Porventura, o que as pessoas recordam e gostam são os personagens interpretados por Julie Andrews, e a aparente consistência dos valores subjacentes à actriz e aos seus personagens. Em particular, o destaque vai para os personagens de Maria, a “noviça rebelde” como lhe chamaram no Brasil, de “Música no Coração” e para o personagem titular de “Mary Poppins”; e para o público americano que ainda se recorda, a sua interpretação original como a primeira Eliza Doolittle em “My Fair Lady”, na Broadway (aliás, a substituição por Audrey Hepburn para a versão de cinema levou a discussões acesas na época, “vingadas” quando Julie Andrews conquistou o Óscar para Melhor Actriz por “Mary Poppins”, derrotando Hepburn). Todos estes papéis são musicais (como são também musicais a Lili Smith de “Darling Lili”, ou a Victoria Grant de “Victor/Victoria”) e papéis com sólidos valores de esperança, perseverança e capacidade de ultrapassar obstáculos, com raízes de humildade e um certo receio do desconhecido. Vendo bem, são personagens sem um pendor romântico forte: Mary Poppins tem um amigo limpa-chaminés, Bert, mas dificilmente será um dos romances da 7ª Arte (e o que é, é sub-texto); a ligação de Maria ao Capitão tem menos de romântico do que a de Liesl e Rolf, servindo mais de complemento à história do que de fio condutor; Eliza apaixona-se pelo Professor Higgins mais como consequência; Victoria também se envolve emocionalmente pelo King já no decurso do enredo; e apenas em Lili é a vertente romântica central ao personagem. Não são os outros personagens que fazem Julie Andrews: nem o de “Cortina Rasgada”, de Hitchcock; nem o “The Tamarind Seed”, com Omar Sharif; nem o de “10”; nem o de “Our Sons”; nem as várias versões de “Shrek”; nem a série televisiva de muito curta duração de 1992, “Julie”. São os papéis de um conjunto de musicais que fazem a Julie Andrews do imaginário colectivo.



"Wouldn't It Be Loverly" da versão teatral de "My Fair Lady"
A esperança (principalmente das crianças, tudo é possível – e naquele momento, todos na audiência são crianças) e a vitória sobre a adversidade de base humilde, cantadas (algo que foi desaparecendo da sociedade em geral no século XX, hoje em dia ninguém canta, enquanto que nos séculos anteriores se cantava nas igrejas, nas sinagogas, nos campos, nas aldeias) têm sido os motes que cativam as audiências.



"Feed The Birds" de "Mary Poppins"
Exemplos incluem “Wouldn’t It Be Loverly”, “The Rain in Spain” e “I Could Have Dance All Night” em “My Fair Lady”, “A Spoonful Of Sugar”, “Feed The Birds”, “Supercalifragilisticexpialidocious” ou “Let’s Go Fly a Kite” em “Mary Poppins”; “Whistling Away The Dark” em “Darling Lili”; e, muito especialmente, é omnipresente em “Música no Coração”: “Do-Re-Mi”, “My Favorite Things”, “I Have Confidence In Me”, “Climb Ev’ry Mountain”, “Edelweiss”. É verdade que a música e letra geniais de Rodgers e Hammerstein, Lerner e Loewe ou Henri Mancini ajudaram – mas ajudaram a criar os personagens habitados por Julie Andrews, fazem parte dos ingredientes.



"Edelweiss" de "Música No Coração"

Mercê do cinema e da gravação de imagem e som, estes personagens são eternos. E quando se vai a um “return” de Julie Andrews, quer-se ver Maria, Mary e Eliza; porventura também Victoria ou Lili. Até porque sendo eternas, o mundo multimédia permite-nos regressar com Julie Andrews. O espectáculo ideal teria tido estes personagens em clips musicais nos écrans gigantes, intercalados com outros números musicais interpretados ao vivo por Julie Andrews, acompanhada ou não pelos seus convidados, mas sempre com Julie Andrews no centro. Músicas que exijam menor alcance vocal (Barbra Streisand fez igualmente o ajuste, passando para clássico de jazz) e sem inovações de arranjo que desvirtuem as músicas iniciais (como aconteceu com “My Funny Valentine”) provavelmente seriam as que teriam resultado melhor. Até se teria achado graça ao conto infantil musicado.



"Whistling Away The Dark" de "Darling Lili"

Recomendação: que Julie Andrews faça já outro concerto – e que convide também Maria von Trapp, Mary Poppins, Eliza Doolittle, Lili Smith, Victoria Grant, Millie Dillmount, Cinderella e Guinevere. E que, a terminar, cante o tal “mean “Ol’ Man River”. Será um sucesso sem reservas.

O “return” de Julie Andrews (3/4): o concerto


Voltemos a dia 8. A arena encheu-se: e cumpriu-se a premonição das cinco gerações. Desde crianças de colo trazidas pelos pais até nonagenários de andarilhos e cadeiras de rodas, a arena brilhava com o disparar dos flashes das máquinas fotográficas e dos telemóveis, transformando-a num firmamento. Ouvia-se falar alemão, holandês, italiano, francês; vêem-se sikhs de turbante e grupos de chineses cruzavam-se com pequenos bandos de japonesas com máscaras da gripe; os saris misturavam-se com os sotaques sul-americanos do espanhol; ouvia-se português com sotaques de Portugal e do Brasil; os sotaques norte-americanos mapeavam os Estados Unidos. O primeiro anel era completamente circundado com pessoas em cadeiras de rodas, como se de uma tropa de elite se tratasse, visão algo arrepiante pela demonstração de devoção.

A leitura do programa foi decepcionante: todo o segundo acto seria dedicado ao conto infantil. Apenas o primeiro acto traria os musicais do cinema e da Broadway, mas mesmo esses não eram o que se poderia esperar de um espectáculo com Julie Andrews: Três músicas apenas de “Música no Coração”, nada de “Mary Poppins”, nada de “Darling Lili”, nada de “Millie, Rapariga Moderna”, nada de “Victor Victoria”, ou dos seus êxitos na Broadway, “My Fair Lady” ou “Camelot”. É verdade que se recuperava o “Cinderella” de Rodgers and Hammerstein de 1957, uma produção em directo para televisão que bateu todos os recordes de audiência à data. E Julie Andrews tinha interpretado “O Rei e Eu” em estúdio em 1992, com Ben Kingsley. Mas não, as canções seriam de “Oklahoma!”, “State Fair”, “South Pacific” e “Carrossel”, entre outras obras menos conhecidas. Voltando atrás, é verdade que o anúncio indicava que se interpretariam clássicos de Rodgers e Hammerstein, o que não se depreendia é que seria em exclusivo. Bem. Um pouco decepcionante, mas adiante.

O espectáculo começou auspicioso, com um clip da abertura do clássico “Música no Coração” servindo para introduzir Julie Andrews. A arena explodiu em aplauso e a ovação de pé durou e durou. Agradecendo a recepção, fez o aviso reiterado das limitações vocais pós-operações, “I no longer have the voice of that girl you saw up there on the screen”, que lhe rendeu um aplauso redobrado – ninguém esperava uma jovem de 20 anos e a fragilidade reconhecida granjeava-lhe ainda maior ternura. Mesmo assim, o aviso foi mitigado com a referência a poder trazer a casa abaixo com a sua interpretação de “Ol’ Man River”. Foram apresentadas cinco vozes do West End e da Broadway, que a coadjuvariam em palco.

Para o espanto da audiência, a partir desse momento, Julie Andrews passou para o papel de MC (mestre de cerimónias), raramente juntando a sua voz aos demais cantores (que eram bons, muito bons) e saindo frequentemente de palco (o que em termos estritos era legítimo, dado que durante longos períodos de tempo não estava lá a fazer nada).

Fora do previsto no programa, cantou duas músicas: “A Cock-Eyed Optimist” (de “South Pacific”, sobre um optimismo inabalável: “With a thing called hope / And I can't get it out of my heart! / Not this heart...”) e “My Funny Valentine” (com uma nova orquestração, infelizmente fraca e que alterava os padrões tradicionais da canção). A voz não tinha o mesmo alcance (e era minada aqui e ali por insegurança), mas era a mesma: e era por isso que a audiência lá estava. Nestes dois momentos, a arena voltou a erguer-se em aplauso – a homenagem sentida à cantora que, um pouco a medo, se atrevia a voltar cantar em palco em frente a milhares de pessoas. E o facto surpreendente é que, a voz não sendo a mesma, é muito melhor do que provavelmente Julie Andrews pensa. Ou sente.


"My Funny Valentine"


"A Cock-Eyed Optimist"



"Do-Re-Mi"


"Edelweiss"

O “return” de Julie Andrews (2/4): o anúncio e as expectativas



O espectáculo foi anunciado em finais de 2009, sob o título “An Evening With Julie Andrews”: Para entender as fúrias e as decepções, é preciso entender as expectativas. O anúncio original era literalmente o que se transcreve de seguida.

“Musical icon and beloved actress, Julie Andrews, will return to the UK stage for the first time in 30 years with a special performance in The Gift of Music.

The event will be hosted at The O2 arena on Saturday, 8 May and will consist of gifts of music old and new - performances of Rodgers and Hammerstein classics, as well as the musical adaptation and her live narration of "Simeon's Gift", the best selling children's book written by Julie and her daughter, Emma Walton Hamilton.

Accompanied by the Royal Philharmonic Orchestra and conductor Ian Fraser, Ms. Andrews will be joined on stage with an ensemble of 5 performers who have graced the West End and/or Broadway. Together they will take the audience on a nostalgic trip featuring clips, memories and songs of great musical theater that will include material from "The Sound of Music", "The King and I", "South Pacific" and "Carousel".

Dame Julie has captivated audiences throughout her legendary career, from her stage performances in "The Boy Friend", "My Fair Lady", and "Camelot" to unforgettable roles in "Mary Poppins" and "The Sound of Music" right through to her most recent projects, "The Princess Diaries", the "Shrek" films and "Eloise at the Plaza". Her latest films, "Tooth Fairy", and the animated "Despicable Me" will all be released in 2010. She is one of the most recognized performers in the world and has an extraordinary fan base of 5 generations.

In addition to her accomplishments on stage and in filmed entertainment, Dame Julie has become an accomplished best selling author of children's books, several co-written with her daughter. There are 25 books that have been published to date in The Julie Andrews Collection.

Julie said of her new concert in London: "To perform once again in my homeland on the London stage will be a wonderful moment - it is where it all began for me, and I am so excited to be able to share a brand new work with audiences."


Pouco depois, Julie Andrews em entrevista avisava que já não tinha o mesmo alcance vocal de outrora, mercê de uma operação às cordas vocais que correra mal nos anos 90.

O “return” de Julie Andrews (1/4): uma polémica curiosa

Julie Andrews regressou aos palcos no passado Sábado, dia 8, em Londres, depois de mais de trinta anos sem actuar em público na sua terra natal.

Este regresso faz ecoar as palavras da imortal Norma Desmond, quando Joe Gillis lhe diz que não sabia que Norma estava a planear um “comeback”: “I hate that word. It's a return, a return to the millions of people who have never forgiven me for deserting the screen.” Foi para esse “return” que se dirigiram dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo, confluindo para a O2 Arena em Londres.

No dia seguinte, as primeiras críticas na imprensa começavam por descrever que Julie Andrews tinha sido acompanhada por cantores a interpretar músicas da Broadway, que a O2 Arena estava cheia, que apesar da operação às cordas vocais a estrela anunciara que ainda fazia ribombar um “Ol’ Man River” (música de assinatura de “Show Boat”, geralmente considerado o primeiro musical da Broadway) e que a entrada e saídas de palco tinham recebido uma ovação de pé.

No mesmo dia, abriam-se as comportas, com títulos como “The Night Julie Andrews lost the Sound of Music” ou “The Tills Are Alive With the Sound of Fury”, com múltiplos espectadores a pedirem a devolução do dinheiro e com o site “News Media Images” escrevendo que “Whilst an anemic Liz Taylor didn’t demand her money back, a sad resigned look on her face told all.

Durante alguns dias, seguiu-se uma disputa cibernética e de imprensa sobre se a audiência se sentiu defraudada ou não, com uma diferença apaixonada de reacções e de retrato do que foi esse espectáculo, desde a BBC ao “Malaysian Times”, do “Daily Mirror” à Wikipédia ou ao “The New York Times”. Os extremos vão desde o aplauso sem reservas ao pedido de restituição do valor dos bilhetes.

A resposta à questão sobre se a audiência se sentiu defraudada é “Sim, mas não faz mal.” É sobre esta bizarra polémica que se debruça uma entrada em quatro partes neste blog, sendo utilizados como idiomas o português e o inglês, sendo este último empregue pela dificuldade de tradução de certas inflexões de idioma (por exemplo, entre “return” e “comeback”), pelo nome de músicas, filmes e musicais que não são de tradução fácil ou reconhecida e para preservar a integridade do anúncio original.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Agradecendo

A grande Julie Andrews em concerto no Japão em 1977. Uma canção já mítica - Somewhere do musical West Side Story.
Obrigado!

sábado, 15 de agosto de 2009

Happy Songs! "I Could Have Danced All Night", de "My Fair Lady"

Do musical de Lerner & Loewe, de 1956. Três versões:

- Uma de homenagem aos autores, interpretada por Julie Andrews, que imortalizou o papel na Broadway, acompanhada de Richard Burton, Robert Goulet, Maurice Chevalier e Stanley Holloway.



Uma segunda, do filme de 1964 de George Cukor, com Audrey Hepburn como Eliza Doolittle (voz de Marni Nixon para toda a canção, excepto para a frase "Sleep, sleep, I couldn't sleep tonight...", em que é a voz de Ms. Hepburn).

Uma terceira, trabalhada para ter a versão em filme como se fosse integralmente cantada por Audrey Hepburn (maravilhas da tecnologia!).


"My Fair Lady", Libretto e letra de Alan Jay Lerner; Música de Frederick Loewe. Baseado na peça de George Bernard Shaw, "Pygmalion".

"My Fair Lady", 1964, realizado por George Cukor.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

The Muppet Show - Julie Andrews

Os posts do João sobre actrizes ravissantes inspiraram-me e levaram-me a procurar esta Senhora que foi esplendorosa no cinema e no teatro.