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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Holly Golightly / Eliza Doolittle

 Holly Golightly, personagem que Audrey Hepburn encarnou em Breakfast at Tiffany.
Aqui, como Eliza Doolittle, a vendedora de flores que fala cockney, transfigurada em  lady.

A exposição da Barbie termina amanhã.

Para Miss Tolstoi.

sábado, 15 de agosto de 2009

Happy Songs! "I Could Have Danced All Night", de "My Fair Lady"

Do musical de Lerner & Loewe, de 1956. Três versões:

- Uma de homenagem aos autores, interpretada por Julie Andrews, que imortalizou o papel na Broadway, acompanhada de Richard Burton, Robert Goulet, Maurice Chevalier e Stanley Holloway.



Uma segunda, do filme de 1964 de George Cukor, com Audrey Hepburn como Eliza Doolittle (voz de Marni Nixon para toda a canção, excepto para a frase "Sleep, sleep, I couldn't sleep tonight...", em que é a voz de Ms. Hepburn).

Uma terceira, trabalhada para ter a versão em filme como se fosse integralmente cantada por Audrey Hepburn (maravilhas da tecnologia!).


"My Fair Lady", Libretto e letra de Alan Jay Lerner; Música de Frederick Loewe. Baseado na peça de George Bernard Shaw, "Pygmalion".

"My Fair Lady", 1964, realizado por George Cukor.

sábado, 21 de junho de 2008

My Fair Lady na Ópera de Sydney


Estive esta noite a assistir ao musical "My Fair Lady" de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe na Ópera de Sydney - por estes lados foi muito controverso que a Ópera levasse à cena um musical, peça menos nobre; até o patrocinador fez anúncios à propos da ousadia (em prol, entenda-se). Curiosamente, a sala estava absolutamente esgotada; hoje havia mais pessoas de traje a rigor que habitualmente e não havia ninguém (que eu visse) de calças de ganga.

É sempre um prazer revisitar "My Fair Lady", nas palavras do New York Times "the perfect musical". A sucessão de "Wouldn't It Be Loverly", "The Rain in Spain", "I Could Have Danced All Night", "On The Street Where You Live",... é um reencontro muito grato. Para quem cresceu com o filme, há uma comparação incontornável com a luminosa Audrey Hepburn e a estridência de Marni Nixon, ou o poder cabotino de Rex Harrison (e para quem viu o musical original na Broadway, a "injustiça" a Julie Andrews também oferece polémica). Embora não façam sombra sobre o meu imaginário, os cantores desta noite estiveram muito bem. Gostei particularmente dos personagens Alfred Doolittle e Mrs Higgins, muito bem conseguidos, porventura mais fortes que no filme. A encenação foi superior e o guarda-roupa não envergonharia Cecil Beaton.

À medida que o musical se foi desenrolando, foi fascinante ver as expressões de felicidade das pessoas à minha volta: ou meneando alegremente a cabeça, ou cantarolando muito baixinho ou, no caso de um senhor de muita idade que estava ao meu lado, segredando recordações à mulher (bem, à senhora que o acompanhava, não há que fazer presunções) e rindo. Não costuma acontecer, pelo menos de forma tão generalizada e expressiva, nas óperas "clássicas".

Por ser na Austrália e o musical tratar de sotaques, achei imensa graça ao comentário de uma criancinha (seis anos? sete?) que estava atrás de mim. Quando a Eliza vocalizou o poderoso "The rain in Spain stays mainly in the plain" no inglês correcto, diz a criança para a mãe - "mas ela disse da mesma maneira..." De facto, o sotaque australiano com o seu twang faz o sotaque cockney parecer Oxfordiano... O catálogo era notável, cheio de informação interessante sobre a passagem de "Pigmaleão" a "My Fair Lady" e à recepção na Broadway (estreado em 1956, bateu o record de longevidade na sua passagem inaugural).
Está em cena até 4 de Agosto.