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domingo, 8 de setembro de 2019

Boa noite!


Fui ver este filme e gostei, principalmente porque desconhecia até que ponto foram as trafulhices engendradas por Tony Blair e Bush para fazerem aprovar a invasão do Iraque pela ONU.
«Katharine Teresa Gun trabalhou durante alguns anos como tradutora de mandarim para inglês nos serviços secretos do Reino Unido (Government Communications Headquarters ou GCHQ, na sigla em inglês). Em 2003, num normal dia de trabalho, depara-se com um email confidencial da NSA onde é pedido que alguns dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas sejam pressionados a votar favoravelmente a invasão do Iraque pelos EUA. Abalada com o alcance daquelas palavras, imprime a mensagem e mostra-a a uma amiga com vários contactos. Alguns dias depois, depara-se com esse mesmo email na capa do semanário britânico The Observer. Acusada de violar a Lei dos Segredos Oficiais, com a subsequente possibilidade de cumprir pena de prisão, Katharine não hesita em defender a sua posição e lutar por tudo aquilo em que acredita.» (Público)
Um thriller político realizado por Gavin Hood (Operação Eye in the Sky e Detenção Secreta), com Keira Knightley, Matt Smith, Matthew Goode, Adam Bakri, Indira Varma e Ralph Fiennes.



quinta-feira, 4 de julho de 2019

Berlim, I love you


É o mais recente filme da série Cidades do Amor (de que já vi Paris, je t'aime e New York, I Love You), uma produção coletiva formada por dez histórias passadas na capital alemã. Dez histórias dirigidas por Daniel Lwowski, Dani Levy, Dennis Gansel, Dianna Agron, Fernando Eimbcke,  Josef Rusnak, Justin Franklin,  Massy Tadjedin, Peter Chelsom,  Stéphanie Martin e  Til Schweiger. É dos filmes que vi desta série (não vi Rio, eu te amo) o que me pareceu que tinha as histórias melhor interligadas. Do elenco fazem parte Helen Mirren, Keira Knightley e Mickey Rourke, entre muitos outros.
Tem uma belíssima banda sonora a que não falta Max Raabe e a Palast Orchester.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Anna Karenina, de Clarence Brown

«De todas as versões (cinematográficas e televisivas) do romance de Tolstoi, a de Greta Garbo é, por certo, uma das mais lendárias: sob a direcção de Clarence Brown, ela cumpria um dos capítulos essenciais da sua própria mitologia. 
«Ao descobrirmos a nova versão de "Anna Karenina", dirigida por Joe Wright, com Keira Knightley no papel principal, é inevitável recordarmos a imensa quantidade de adaptações cinematográficas do romance de Tolstoi (originalmente publicado entre 1873 e 1877). 
«Uma das mais míticas e, por certo, também das mais encantadoras data de 1935 e tem Greta Garbo como Karenina. Para Garbo, foi um filme de plena integração e consagração na máquina de Hollywood. Correspondendo a um conviote da Metro Goldwyn Mayer, ela saíra da Suécia em 1925 para tentar a sua sorte em Hollywood. E, de facto, não só se impôs rapidamente, a partir de "Flesh and the Devil" (1926), sob a direcção de Clarence Brown, como resistiu mesmo à passagem para o cinema sonoro. Em "Anna Karenina", voltava a trabalhar sob a direcção de Brown, um dos realizadores que mais confiança lhe inspirava, contando também com a contribuição artística de William H. Daniels, porventura o director de fotografia que melhor soube iluminar o seu rosto. 
«Na lista "100 anos... 100 paixões", uma das selecções do American Film Institute feita na sequência das comemorações do centenário do cinema, em 1995, esta "Anna Karenina" ocupa o lugar nº 42.» 
João Lopes 
(In Diário de Notícias, Lisboa, 10 dez. 2012) 

«É bem verdade que a história do cinema contém uma série de interessantíssimas adaptações do romance "Anna Karenina", de Leo Tolstoi. Para nos ficarmos pelas referências mais óbvias, lembremos as versões protagonizadas por Greta Garbo (1935) e Vivien Leigh (1948), realizadas, respectivamente, por Clarence Brown e Julien Duvivier. 
«Mas não é menos verdade que nem mesmo a escrita genial de Tolstoi serve de "garantia" cinematográfica: um filme sobre um livro não brota automaticamente das qualidades desse livro, depende sempre dos valores narrativos que nele se investem. E no caso da nova "Anna Karenina", assinada por Joe Wright, o mínimo que se pode dizer é que os tiques formalistas se sobrepuseram a tudo o resto. 
«Insolitamente, o filme de Joe Wright tenta situar a história do adultério de Karenina na Rússia czarista a partir de uma sugestão "teatral": as personagens seriam, afinal, protagonistas de um drama de aparências... O certo é que tal sugestão cedo se reduz a um dispositivo decorativista que se exibe por si próprio, enquanto a "acção" se vai organizando em situações mais ou menos soltas e desconexas. 
«Os actores, como sempre, são os mais penalizados neste tipo de produções: Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson fazem o que podem, mas podem muito pouco... À semelhança de "Orgulho e Preconceito" (2005) ou "Expiação" (2007), Joe Wright revela-se um director de telefilmes académicos, apenas "favorecidos" por evidentes luxos de produção cenográfica.»
João Lopes 
(RTP, 8 dez. 2012)

Concordo com João Lopes: a versão de Orgulho e Preconceito é uma lástima. Quanto a Expiação, gostei; talvez porque nunca li o livro de Ian MwEwan.

Anna Karenina


Fui ver e achei o filme assim a modos que esgroviado. Faulkner não diria do filme o que disse do romance: «the best ever written». A obra de Tolstoi merecia outra adaptação. Há aqui trabalho para outro realizador.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Anna Karenina - 1

A nova adaptação do romance de Tolstoi ao cinema foi apresentada na 3.ª feira passada em Londres. Protagonizado por Keira Knightley (Anna Karenina), Jude Law (Alexei Karenin) e Aaron Johnson (o conde Vronsky), o flme é realizado por Joe Whright que já adaptou Orgulho e preconceito. Os atores parecem-me umas boas escolhas para encarnarem as personagens do livro. Quando chegará às nossas salas?
Será que o João Soares já viu?


Este livro já teve várias adaptações ao cinema, a primeira das quais feita por Clarence Brown em 1935 e protagonizada por Greta Garbo:

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cinenovidades - 119 : Cronenberg sobre Freud



Viggo Mortensen e Keira Knightley são as estrelas do filme The Talking Cure de David Cronenberg, que gira à volta de um conhecido triângulo amoroso nos primórdios da Psicanálise: a competição entre Freud e o então seu discípulo dilecto Carl Jung relativamente a uma jovem perturbada. O filme deverá estrear no próximo ano.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinenovidades - 22 : A Duquesa

Estreia esta quinta-feira entre nós The Duchess, protagonizado por Keira Knightley que interpreta a fascinante Georgiana, Duquesa de Devonshire. Duas notas: parece-me de muito mau gosto a associação a Diana de Gales que é feita no início deste trailer- só por serem as duas da mesma família e algo heterodoxas?, e chamo a atenção para a actual Duquesa de Devonshire, que é uma das fabulosas irmãs Mitford e cuja vida dava também um filme...