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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Auto-retrato(s) - 242


Greta Garbo contempla na foto o seu auto-retrato esculpido . Não consegui descobrir mais pormenores, mas não desisti ainda :)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Anna Karenina, de Clarence Brown

«De todas as versões (cinematográficas e televisivas) do romance de Tolstoi, a de Greta Garbo é, por certo, uma das mais lendárias: sob a direcção de Clarence Brown, ela cumpria um dos capítulos essenciais da sua própria mitologia. 
«Ao descobrirmos a nova versão de "Anna Karenina", dirigida por Joe Wright, com Keira Knightley no papel principal, é inevitável recordarmos a imensa quantidade de adaptações cinematográficas do romance de Tolstoi (originalmente publicado entre 1873 e 1877). 
«Uma das mais míticas e, por certo, também das mais encantadoras data de 1935 e tem Greta Garbo como Karenina. Para Garbo, foi um filme de plena integração e consagração na máquina de Hollywood. Correspondendo a um conviote da Metro Goldwyn Mayer, ela saíra da Suécia em 1925 para tentar a sua sorte em Hollywood. E, de facto, não só se impôs rapidamente, a partir de "Flesh and the Devil" (1926), sob a direcção de Clarence Brown, como resistiu mesmo à passagem para o cinema sonoro. Em "Anna Karenina", voltava a trabalhar sob a direcção de Brown, um dos realizadores que mais confiança lhe inspirava, contando também com a contribuição artística de William H. Daniels, porventura o director de fotografia que melhor soube iluminar o seu rosto. 
«Na lista "100 anos... 100 paixões", uma das selecções do American Film Institute feita na sequência das comemorações do centenário do cinema, em 1995, esta "Anna Karenina" ocupa o lugar nº 42.» 
João Lopes 
(In Diário de Notícias, Lisboa, 10 dez. 2012) 

«É bem verdade que a história do cinema contém uma série de interessantíssimas adaptações do romance "Anna Karenina", de Leo Tolstoi. Para nos ficarmos pelas referências mais óbvias, lembremos as versões protagonizadas por Greta Garbo (1935) e Vivien Leigh (1948), realizadas, respectivamente, por Clarence Brown e Julien Duvivier. 
«Mas não é menos verdade que nem mesmo a escrita genial de Tolstoi serve de "garantia" cinematográfica: um filme sobre um livro não brota automaticamente das qualidades desse livro, depende sempre dos valores narrativos que nele se investem. E no caso da nova "Anna Karenina", assinada por Joe Wright, o mínimo que se pode dizer é que os tiques formalistas se sobrepuseram a tudo o resto. 
«Insolitamente, o filme de Joe Wright tenta situar a história do adultério de Karenina na Rússia czarista a partir de uma sugestão "teatral": as personagens seriam, afinal, protagonistas de um drama de aparências... O certo é que tal sugestão cedo se reduz a um dispositivo decorativista que se exibe por si próprio, enquanto a "acção" se vai organizando em situações mais ou menos soltas e desconexas. 
«Os actores, como sempre, são os mais penalizados neste tipo de produções: Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson fazem o que podem, mas podem muito pouco... À semelhança de "Orgulho e Preconceito" (2005) ou "Expiação" (2007), Joe Wright revela-se um director de telefilmes académicos, apenas "favorecidos" por evidentes luxos de produção cenográfica.»
João Lopes 
(RTP, 8 dez. 2012)

Concordo com João Lopes: a versão de Orgulho e Preconceito é uma lástima. Quanto a Expiação, gostei; talvez porque nunca li o livro de Ian MwEwan.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Anna Karenina - 1

A nova adaptação do romance de Tolstoi ao cinema foi apresentada na 3.ª feira passada em Londres. Protagonizado por Keira Knightley (Anna Karenina), Jude Law (Alexei Karenin) e Aaron Johnson (o conde Vronsky), o flme é realizado por Joe Whright que já adaptou Orgulho e preconceito. Os atores parecem-me umas boas escolhas para encarnarem as personagens do livro. Quando chegará às nossas salas?
Será que o João Soares já viu?


Este livro já teve várias adaptações ao cinema, a primeira das quais feita por Clarence Brown em 1935 e protagonizada por Greta Garbo:

sábado, 18 de setembro de 2010

E no cinema

A rainha Cristina do séc.XX foi obviamente Greta Garbo, um dos rostos tremendos da sétima arte e uma das melhores actrizes de sempre. Esta imagem é a última de Queen Christina, o filme de 1933 de Rouben Mamoulian, com a rainha a navegar rumo ao segundo acto da sua vida.
Tal como Garbo depois fez, escolhendo quando e como sair de Hollywood, vivendo depois uma célebre vida de reclusão.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Greta Garbo em Florença


Greta Garbo: O Mistério do Estilo
Exposição no Museu Salvatore Ferragamo, que não vi porque não houve tempo.
Vi apenas uma faixa anunciando o evento na fachada do museu.
http://www.museoferragamo.it/en/mostre-incorso.php?id=24

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mata Hari


Mata Hari nasceu a 7 de Agosto de 1876 em Leeuwarden, Holanda, e foi executada a 15 de Outubro de 1917, em Vincennes, França. Tão grande era a sua fama que em 1931, quando George Fitzmaurice realizou o filme supra com Greta Garbo e Ramón Novarro, foi já a terceira rendição cinematográfica (e romanceada) da vida de Mata Hari. O filme foi um dos dez maiores êxitos de bilheteira do ano.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O rosto de Greta Garbo


Roland Barthes, no seu Mitologias, identificava e analisava vários símbolos que iluminavam o imaginário humano no início da segunda metade do Século XX (o livro foi publicado em 1957).

Um dos curtos textos, "O Rosto de Garbo", discutia a beleza e o simbolismo do rosto de "I want to be alone." (frase que é mesmo proferida por Garbo, não pelo seu abandono - prematuro? - do mundo da 7ª Arte, mas enquanto Grusinskaya em Grand Hotel, de 1932).

A recente biografia (parte 2) de Gore Vidal revela novos factos sobre Garbo ter decidido não regressar a Hollywood depois do fracasso de Garbo Dances! em 1941 com Two-Faced Woman: segundo o autor, que era amigo da actriz, Garbo terá feito um screen test para o seu regresso -- ao visioná-lo, decidiu abandonar a carreira. Se considerarmos que era competente para julgar em causa própria, porventura terá sido a decisão correcta.

Ícone do cinema, da fotografia, do Século XX, Garbo (cujo apelido é suficiente para o reconhecimento) demorou a ter a sua presença em DVD: Garbo - The Signature Collection foi publicado apenas em Setembro de 2005. A colecção contém clássicos como Anna Christie (Garbo Talks!), Mata Hari, Grand Hotel (previamente publicado), Queen Christina, Anna Karenina, Camille, Ninotchka (Garbo Laughs!) e alguns filmes do tempo do mudo - Flesh and the Devil, os 9 minutos recuperados de The Divine Woman, The Temptress e Mysterious Lady). Notável, o documentário da TCM que acompanha a colecção: . Lembro-me de procurar a colecção numa Borders em Boston nos primeiros dias de Setembro, e de o senhor atrás de mim perguntar: "Viu o documentário anteontem no TCM?" Eu não tinha visto; o caixa contrapôs: "Muito bom - tem que ver. Está na colecção." É de facto muito bom, com uma narração muito sóbria de Julie Christie.

Entretanto, estamos em 2008. Para além de Conquest / Maria Walewska e da Gosta Berling Saga, não há mais títulos de Garbo facilmente encontráveis nos mercados (EUA, Reino Unido, França, Itália, global via Internet - excluindo algumas edições muito fracas de particulares em alguns países asiáticos ou no Brasil) - para quando a publicação de Love, de 1927, de The Painted Veil de 1934, baseado no romance de Somerset Maugham, de Susan Lenox com Clark Gable, de The Kiss, de The Wild Orchids? Era uma boa acção - e extraordinariamente lucrativa - da Cinemateca Portuguesa editar estes filmes em DVD.

The face of Garbo is an Idea, that of Hepburn, an Event.”
- Roland Barthes, ‘Mythologies