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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quem se lembra?

Anthony Perkins, que recebeu uma nomeação para os Óscares, participou em dezenas de filmes , entre os quais Psycho, Friendly persuasion, Napoleon and Josephine e Crime no Expresso Oriente, contracenando com os maiores nomes do cinema, que fez cinema, teatro e TV, também compunha e cantava.  Morreu com 60 anos em 12 de Setembro de 1992. Esta canção, em francês, com uma pronúncia impecável, sendo um pequena homenagem ao actor da minha juventude, dedico-a aos recentes viajantes prosimetristas por terras de França.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Humor pela manhã... - 64


Hoje é dia de humor hollywoodesco:

I am a marvelous housekeeper. Every time I leave a man, I keep his house.

- Zsa Zsa Gabor

sábado, 5 de novembro de 2011

Parabéns, Sam Shepard!

Um dos actores vivos que mais aprecio faz hoje 62 anos. Como escritor, conheço-o mal, mas gostei do que li.

«The mind ain't nothing without the old body tagging along to follow things through.»
Sam Shepard

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lembrando Paulo Autran

Nasceu no Rio de Janeiro em 7 de Setembro de 1922. Foi um dos maiores actores - de teatro, cinema e televisão - e diseurs brasileiros, que morreu ao 85 anos em 12 de Outubro de 2007.
Diz aqui do poeta Álvares de Azevedo (1831-1852) do período do 2º romantismo brasileiro, "Se eu moresse amanhã".

terça-feira, 1 de março de 2011

IN MEMORIAM Jane Russell



Faleceu ontem, aos 89 anos de idade. Talento imenso, a par de uma beleza deslumbrante, tudo acompanhado por uma simpatia inesquecível como pode testemunhar quem como eu esteve presente na sessão de homenagem organizada pela Cinemateca Portuguesa há uns anos. RIP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ainda Luise Rainer

Uma sequência de The Good Earth, o filme de 1937 que lhe valeu o segundo Óscar. Com dedicatória especial ao Filipe, naturalmente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

IN MEMORIAM VIRGÍLIO TEIXEIRA

Virgílio Teixeira, 93 anos, o mais internacional dos actores portugueses da sua geração, com passagens até por Hollywood, faleceu ontem à noite de problemas respiratórios.
Estas são imagens da rodagem da curta-metragem As Memórias Que Nunca Se Apagam (2008, Dinarte Freitas e Eduardo Costa), último filme em que participou.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sábado, no Museu do Teatro.

É já este sábado, no auditório do Museu do Teatro, pelas 16h30, que ocorre o lançamento de Ester Leão, Uma Actriz da República, biografia da grande actriz, encenadora, escritora e professora.
É uma edição da Ramiro Leão, pequena mas dinâmica editora sediada em Gavião, Alentejo, e de que já falei nestas páginas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Biografias, autobiografias e afins - 83

Vai estar à venda nos próximos dias por todo o mundo este Fragmentos de Marilyn Monroe. Uma recolha feita no seu espólio de diários, poemas, cartas, pequenos textos e apontamentos. A vida dela de 1943 até 1962. Ao contrário do que tantos pensam, ela lia ( Joyce e Beckett eram os preferidos, mas havia outros ) e escrevia ainda mais: sobre a solidão, as suas inseguranças e frustrações e as desilusões amorosas sofridas.

Socorro, socorro. Socorro. Sinto a vida aproximar-se quando tudo o que quero é morrer (1961)

sábado, 18 de setembro de 2010

E no cinema

A rainha Cristina do séc.XX foi obviamente Greta Garbo, um dos rostos tremendos da sétima arte e uma das melhores actrizes de sempre. Esta imagem é a última de Queen Christina, o filme de 1933 de Rouben Mamoulian, com a rainha a navegar rumo ao segundo acto da sua vida.
Tal como Garbo depois fez, escolhendo quando e como sair de Hollywood, vivendo depois uma célebre vida de reclusão.

sábado, 14 de agosto de 2010

( Duas ) Frase(s) da semana ( que passou )

Sobre os homens em geral:

(...) Desisti de os educar. Mentem com quantos dentes têm e não percebem que somos mais inteligentes.

Sobre os actores em particular:

Há duas coisas muito más na vida: uma má queca e um mau actor.

Duas frases da actriz Guida Maria em entrevista ao Público no passado dia 8 de Agosto.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

IN MEMORIAM António Feio

Ainda há poucos dias, entre prosimetronistas, se comentava a árdua luta deste actor e encenador contra o célere cancro do pâncreas. As viagens ao estrangeiro, os tratamentos experimentados, a coragem de falar do seu sofrimento.
Tudo terminou esta madrugada, falecendo António Feio aos 55 anos de idade.

domingo, 30 de maio de 2010

Morreu Dennis Hopper

Dennis Hopper morreu ontem vítima de cancro. Um dos filmes emblemáticos em que entrou foi no Apocalipse Now, filme de Francis Ford Coppola (1979).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um dos meus ídolos 1.

Começo esta rubrica com Peter O'Toole porque me lembrei da sua actuação no Último Imperador. Ele destacou-se quer no cinema quer no teatro. Em relação a este último, só o vi na televisão, na RTP, quando esta passava boas peças em vez de novelas...
Peter O'toole tem um charme inconfundível e interpreta os seus papeis de uma forma magnífica, conferindo uma força inultrapassável às suas personagens.
A lista de filmes é longa apenas foco o "Lawrence of Arabia" (1962) e sublinho o "King Lear"(1956) no teatro.
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Peter O'Toole

Peter O'Toole em "Lawrence of Arábia"

Em ...."The Lion in the Winter" com Katharine Hepburn

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os homens também choram


- Robin Williams


- Michael Madsen


- Kris Kristofferson



- Hayden Christensen



- Forest Whitaker






- Ed Harris






- Dustin Hoffman







- Daniel Craig








- Willem Dafoe









- Benicio del Toro










- Laurence Fishburne










- Sean Penn












- Jude Law

Sam Taylor-Wood é uma das mais conceituadas fotógrafas britânicas contemporâneas, e este Crying Men é um dos seus projectos mais conhecidos. Taylor-Wood pediu a várias dezenas de actores consagrados, muitos dos quais que nos habituámos a ver como "duros" ( Benicio del Toro, Michael Madsen, Laurence Fishburne ou mesmo Sean Penn ) , que chorassem. O resultado dessas sessões fotográficas foi depois publicado sob a forma de livro, onde vemos na capa o retrato fotográfico de Hayden Christensen quase angelical. Evidentemente, sessões fotográficas sem qualquer guião, tendo os retratados apenas recorrido ao seu arsenal de emoções e expressões.
O livro já tem uns anitos, mas ainda não o vi em terras lusitanas. Alguém já o viu? De qualquer modo, está disponível desde logo na Amazon.
- CRYING MEN, Sam Taylor-Wood, Steidl.












sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Os olhos mais tristes do cinema - Sylvia Sidney


Sylvia Sidney (8 de Agosto 1901 - 1 de Julho 1999) foi uma actriz norte-americana, muito em voga nos anos 30 e com uma carreira de mais de 70 anos.

Ficou particularmente conhecida pelas suas interpretações em "Fury" (1936) de Fritz Lang e com Spencer Tracy, "Sabotage" (1936), de Alfred Hitchcock, "You Only Live Once" (1937), outra vez de Fritz Lang e contracenando com Henry Fonda, "Les Misérables" (1952) onde fez de Fantine, "Summer Wishes, Winter Dreams" (1973), onde foi nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária, e pelos papéis de avózinha em "Beetlejuice" (1988) e "Mars Attacks!" (1996). A sua carreira na televisão teve vários pontos altos, com destaque para o notável papel da avó de Aidan Quinn em "An Early Frost" (1985), que lhe valeu o Globo de Ouro para Melhor Actriz Secundária.

O livro "Flicker" (1991), de Theodore Roszak, narra o desvendar de uma conspiração em torno a um filme noir de série B esotérico, para manipulação de massas, com todos os ingredientes de seitas secretas, simbolismos inexplicados, sombras furtivas e desaparecimentos misteriosos. O realizador, um misterioso Max Castle, precisava de conseguir captar em celulóide os olhos mais tristes do cinema -- escolheu finalmente os de Sylvia Sidney...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

GREGORY PECK



Gregory Peck, um dos maiores nomes do cinema de todos os tempos, faleceu a 12 de Junho de 2003.

Inúmeras são as memórias que guardamos das interpretações deste actor em filmes como David and Bathsheba (1951), Roman Holiday (1953), The Snows of Kilimanjaro (1952), The Purple Plain (1954), Moby Dick (1956) ou Arabesque (1966). Peck ganhou o Óscar de melhor actor no papel do advogado Atticus Finch em To Kill a Mockingbird em 1962.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Spencer Tracy e o Português oscarizado

Spencer Tracy faleceu a 10 de Junho de 1967; foi um dos maiores expoentes do cinema norte-americano do Século XX, tendo conseguido a proeza de ser o primeiro actor a obter dois Óscares de Melhor Actor consecutivos, em 1937 e 1938 (Luise Rainer conseguira o feito como Actriz no ano anterior; passariam várias décadas antes de Tom Hanks repetir a proeza no grupo dos Actores). Tracy detém ainda o record de maior número de estatuetas douradas como Melhor Actor (empatado com oito outros actores) e de maior número de nomeações como Melhor Actor (nove, empatado com Laurence Olivier).

Nascido em 1900, começa a sua carreira no cinema em 1930. Até 1967, actuaria em 74 filmes, entre eles os clássicos Fury de Fritz Lang, Bad Day at Black Rock (em português, A Conspiração do Silêncio), The Old Man and the Sea, Inherit the Wind, Boys Town (pelo que receberia o seu segundo Óscar) ou San Francisco.
As suas nove colaborações com Katharine Hepburn também fizeram história, e ficaram na memória colectiva: a hilariante comédia Adam's Rib, uma guerra dos sexos irreverente, Pat and Mike, Desk Set e Woman of the Year são exemplos superlativos da comédia norte-americana, e Guess Who's Coming to Dinner, a sua comovente última interpretação que só conheceria exibição depois da sua morte, é um ensaio notável sobre as tensões raciais no final dos anos 60 nos EUA.

Português a que título? Bem, a título de um personagem: em 1938, há 70 anos, era anunciada a sua primeira vitória como Melhor Actor nos Óscares, no filme de 1937 Captains Courageous, interpretando um personagem Português, um lobo do mar chamado Manuel que se destacava por ser um pouco bruto e pela sua nobreza de alma (e o sotaque tem graça), ensinando por bom exemplo um miúdo empertigado a ser um bom ser humano. Bom registo para um 10 de Junho.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

HELMUT BERGER, ACTOR DE LENDA E PAIXÃO



Certamente sugestionado pelo post do Filipe Nicolau sobre Karlheinz Böhm, que foi na tela o Imperador Francisco José da Áustria, contracenando com Romy Schneider como a Imperatriz Elisabeth, Sissi, dei por mim a rever Ludwig, em que a actriz desempenha o mesmo papel, agora recordando a amizade por outra personagem histórica com quem partilhou afectos e afinidades de rebeldia e extravagância, interpretada brilhantemente por Helmut Berger. E depois a ver “Grupo de Famiglia in un interno” (“Violência e Paixão”) onde o actor é Konrad, um gigolô.

Helmut Berger, nascido em 29 de Maio de 1944, há sessenta e quatro anos, foi um descoberta aos vinte anos – como actor e como, mais tarde, seu amante - de Luchino Visconti e intérprete nos seus filmes “The Witches”(1967), “The Damned” (1969), “Ludwig” (1972) e “Conversation Piece”(1974), tendo ainda trabalhado com outros realizadores como Vittorio de Sica e Sérgio Gobbi. Abalado psicologicamente pela morte do realizador, em 1976, Berger tentou suicidar-se no primeiro aniversário da sua morte, já a enfrentar problemas de álcool e drogas, de que conseguiu libertar-se anos mais tarde.

O actor considerava que a sua vida estava dividida entre os 12 anos que durou a sua relação com Visconti, (tinha apenas 32 anos quando o realizador morreu e passou a considerar-se seu “viúvo”) com o qual o “ rapaz trémulo perante as câmaras” tudo aprendeu e os anos seguintes onde participou em inúmeras películas, entre outras no “Padrinho”, parte III, de Coppola, em 1990 e num episódio da série televisiva “Dinastia”. Dos primeiros anos é de referir ainda “Retrato de Dorian Grey”, de Máximo Dallamano, de 1970.

De uma beleza ao mesmo tempo enigmática, ambígua e provocadora, de olhar penetrante, Berger foi um ícone para homens e mulheres, amante de Visconti, Bianca e Mick Jagger e Marisa Berenson,com quem teve uma relação profunda e séria.
Em 1973 recebeu o Óscar europeu “David de Donatello” por “Ludwig” e em 2007 o Urso Especial do Festival de Cinema de Berlim pela sua carreira.

sábado, 10 de maio de 2008

KARLHEINZ BÖHM - AO SERVIÇO DA HUMANIDADE




A geração cinéfila dos anos 5o recordar-se-á deste actor no papel do Imperador Francisco José I ao lado da inesquecível Romy Schneider na trilogia “Sissi”. No entanto, a vida desta personalidade não se resume apenas ao mundo do cinema. Pelo contrário, desde 1981, mudou radicalmente de rumo …
Böhm fez 80 anos no dia 16 de Março deste ano. Já passaram quase dois meses, ainda assim, vale a pena assinalar este aniversário.

Fillho (único) de um dos mais importantes maestros do século XX, Karl Böhm, e da soprano Thea Linhard, inicia, no final dos anos quarenta, a sua actividade como actor no conceituado Burgtheater de Viena e, mais tarde, no Theater in der Josefstadt. Seguem-se os primeiros êxitos no cinema alemão e austríaco.


O ano de 1955 é determinante na sua vida e carreira: nasce a primeira filha que se chama “Sissi” – não em homenagem à imperatriz como seria de esperar, mas sim em homenagem ao seu primeiro (e platónico) amor de juventude. O pai reabre com um magnífico “Fidelio” a Ópera Estatal de Viena (Wiener Staatsoper), destruída durante a segunda guerra mundial. E claro – o realizador Ernst Marischka oferece-lhe o papel de Franz Joseph I para a sua trilogia sobre a vida da Imperatriz Elisabeth “Sissi” (1955 – 1957).




Os filmes tornam-se um enorme sucesso em toda a Europa. Karlheinz e Romy, habitualmente acompanhada por sua mãe Magda, rapidamente ascendem ao estatuto de ídolos. São recebidos por altas individualidades da época, entre elas o rei Paulo da Grécia juntamente com sua filha Sofia ou a Begum Aga Khan. A popularidade toma, por vezes, contornos absurdos: no avião que os leva a Madrid à estreia de “Sissi”, encontra-se, por acaso, um passageiro chamado Otto von Habsburg, cujo bisavô Karlheinz representara em filme. Uma grande multidão aguarda o avião no aeroporto. Romy e Karlheinz comovem-se com o entusiasmo que a Espanha franquista aparentemente manifesta em honra de um imperador sem império. Passados alguns minutos, von Habsburg desaparece despercebido pela enchente de admiradores que, na sua euforia, quase esmagam Romy e Karlheinz.




“Após a trilogia, poderia ter interpretado centenas de imperadores, reis e príncipes herdeiros. Recusei estas propostas”, diz Böhm na sua autobiografia recente “Suchen – Werden - Finden”. Mas ao contrário de Romy que sofreu com o cliché de Sissi durante toda a sua vida, Böhm afirma “ter feito as pazes com Sissi”.

A tentativa de fugir à “imagem de um porquinho de maçapão que impedia qualquer evolução” (entrevista à Cosmopolitan) falha. As experiências em Hollywood não resultam. Durante doze anos, não recebe uma única proposta de realizadores alemães, até que Rainer Werner Fassbinder, enfant terrible do cinema alemão da década de 70, o descobre para três películas: Effi Briest (1972-1974), Faustrecht der Freiheit (O direito do mais forte à liberdade, 1974) e Mutter Küsters Fahrt zum Himmel (A mãe Küster vai para o Céu, 1975).


A vida de Karlheinz Böhm muda radicalmente em Maio de 1981, quando, num concurso de televisão alemão, perde uma aposta e se compromete a angariar fundos para a população faminta na Etiópia. Encontra então o sentido e a missão da sua vida: cria a organização humanitária "Menschen für Menschen" para ajudar os etíopes e combater a pobreza e injustiça. Ao lado da sua mulher Almaz (etíope), desempenha assim o seu papel mais notável de toda a sua carreira e vida.