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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Bacio - 117

Giacomo Trecourt (1812-1882) - Lord Byron na costa do mar helénico

«Não há intuição como a do coração.»
Lord Byron

sábado, 22 de janeiro de 2022

Bacio - 39


«Come, lay thy head upon my breast
and I'll kiss thee unto rest
Lord Byron

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

CANÇÃO DO CORSÁRIO

Lord Byron vestido de albanês (pormenor)

No fundo da minh’alma há um terno segredo,
solitário, perdido e que jaz repousado,
mas às vezes meu peito ao teu vai respondendo,
todo a tremer de amor, vibrando desesp’rado.

Ardendo em lenta chama, eterna mas oculta,
ergue-se no seu centro um fúnebre tocheiro;
parece que essa luz se não acende nunca,
nem para iluminar meu negro cativeiro.

Não me esqueças! Se um dia avistar’s o meu túmulo,
inclina sobre mim a flor de um pensamento.
A pena que eu jamais suportaria – a única! –
é pensar que em teu peito houvesse esquecimento.

Ouve-me, pois, então, as últimas palavras.
(Quem aos mortos irá negar esse favor?)
Dá-me… quanto pedi. Apenas uma lágrima
– única recompensa em paga deste amor!

Lord Byron
Trad. de David Mourão-Ferreira
Colóquio. Letras, Lisboa, Maio-Ago. 2003, p. 223

domingo, 19 de abril de 2009

SONETO A CHILLON

Presença eterna duma Alma sem cadeias, tu, Liberdade, é no fundo das prisões que brilhas, pois se transforma o coração em teu refúgio - coração que só a ti sujeita o amor; e quando os teus filhos são presos, e lançados para as masmorras húmidas, sombrias, exalta-se a pátria com este martírio, e sobre as asas do vento ascende a tua glória. Chillon!, é o teu cárcere um lugar sagrado e um altar o chão obscuro, onde deixou Bonnivard os vestígios dos seus passos, como se fossem de relva as frias lajes: que não venham apagar agora esses vestígios, pois são um apelo a Deus contra os tiranos. Lord Byron In: Poesia romântica inglesa / trad. de Fernando Guimarães. Lisboa: Relógio d’Água, 1992, p. 25 Lord Byron faleceu há 185 anos, em Missolonghi.