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segunda-feira, 8 de julho de 2024

Leituras no Metro - 2934

Lisboa: Top Seller, 2023

O livro lê-se bem, mas não é grande espingarda. Segundo a sinopse é «Um romance [...] inspirado na história verdadeira de espiões bibliotecários a operar em Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial.» Ava, uma bibliotecária da Biblioteca do Congresso, vem para Lisboa para digitalizar notícias de jornais, maioritariamente comprados num quiosque em Lisboa, que possam interessar à atividade dos Aliados. 
Mas a história não se passa apenas em Lisboa, tem outro foco em Lyon, com outra personagem central: Elaine, uma resistente.
Segundo a Booklist«O ambiente de Lyon e Lisboa durante a guerra irá maravilhar os fãs da espionagem decorrida durante a Segunda Guerra Mundial.» Conheço mal Lyon, mas há situações que não se passavam em Lisboa nos anos 40, em Lisboa: o consumo de Super Bock não era tão vulgar como hoje, nem se comiam pastéis de nata ao pequeno almoço. Aliás, comiam-se bolos com parcimónia. E que eu saiba as alheiras nunca foram feitas com batatas e pão ralado, para além das carnes. Imprecisões que não teriam sido difíceis à autora de evitar.

«- Mas é verdade que o Max, Jean Moulin, morreu.
«Max era o nome de código que Elaine conhecia - não por conhecer a pessoa pessoalmente [...]  mas porque o nome surgia com frequência em conversas e mensagens codificadas. Ele era o braço-direito do general de Gaulle em Lyon [...]. Max fora encarregado de unificar as suas diferentes fações independentes numa única. [...]
«- Ouvi dizer que ele nunca falou, apesar da tortura brutal a que foi sujeito.» (p. 145-146)
Max não era o representante de De Gaulle em Lyon, mas sim em toda a França; era o chefe da Resistência francesa no interior. Quando foi preso, os alemães não sabiam que Max era Jean Moulin. Foi assassinado há 81 anos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Marcadores de livros - 2384

Dois marcadores do Museu de Belas Artes de Lyon:


Nicolas Régnier (1591-1667) - Jeune femme à sa toilette, ca 1626

Jan Frans Van Dael (1764-1840) - Vase de fleurs avec tubéreuse cassée, 1807


quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Les rues de Lyon

 

Conheci este mensário de bd porque uma amiga me trouxe este número de Lyon. 
Les rues de Lyon é uma associação lionesa de autores de BD, que publica todos os meses, desde 2015, uma história local completa num folheto de doze páginas. 
Pode ver (e ler) os números editados aqui.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Onde me apetecia estar - 148





Em Lyon, que nem conheço, para a 14ª Bienal, que estará patente na La Sucrière e no Musée d' Art contemporain . Mais info : labiennaledelyon.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lá fora - 284




( La blouse roumaine, 1937 )


Uma grande retrospectiva em Lyon dedicada a Henri Matisse, com 250 obras que mostram toda a evolução do seu percurso na pintura e na escultura .

Henri Matisse, le laboratoire intérieur , até 6 de Março, no Musée des Beaux-Arts de Lyon

mba-lyon.fr/mba

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Onde me apetecia estar

De volta a Lyon , onde nunca estive , para assistir na Maison de la Danse a Giselle pelo Yacobson Ballet , uma companhia de São Petersburgo que aposta em representações clássicas . Interessantes estas relações franco-russas, fazem lembrar que este bailado nasceu em Paris embora o seu verdadeiro apogeu tenha ocorrido pela  mão dos Ballets Imperiais Russos umas décadas depois .

De 23 a 31 de Janeiro, maisondeladanse.com

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Onde me apetecia estar



Em Lyon, cidade que não conheço, para assitir a uma das últimas representações desta extraordinária opereta de Offenbach que adapta um conto de Hoffmann .

Até 1 de Janeiro de 2016, Opéra National de Lyon .

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Le Musée des tissus


O Museu dos Tecidos de Lyon, uma das instituições mais prestigiadas do mundo, de entre as consagradas aos têxteis, está em vias de encerrar. É um mundo inesgotável para a investigação e um centro de inspiração para a criação têxtil atual. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Um quadro por dia


Perugino, Ascensão, 1496-1500, óleo sobre tela, Museu de Belas Artes de Lyon, França.

40 dias depois da Páscoa.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Onde me apetecia estar


Outra vez em Lyon, cidade que não conheço e que me parece cada vez mais apetecível pela oferta cultural. Por estes dias seria para assistir ao Festival Britten, que começa hoje e onde serão apresentadas três óperas do compositor britânico : Peter Grimes, The Turn of the Screw e Curlew River.

sábado, 5 de abril de 2014

Onde me apetecia estar

Este fim de semana seria muito bem passado em Lyon, onde se realiza o 10º festival Quais du Polar. E são muitas as estrelas da literatura policial, thriller e afins que por lá vão passar : James Ellroy, Camilla Lackberg, R.J. Ellory, Deon Meyer e outros, entre estes um francês que me faz passar horas seguidas a lê-lo : Franck Thilliez.

O programa completo : www.quaisdupolar.com

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Lyon

Toulouse: Privat, 2000

Fui uma única vez a Lyon, há doze anos, em trabalho. Tive muito pouco tempo para visitar a cidade que me agradou e surpreendeu sobremaneira. Talvez porque as expectativas não fossem altas. Gostei tanto da cidade que comprei este livro.
A cidade permanece um segredo para os seus próprios habitantes. Este livro leva-nos a penetrar nos seus bairros, nas suas ruas, contando-nos a sua história, origem e particularidades. Um belo texto acompanhado de belas fotos.

Depois de ter visto uns marcadores de livros, no blogue Palavras Daqui e Dalihttp://palavrasdaquiedali.blogspot.com/

domingo, 17 de outubro de 2010

ONDE ME APETECIA ESTAR - 42 : Opéra de Lyon

- A Ópera de Lyon, edifício em que, digo eu, os acrescentos contemporâneos não alteraram a harmonia do conjunto.
Por estes dias gostava de estar em Lyon, de maneira a poder assistir a uma das representações de Le Rossignol et autres fables, música e libreto de Igor Stravinsky a partir de contos de H.C. Andersen. A direcção musical é de Kazushi Ono, a encenação é criação de Robert Lepage e o Rouxinol é a soprano russa Olga Peretyatko.
Le Rossignol et autres fables, Stravinsky, Opéra de Lyon, até 21 de Outubro.

sábado, 14 de agosto de 2010

Um quadro por dia - 79

Rembrandt van Rijn, A lapidação de Santo Estevão, óleo sobre tela, 1625, Musée des Beaux-Arts de Lyon, França.


Em memória de uma lapidada recente, a afegã Bibi Sanubar, viúva de 35 anos de idade, chicoteada 200 vezes e depois executada em público com 3 tiros na cabeça pela "justiça" dos talibans. O outro "adúltero" (pois foi este o "crime" da infeliz viúva ) conseguiu fugir para o Irão.
Mais uma prova, se precisas fossem, que o Afeganistão está longe de estar "pacificado" como sonham os homens do Pentágono e da Casa Branca.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Impressões de Lyon


Um querido amigo e leitor deste blogue visitou recentemente Lyon, uma das maiores cidades francesas. Aqui ficam as suas muito pessoais impressões da cidade, com o meu obrigado.



Lyon adormece cedo e o atraso no voo mostrou-a, feita, ainda distante, num interminável serpentear de luzes térreas e alguns reflexos eléctricos nas águas escuras do Sâone e do Rhône. Chego à cidade, após percurso demorado, num autocarro de corredor estreito e lugares apertados por onde se perdem de vista os forasteiros. Lyon é maior do que Lisboa, com mais de um milhão de habitantes, preenchida por dédalos de ruas longas e numerosos prédios de arquitectura tardia que se esticam até à linha do horizonte. Invade-me uma impressão de cidade nova marcada por uma história de acontecimentos contemporâneos. Os transportes revelam boa organização e a linha B do metropolitano rapidamente me levou ao destino, na universitária avenida Jean Jaurès. Le Vieux Lyon só se encontra muito depois, no outro lado da cidade, reservado só para os que, conquistando-os, usufruem do melhor do mundo lionês. E Lyon é verdadeiramente um encontro de gentes de toda a parte e sobretudo do Sul, dos países médio-orientais, espalhando-se em formigueiro por toda a parte. O centro histórico apresenta-se na solenidade de uma praça imensa, coração da quase-ilha, previdentemente chamada de Bellecourt, da qual partem ruas antigas para todos os cantos da terra. Na Victor Hugo, mais selecta, multiplicam-se os estabelecimentos de um comércio elegante e caro em que se apinham quase naturalmente os viandantes. Do outro lado, a rua Auguste Comte, menos larga e outrora conhecida por rua das Sedas, que Lyon cedo se ligou ao grande comércio dos luxos orientais. Os comerciantes apossaram-se deste espaço citadino preenchendo-o de montras impecáveis em que se espreita a antiguidade da civilização com particular destaque para as memórias do primeiro terço do século XX. Retornei à grande praça e avancei sobre a Ponte Bonaparte. Outrora os lioneses barraram-lhe a entrada e forçaram-no a combate. Conservadores como nenhuns outros, estes lioneses cosmopolitas, mantendo sinais vastos de antigas hierarquias financeiras e fidalgas. Festejam a cidade no dia 8 de Dezembro, à antiga, com grande procissão em honra da Imaculada Conceição, brilhando por todas as artérias centenas de grinaldas faiscantes, as ruas atapetadas de vermelhos e os lojistas convidando gentilmente os veraneantes à tomada de um flute de espumante. Coisa fina, decerto, que já não provei. Anoitece, de facto, cedo em Lyon. O largo fronteiro à catedral mostra-se quase vazio, os raros turistas refugiam-se ledos no interior da nave românica, ampla, convidando o espírito a perder-se no extenso espaço, a aninhar-se nos clarões de luz de onde nos espreitam anjos e estranhos santos. No transepto, no regaço de um grande órgão de tubos prateados, descobre-se um alto relógio antigo, de 1383, resistindo à história e às reparações dos séculos, onde outrora um engenho medievo mostrava o sol ptolomaico girando em torno da terra, permitindo testemunhar, três a quatro vezes ao dia, os sons do passado desta velha Lyon, imóvel que nem uma rainha no seu trono, olhando, pelo sopé da grande penha vizinha, o burgo medieval que nos desperta memórias perdidas e o desejo solitário de uma bebida quente.

domingo, 5 de abril de 2009

Notícias de Miss Tolstoi

Muitos de nós, que vivemos e convivemos com o Prosimetron, habituámo-nos a alguns comentadores que nos acompanham com mais frequência. Entre eles encontra-se a "Miss Tolstoi". Quando aparecem menos ou deixam de aparecer surgem dúvidas sobre o motivo. Miss Tolstoi tem andado por França. Enviou hoje um e-mail:

... e quase a embarcar para Lisboa, envio um postal:


e, como Lyon é uma terra de gatos, também envio este:

Até breve, no Prosimetron,
Miss Tolstoi

Obrigado, Miss Tolstoi, o Prosimetron, pela minha parte, também é um espaço seu!
Vem para o encontro dos Prosimetronistas (será que se pode dizer assim?), no dia 19 de Abril?