Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcel Carné (1906-1996). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcel Carné (1906-1996). Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de junho de 2018

Parabéns, Rui Luís Lima!

Vi em Memórias e Imagens que faz hoje anos. Assim, deixo-lhe aqui duas pequenas recordações virtuais que possivelmente já conhece, da autoria de Laurent Delmas, jornalista e crítico de cinema, que podemos ver em On aura tout vu no canal France Inter.


«Asseyez-vous confortablement et laissez défiler quelques-unes des plus belles scènes des Temps modernes, des Enfants du paradis, de La Vie est belle, de La Leçon de piano ou de 2001, l’Odyssée de l’espace… Redécouvrez pourquoi, de Truffaut à Godard, de Visconti aux frères Coen, il y a des films, mais aussi des acteurs, actrices et scénaristes, qui ont changé notre regard et défrayé la chronique en révolutionnant un art qui ne cessera jamais de nous faire rêver. Chaque œuvre est ici commentée, sa genèse et son sens sont décryptés.
«Offrez-vous des séances d’anthologie à la rencontre de ces chefs-d’œuvre éternels!» (Amazon)



«De l’invention des frères Lumières jusqu’à nos jours, cet ouvrage propose, à travers 135 rétrospectives consacrées aux différentes facettes de l’histoire du cinéma, un panorama complet du 7e art : films, réalisateurs, acteurs, mouvements et écoles, genres, studios et producteurs.
«L’iconographie d’une richesse (plus de 400 documents d’archives, affiches, portraits ou photos de films), un glossaire technique, les palmarès complets des grands festivals internationaux, les filmographies des grands réalisateurs et des grands acteurs, permettent de construire une véritable mémoire du cinéma du monde entier.» (Amazon)

Um dia feliz!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Leituras no Metro - 962

Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 2017

Falecido em 2017, Manuel Pina, crítico e dirigente cineclubista, acompanhou todo o movimento de cineclubes desde o início dos anos 50. Quando faleceu, a família entregou à Cinemateca este livro que estava pronto, no qual Manuel Pina reflete sobre a história, a natureza e o impacto dos cineclubes num período especialmente relevante da sua história.
Manuel Pina nasceu em Lourenço Marques e veio para Lisboa estudar Físico-Químicas na Faculdade de Ciências. Em 1951 integrou o núcleo fundador do Cineclube Universitário - já existia o cineclube ABC. Pouco depois, iniciou a sua colaboração com a revista Imagem, de Baptista Rosa e José Ernesto de Sousa, e, em sequência, com o Cineclube Imagem – o terceiro dos cineclubes que arrancaram em Lisboa nos primeiros anos da década de 1950. Em 1986 foi eleito Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Cineclubes, cargo que ocupou até 1994.
Um livro interessante, principalmente por ser uma primeira história dos cineclubes, com especial incidência nos da capital, mas não só.


«A primeira sessão oficial do Cineclube Universitário realizou-se no dia 28 de março de 1952, no Cinema Capitólio […] com a curta metragem de Roger Leenhardt, Naissance du Cinéma, e o filme Hotel du Nord (Hotel do Norte), 1938, de Marcel Carné» […]. «O texto do Programa, coordenado por Furtado Borges, fazia uma análise detalhada dos aspetos cinematográficos do file, procurando mostrar a sua relevância nas leituras do filme e contribuindo para o aprofundamento do prazer estético do espectador. «Aliás, este tipo de programas (os da fase inicial do Cineclube Universitário de Lisboa, e os do Cineclube de Coimbra, coordenados por Júlio Sacadura, são ainda hoje exemplares) refletem a essência do cineclubismo: criados por gente que tinha a paixão do cinema, os cineclubes empenhavam-se em levar aos outros a possibilidade de também eles usufruírem de um prazer que, de outro modo, poderia permanecer-lhes inacessível.» (p. 24-25)

domingo, 22 de novembro de 2015

Um passeio no Canal Saint-Martin

Não me importava de hoje estar a passear nesta maravilhosa zona de Paris. Este canal atravessa parte dos 10.º e 11.º bairros da capital francesa e está classificado como monumento histórico desde 1993.

Alfred Sisley - Canal Saint Martin, 1870
Paris, Musée d'Orsay
Canal Saint-Martin 
(Foto Wikipédia)
Hotel du Nord, onde se passa o livro homónimo de Eugène Dabit, adaptado ao cinema por Marcel Carné.

A seguir um café no Chez Prune, com vista para o Canal Saint-Martin:
6, rue Beaurepaire

terça-feira, 8 de abril de 2014

In Secret


Uma nova adaptação, desta vez americana, do romance Thérèse Raquin (1867), de Émile Zola, vai estrear para a semana nos cinemas portugueses. Inicialmente, intitulado Thérèse.

Em 1953, Marcel Carné realizou um filme do livro de Zola, com Simone Signoret e Raf Vallone. Não me lembro de o ter visto. Deste filme, apenas encontrei uma canção no YouTube.


Li o livro de Zola há muitos anos e voltei a lê-lo, pelo menos, mais uma vez.
Trad. de João Gaspar Simões.
Lisboa: Arcádia, 1964. (BAB: 38)

«Ao fundo da rua G´négaud, vindo do cais, fica a viela do Pont-Neuf, espécie de corredor estreito e sombrio, que liga a rua Mazarine à rua de Seine. Esta viela tem trinta passos de extensão e dois de largura, quando muito; o pavimento é de lajes pardacentas e gastas, desconjuntadas, que ressumam uma humidade ácida; o tejadilho envidraçado que o cobre , em ângulo reto, é negro de sujo.» (p. 15) Assim começa o romance de Zola, numa rua ali para trás da Biblioteca Mazarine. 
Zola escreveu um prefácio para este livro, talvez para a sua 2.ª edição, porque a crítica o acolheu «com uma voz brutal e indignada».
«Na Teresa Raquin quis estudar temperamentos e não caracteres. Nisso está o livro inteiro. Escolhi personagens soberanamente dominadas pelos seus nervos e pelo seu sangue, desprovidas de livre arbítrio, arrastadas a cada ato da sua vida pelas fatalidades da sua carne.» (p.7-8)

Boa noite!