Primeira de uma série de conferências de Michel Pastoureau sobre a cor. Podem ver as outras no YouTube ou no site do Louvre.
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sexta-feira, 22 de maio de 2020
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
Amarelo
Paris: Seuil, 2019
€39,00
Depois de Azul, Verde, Preto, Vermelho, Michel Pastoureau escreve sobre a cor Amarela.
Hoje na Europa o amarelo é uma cor pouco presente na vida quotidiana e pouco solicitada no mundo dos símbolos. Mas nem sempre foi assim: os povos da Antiguidade tinham o amarelo como uma cor quase sagrada, a cor da luz, do calor, da riqueza e da prosperidade. Os gregos e os romanos atribuíam-lhe um lugar importante nos rituais religiosos, enquanto que os celtas e os germanos a associavam ao ouro e à imortalidade. O declínio do amarelo data da Idade Média, em que passa a ter significados ambivalentes. De um lado o mau amarelo (amargo e demoníaco), associado à mentira, à avareza, crueldade, doença e loucura - é a cor dos hipócritas, dos cavaleiros cruéis, de Judas e da Sinagoga. A estrela amarela - com memórias sinistras - encontra aqui as suas raízes. Do outro lado, o amarelo bom, do ouro, do mel e do trigo, que simboliza o poder, a alegria e a abundância.
Van Gogh, Gauguin ou Bonnard deram-lhe um papel proeminente no mundo da pintura.
Para ler e apreciar.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Michel Pastoreau e o amarelo
Michel Pastoreau, o especialista da simbólica das cores, autor de livros sobre o azul, o preto, o verde e o vermelho, está a preparar um ensaio sobre o amarelo.
Numa entrevista a Le Figaro (9 dez. 2019), fala sobre o significado desta cor, distintiva dos «coletes amarelos».
Quando a jornalista Anne Fulda lhe perguntou se é a primeira vez que esta cor está associada a um movimento político, Pastoreau respondeu: «Sim, desde a Revolução Francesa que o amarelo, associado à mentira e à traição, foi cuidadosamente evitado na política. É preciso dizer que todas as outras cores de base já foram utilizadas. O azul está associado aos partidos conservadores, o vermelho aos comunistas e revolucionários, o rosa aos socialistas, o verde aos ecologistas, o preto aos anarquistas e o branco aos monárquicos. Quanto ao laranja, que lembra os coletes salva-vidas e as bóias, foi escolhido pelos ucranianos e pelo MoDem, e o violeta é também ícone dos movimentos feministas desde o princípio do século XX. Portanto, só sobrava o amarelo e o cinzento.»
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Da minha biblioteca - 9
Recomendo vivamente a leitura desta obra que versa sobre 40 animais célebres, escolhidos por Mestre Pastoureau de acordo com critérios enunciados logo na Introduction :
Ma sélection s' est appuyée sur différents critéres. Celui de «célébrité» est évidemment le plus subjectif et le plus discutable. J' ai retenu non seulement des animaux qui sont encore célèbres
aujourd'hui et dont la place dans un tel ouvrage ne surprendra personne, mais aussi des animaux qui ont été célèbres en leur temps et qui ne le sont plus. Ainsi le porc régicide de 1131, la chienne de Charles IX, l'ours amoureux d' une jeune savoyarde au début du régne de Henri IV, ou même, plus prés de nous, la girafe de Charles X. Tous ces animaux ont réellement existé. D'autres, plus nombreux, appartiennent à la légende, à la fable, aux croyances, à la littérature, à l'iconographie. Ainsi les animaux bibliques ( le serpent de la Genèse, l'ânesse de Balaam, la baleine de Jonas ) et mythologiques ( le Minotaure, le cheval de Troie). Ainsi les animaux qui prennent place dans les textes littéraires ( Renart ) et dans l' univers des images ( le cochon de saint Antoine, Mickey, Donald, Milou). Ainsi enfin ceux qui sont empruntés au monde des emblèmes et des symboles ( le léopard anglais ), à celui des objets ( le ours en peluche Teddy Bear) ou à celui des rêves ( le monstre de Loch Ness). L' imaginaire semble avoir dans ma sélection plus de place que la réalité. Mais l' historien ne doit jamais opposer trop fortement l' imaginaire et la réalité. Pour lui, comme du reste pour l' ethnologue, l' anthropologue ou le sociologue, l' imaginaire fait toujours partie de la réalité.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Um livro para ... : JP
domingo, 4 de janeiro de 2009
Novidades - 17 : Obra ao negro
Neste início de 2009 sobre o qual já se disse aqui no blogue que vai ser dominado pela cor branca, achei por bem trazer o mais recente livro do grande Michel Pastoureau, verdadeiramente um dos meus "ídolos" e o grande historiador europeu das cores e da simbólica em geral, que desta vez se dedicou ao negro. Ficamos pois com a história de mais uma cor, através dos séculos e nos mais diversos domínios humanos.- Noir, histoire d' une couleur,Michel Pastoureau, éditions du Seuil, 212p. , 2008, 39 euros.
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