Esta exposição, que está patente no Museu Cognacq-Jay (Paris) até 10 de setembro e foi feita em colaboração com o Palácio Galliera, propõe uma imersão no fascinante universo da feminilidade no Século das Luzes.
Boilly foi o retratista dos parisienses, o pintor de cenas urbanas, o inventor de trompe-l’œils magníficos e o autor de caricaturas picantes. Gosto deste tipo de exposições em que podemos admirar o quotidiano das pessoas (ou de uma parte delas, as retratadas).
«Oh! Vaguear por Paris! Existência adorável e deliciosa! Passear é uma ciência, é a gastronomia do olhar. Passear é vegetar; passear é viver. [...] Passear é gozar, é reunir traços de espírito, é admirar quadros sublimes de infelicidade, de amor, de alegria, de retratos graciosos ou grotescos; é olhar para o fundo de mil existências [...].»
Por ocasião do 250.º aniversário da morte de François Boucher, o museu Cognacq-Jay explora o tema do Amor na sua forma mais licenciosa, através das obras de Boucher e dos seus contemporâneos, como Watteau, Greuze e Fragonard.
Gosto imenso deste pequeno museu parisiense e gostava de ver esta exposição que está patente até 18 de julho. Fiquemo-nos por esta «visita privada»:
«Mercadores de tudo e fazedores do nada», seguindo a famosa sentença de Diderot na sua Enciclopédia, os capelistas constituem uma das mais importantes corporações parisienses do século XVIII.
Até 27 de janeiro de 2019, podemos ver no Museu Cognacq-Jay (Paris) a primeira exposição dedicada a essa corporação particularmente codificada e essencial na difusão da arte e do luxo franceses.
Através dos destinos de comerciantes como Lazare Duvaux ou Dominique Daguerre, o museu apresenta uma centena de obras de arte, documentos e arquivos que ilustram as origens do luxo parisiense.
Ao mesmo tempo, negociante, importador, colecionador, designer e decorador, o capelista desempenhou um papel importante no desenvolvimento da indústria de luxo na época. Com um caráter atípico, mantém laços na alta aristocracia e conta com uma rede internacional de artistas, incluindo as melhores especialidades técnicas e artísticas, sejam elas de Lyon ou da China.
Estes mercadores estão no centro de uma rede com três pólos: o patrocinador, o artesão ou artista e, um novo fenómeno com poder crescente, a 'moda'. Além disso, para se tornar conhecido e expandir as suas redes, desenvolvem os mecanismos de promoção publicitária, com a ajuda de artistas anónimos ou de artistas como Boucher ou Watteau.
Watteau - L’Enseigne de Gersaint, 1720
Berlim, Castelo de Charlottenburg
Dissolvida durante o período revolucionário, esta corporação desperta hoje o interesse de historiadores da arte e académicos que a têm pesquisado.
O percurso da exposição explora o contexto propício ao desenvolvimento desta rede, as causas do seu sucesso e inovações, centrando-se nalguns de seus representantes mais ilustres.
Uma pequena exposição num pequeno museu que é uma beleza.
As festas, celebrações, regatas e outros espetáculos que faziam parte da vida de Veneza e atraíam a curiosidade de toda a Europa. Longe de serem ouros divertimentos ociosos, estas festividades, de que a mais conhecida é o Carnaval, fazem parte de uma verdadeira encenação política e religiosa da cidade dos Doges e foram imortalizadas por grandes artistas, como Tiepolo, Guardi ou Longhi.
A exposição compõe-se de mais de 40 pinturas, gravuras e desenhos, que mostra a pompa implementada pela Sereníssima República de Veneza no tempo das Luzes.
Foi dada carta branca a Christian Lacroix para a reabertura do renovado Musée Cognacq-Jay, cinco níveis de um palacete no coração do Marais, em Paris. E as colecções do séc.XVIII de Ernest Cognacq, o comerciante parisiense que fundou a Samaritaine em 1870, vão conviver até 19 de Abril com os figurinos de ópera desenhados pelo grande costureiro e com fotografias e obras contemporâneas.