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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Marcadores de livros - 3519

Hoje vamos saber quem vai receber o Nobel da Paz. Esperemos não ter uma surpresa desagradável, que poderá por em risco a atribuição futura do prémio. 
Alguns dos laureados:

1979: 
Verso e reverso de um marcador comprado em Skopie, capital da Macedónia do Norte, idade natal da Madre Teresa.

1986:

1989: 

1990:

1993:

2014:

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Caixa do correio - 225

Parece-me que este é o primeiro selo com Mandela que tenho. Agradeço a quem mo enviou.


terça-feira, 16 de julho de 2019

Madiba

Assinalando os 101 anos do nascimento de Nelson Mandela, a RTP2 vai começar a transmitir amanhã uma série em seis episódios sobre a vida de «um homem que cumpriu o seu dever na Terra».

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Free Nelson Mandela

Há precisamente 30 anos eu estava em Inglaterra quando se realizou um grande concerto pelos 70 anos de Nelson Mandela, que estava então preso, e contra o apartheid.



Nelson Mandela (1918-2013)


«Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma combinação formidável.»
Nelson Mandela


domingo, 22 de dezembro de 2013

Humor pela manhã



(...) Uma das reacções mais belas que pude escutar foi a da deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, que, na hora da morte de Mandela, sublinhou o orgulho que sentia por o ex-Presidente da África do Sul ter casado com uma pessoa de língua oficial portuguesa. Partem os grandes homens e resta-nos a recordação das suas maiores façanhas. Mas Teresa Leal Coelho não tem razões para lamentar durante muito tempo a partida de um grande homem: todos os homens da minha família casaram com mulheres cujo idioma é o português, menos o meu primo Serafim, que casou com uma belga, e por isso não tem a mesma estatura moral que o resto dos Pereiras. Mas, a todos os outros, o matrimónio conferiu perfil de grand estadista.

- Ricardo Araújo Pereira, na VISÃO.

domingo, 15 de dezembro de 2013

"Education...". Nelson Mandela

Education is the most powerful weapon you can use to change the world

Nelson Mandela, citado em "A Moral Emergency: Breaking the Cycle of Child Sexual Abuse" - Página 66, Jade Christine Angelica - Rowman & Littlefield, 1993, ISBN 1556126174, 9781556126178 - 169 páginas. (Link).


Georges de La Tour, detalhe A Educação da Virgem,
(1646-48), Versão do Museu do Louvre [Wikipainting]

Homenagem a Nelson Mandela.

Há apenas uma interrogação que se me coloca: porque é que nos discursos (primeiro dia) não se ouviu um Europeu?

Caminhante


Caminante, son tus huellas el camino y nada más;
Caminante, no hay camino, se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar.

Antonio Machado

Peter Gabriel é um dos meus cantores preferidos. E gosto especialmente desta canção sobre Steve Biko, um ativista sul-africano dos direitos humanos, morto na prisão em 1977. Entre este concerto em Wembley nos 70 anos de Mandela e hoje, caminhámos 25 anos.
Como li há pouco tempo, a memória também está a desaparecer na África do Sul, o que está a criar muitos problemas entre as pessoas mais jovens.

Quem não viu, veja o filme:



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Madiba

Já está em câmara ardente aquele que foi um dos maiores vultos das últimas décadas pelo exemplo de tolerância e perdão. Aqui o vemos em novo, muito antes dos 27 anos de prisão na ilha de Robben. Garantiu a transição do Apartheid para um regime multirracial que muitos julgavam impossível sem um banho de sangue.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Já nem me lembrava...


Portugal, então governado por Cavaco Silva foi um dos três países que votaram na ONU contra a libertação de Mandela, em 1987. Os outros países foram: EUA (tendo como presidente Ronald Reagan) e Reino Unido (era Margaret Thatcher primeira-ministra).
Hoje, o Presidente Silva (como foi anunciado) esteve na homenagem a Mandela, em Joanesburgo. Ainda bem que foi. Podia era ter feito como presidentes de outros países fizeram e ter levado os seus antecessores.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pensamento ( s )


Não importa apenas o bem que se possa fazer, mas também o mal que se possa evitar.

- Disse um dia, ainda preso em Robben Island, Nelson Mandela a um responsável da Cruz Vermelha que o visitou.
A sua memória merecia melhor do que este folhetim familiar, estas disputas entre filhos e netos sobre o local da inumação, sobre que tipo de cerimónias. E sobretudo continuar ligado à máquina até que cheguem a acordo...

domingo, 30 de junho de 2013

Uma lição de vida

Lisboa: Bizâncio, 2005
2.ª ed.: 2007

«Mandela tornou-se um herói. É um mito cuja génese, força e exemplo quis aqui narrar. Tive a oportunidade e o privilégio de conhecer Mandela há mais de dez anos, depois de, com muitos outros militantes, ter contribuído para o boicote à antiga África do Sul e militando a favor da sua libertação. 
«Mandela, nascido em 1918, é o rebelde que se empenha no combate à injustiça cometida contra os Negros. Primeiro pela via do direito e da não-violência, como Ghandi, depois, a partir de 1944, na ilegalidade e na clandestinidade. É também o cativo sem ódio que descobre o teatro na prisão e se transforma em homem de Estado pronto a dar provas do seu talento logo que é libertado, numa negociação impossível em que a paciência, a tolerância e a democracia lhe permitem evitar um banho de sangue. É finalmente aquele que renuncia à vingança para personificar uma noção ‘arco-íris’. 
«Foi meu propósito ser um modesto transmissor deste destino aos leitores de hoje, nomeadamente aos jovens.» (Jack Lang)
Este livro de Jack Lang, que li há anos, é muito interessante, dado que a personalidade de Nelson Mandela é abordada de um modo inovador.
«Se a vida é um palco de teatro, em que os homens  e as mulheres desempenham um papel de atores – e é assim que Jack Lang ilustra o seu tema – então o papel de uma grande obra consiste em encarnar, prolongando o tempo da sua passagem, o destino daqueles que, antes dele, foram investidos de idêntica missão. Assim, Jack Lang atribui a Nelson Mandela o papel principal de um maravilhoso drama em quatro atos, que passa em revista a sua vida e a sua época, bem como a formação complexa da luta pela liberdade na África do Sul. Nele, Mandela é identificado com as personagens carismáticas que, de Ésquilo e Sófocles a Beckett, marcaram a história da filosofia e da ação moral.
«No I Ato, Mandela é Antígona perante o rosto soturno do apartheid, que o priva, e ao seu povo, dos seus direitos humanos. No II Ato, surge como chefe de um bando de revoltados contra as forças do regime sul-africano, assumindo os traços do célebre gladiador Espártaco, que outrora se opôs aos Romanos. No III Ato, à imagem de Prometeu, é agrilhoado ao rochedo do racismo por ter roubado aos deuses do apartheid – e dado aos mortais – a chama da resistência a Zeus, chefe máximo do regime impiedoso. Finalmente, no IV Ato, Mandela volta á sua época e à sua idade atuais, mas sob a identidade de Próspero, benfeitor da humanidade e vencedor de Calibã.» (do «Prefácio» de Nadine Gordimer). Finalmente, o V Ato intitula-se «O rei Nelson».
E quais as epígrafes escolhidas para cada um dos atos? I Ato: «Antígona simbolizava a nossa luta; ela era, à sua maneira, uma lutadora pela liberdade.» (Nelson Mandela); II Ato: «Um dono? Que disseste tu? O negro já não tem dono. Espártaco quebrou-lhe as grilhetas algures que não em Roma» (Lamartine, Toussaint-Louverture); III Ato: «Tu és grande, e grande é a prova que vais enfrentar: / A tua glória irá até apo ponto de colidir com o céu.» (Eurípedes, As Bacantes): IV Ato: «Para quê obstinares-te no rancor? Destruída a tua pátria, terás avançado?» (Sófocles, Édipo em Colona); V Ato: «nenhum torpe desígnio, nenhuma ingrata inveja / Atacará o curso de tão bela vida. / Haveis descoberto toda a arte de conquistar os corações.» (Corneille, Cinna)
A vida de Mandela é interligada, em cada um dos atos, com a dos heróis da mitologia.