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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Citações



(...) Quando falamos de corrupção e de negócios de extração de valor, falamos de foras da lei e de foras da ética. Poucas pessoas repararam mas três banqueiros foram forçados pelo Banco de Portugal a deixar de o ser : António Guerreiro, Luísa Antas e Pedro Santos foram acusados de coisa comparável ao caso BPP, prática dolosa de falsificação de contabilidade, inobservância de regras contabilísticas e prestação de informação falsa, depois de terem escondido prejuízos do Banco Finantia em offshores. Credo!
Portugal não é só isto e um dia há de deixar de ser sobretudo isto. Nesse dia voltaremos a enumerar os bandidos em vez de listarmos os sérios. Aqui, toda a gente pode atirar a primeira pedra. Debaixo dela encontrará o que não queria ver. E, no entanto, quase sempre é quem esperávamos ver.

- Pedro Santos Guerreiro, no Expresso do passado Sábado.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Citações



(...) Ricardo Salgado recolhe no banco mas não terá descanso : falta resolver os problemas graves no GES . Os credores estão à soleira, as autoridades investigam. Salgado já foi bater à porta do Governo. Pediu crédito da Caixa e do BCP para o GES. E agora prepare-se para ler o maior elogio a Passos Coelho : por ter dito não. Consentir teria sido um escândalo, mas a coisa passaria, exactamente como passou o assalto ao BCP e à Caixa feito pelo governo PS. Passos resistiu à tentação de ficar com o Salgado e o BES a dever-lhe favores . É de homem. O país está a mudar. Ao menos essa alegria resta depois desta destruição. O GES não tem de ir à vida mas tem de fazer pela vida. Que se celebrem os sucessos e que caia o que tem de cair. Mas que isso seja coisa com acionistas e para credores. Connosco, não.

- Pedro Santos Guerreiro, no Expresso do passado Sábado.

E eu acrescento outro elogio : Carlos Costa não tem nada a ver com Vítor Constâncio. E ainda bem.

domingo, 25 de maio de 2014

Citações



(...) As auditorias dizem não ter encontrado indícios de benefícios pessoais de acionistas, gestores ou diretores. Machado da Cruz, o tal commissaire aux comptes do Luxemburgo, ou tramou ou foi tramado. Mas não pode ser bode expiatório de tantos erros. De tanta ruína.
Pela frente há três histórias. No BES, a sucessão. Na família, o poder. No GES, um prejuízo que alguém irá pagar. Não é apenas a ES International que está tecnicamente falida. É a própria família Espírito Santo : se hoje vendesse todos os seus ativos não receberia o suficiente para pagar tudo o que deve. Claro que quem dera a todos os portugueses estarem tão falidos quanto os membros da família. Mas assim abdica de um poder que era incontestado. Vai  ser preciso tempo. Dinheiro. Gestão profissional. E humildade.
Um pouco de vergonha também não faria mal. "

- Pedro Santos Guerreiro, no EXPRESSO.