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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Wonka


Gostei bastante deste filme adaptado de um livro de  Sibéal Pounder, este por sua vez inspirado em Charlie e a Fábrica de Chocolate de Roald Dahl. Antes de Charlie e da sua fábrica de chocolate houve outra história... 

quarta-feira, 1 de março de 2023

Onde vamos parar?


Acabei de ler na net: «Depois de Roald Doahl, é a vez dos livros de "James Bond" serem revistos para serem menos racistas e "ofensivos"» 
«Os 14 livros de James Bond, escritos pelo autor britânico Ian Fleming entre 1953 a 1966, serão revistos para remover as referências racistas e "ofensivas" antes de serem republicados em abril, assinalando os 70 da primeira edição de "Casino Royal", o primeiro livro da saga.
«A Ian Fleming Publications Ltd - a empresa que detém os direitos literários da série sobre 007, o icónico agente dos serviços secretos britânicos - encomendou a revisão, que terá como objetivo retirar a linguagem racialmente ofensiva e também eliminar alguns estereótipos que já estejam desatualizados. Apesar disto, de acordo com The Telegraph, as novas edições serão publicadas com um aviso de isenção de responsabilidade: “Este livro foi escrito numa época em que termos e atitudes que podem ser considerados ofensivos pelos leitores modernos eram comuns” (algo bastante parecido aos avisos que os serviços de streaming, como o Disney+, adicionaram antes de conteúdos com representações racistas, como O Livro da Selva). 
«“Uma série de atualizações foram feitas nesta edição, mantendo o mais próximo possível do texto original e do período em que está definido”, acrescenta o aviso.» (Retirado daqui.)
Não há um organismo britânico que vele pelos direitos dos autores mortos?
Que estes «revisionistas» da literatura deixem os mortos em paz! Escrevam livros novos em vez de andar a censurar. Onde vamos parar? A novas fogueiras de livros?

sábado, 24 de novembro de 2018

Marcadores de livros - 1213


Frente e verso de um marcador da tradução castelhana do livro Matilda de Roald Dahl, um escritor  hoje considerado politicamente incorreto. :) Os seus livros são divertidíssimos.
Com um agradecimento à Luisa.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Leituras no Metro - 260

Alfragide: Oficina do Livro, 2016

Comprei este livro para os meus netos porque achei que este ano tinham de ler alguma coisa do Roald Dahl. Só espero que eles gostem. Estive a lê-lo e gostei muito. Para vos abrir o apetite deixo o 1.º capítulo:


Há gente que não gosta que os miúdos leiam Roald Dahl: não é 'politicamente correto'. Temos pena!... A vida também não é politicamente correta e precisa de alguma dose de loucura para ser vivida e se tornar um pouco divertida.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Roald Dahl

 
«Two hours of writing fiction leaves this writer completely drained. For those two hours he has been in a different place with totally different people.»
Roald Dahl

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O mundo maravilhoso de Roald Dahl

Um autor invulgar na história da literatura infantil.

A história da Menina do Capuchinho Vermelho, segundo Roald Dahl



«Como estou farto de fazer de bobo!»
Disse, cheio de fome, o senhor lobo.
«Há quatro dias que não trinco osso,
A avozinha vai ser o meu almoço.»
Quando a avozinha lhe abriu a porta
Com o susto tremeu e, meia morta,
Fitou aqueles dentes a brilhar.
«Ai, que o malvado me quer devorar!»
A pobre senhora tinha razão
Porque ele a comeu com sofreguidão.
A avozinha era pequena e dura,
O almoço não foi uma fartura.
«Ai, estou com uma fome aterradora,
Pronto para comer outra senhora.»
Foi procurar petiscos na cozinha
Mas nada para roer o bicho tinha.
«Vou-me sentar no colchão de folhelho
À espera do Capuchinho Vermelho.»
Disse o lobo enquanto se vestia
Com as roupas que por ali havia.
Saia de seda, botas de verniz,
Chapéu de veludo foi o que quis.
Escovou o pelo, as garras pintou,
Bem disfarçado assim se sentou.
Um pouco depois, em passo apressado,
A moça chegou, toda de encarnado.

***

«Ó minha avozinha, quero saber,
As tuas orelhas estão a crescer?»
«Sim, minha neta, para melhor te ouvir.»
«Que grandes olhos tens, querida avó»,
Disse a menina cheia de dó.
«São para melhor te ver», disse o lobo
E pôs-se a pensar: «Não sou nenhum bobo,
Esta bela menina vou papar,
Que bom petisco para o meu jantar.
Vai saber-me que nem um pão de ló,
Não é velha nem dura como a avó.»
«Mas avozinha», disse a menina,
Tens um casaco de pele tão fina.»
«Não», disse o lobo, «Deves perguntar
por que são meus dentes de espantar.
Bem, digas tu o que disseres
Como-te sem prato nem talheres.»
A menina sorriu. Da camisola
Sacou de imediato uma pistola
E com uma certeira pontaria
Pum, pum, pum, aquele lobo morria.

***

Passaram os dias, passou um mês,
Vi a menina no bosque outra vez,
Mas sem o capuz, sem capa encarnada,
Toda diferente, toda mudada.
Sorrindo me explicou: «Daquele bobo
Fiz este casaco de pele de lobo».

Trad. de Luísa Ducla Soares

Roald Dahl faria hoje 100 anos.