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quarta-feira, 1 de março de 2023

Onde vamos parar?


Acabei de ler na net: «Depois de Roald Doahl, é a vez dos livros de "James Bond" serem revistos para serem menos racistas e "ofensivos"» 
«Os 14 livros de James Bond, escritos pelo autor britânico Ian Fleming entre 1953 a 1966, serão revistos para remover as referências racistas e "ofensivas" antes de serem republicados em abril, assinalando os 70 da primeira edição de "Casino Royal", o primeiro livro da saga.
«A Ian Fleming Publications Ltd - a empresa que detém os direitos literários da série sobre 007, o icónico agente dos serviços secretos britânicos - encomendou a revisão, que terá como objetivo retirar a linguagem racialmente ofensiva e também eliminar alguns estereótipos que já estejam desatualizados. Apesar disto, de acordo com The Telegraph, as novas edições serão publicadas com um aviso de isenção de responsabilidade: “Este livro foi escrito numa época em que termos e atitudes que podem ser considerados ofensivos pelos leitores modernos eram comuns” (algo bastante parecido aos avisos que os serviços de streaming, como o Disney+, adicionaram antes de conteúdos com representações racistas, como O Livro da Selva). 
«“Uma série de atualizações foram feitas nesta edição, mantendo o mais próximo possível do texto original e do período em que está definido”, acrescenta o aviso.» (Retirado daqui.)
Não há um organismo britânico que vele pelos direitos dos autores mortos?
Que estes «revisionistas» da literatura deixem os mortos em paz! Escrevam livros novos em vez de andar a censurar. Onde vamos parar? A novas fogueiras de livros?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Onde me apetecia estar



Em Ballast Key, uma pequena ilha privada nas Florida Keys, célebre pelos seus hóspedes famosos e também por nela ter sido rodado um filme Bond, Licença para Matar. E quem puder que a compre, já que está à venda por 12,2 milhões de euros.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Leituras de Metro - 113

«No dia 20 de maio de 1941, Ian Fleming, o futuro autor dos romances da série James Bond, registou-se no Hotel Palácio, no Estoril, e descreveu a sua ocupação como um simples funcionário governamental. Na verdade, Fleming estava em Lisboa como parte do seu trabalho na Operação Golden Eye [...] para os serviços secretos da marinha britânica. O plano seria implementado na eventualidade de uma invasão da Espanha pelos alemães [...] A estada de Fleming em Lisboa foi passada a lidar com o lado português da operação e a tratar dos preparativos com os diretores dos postos de Lisboa com vista à potencial implementação dessa operação. Também passou algum tempo com o seu velho amigo David Eccles, do Ministério da Guerra Económica. Fleming estava em trânsito e viera de Inglaterra para Lisboa com destino aos Estados Unidos.
«O serviço de hidroaviões da Pan Am a partir de Lisboa era um serviço popular para os agentes britânicos, que também usavam os voos da BOAC [...]. Fleming chegou à doca de hidroaviões de La Guardia, em Nova Iorque, na tarde de 25 de maio de 1941. Fleming e o seu dirigente, o almirante John Godfrey - que viria a ser, em parte, a inspiração para a personagem ficcional M nos romances da série Bond [...].
«Durante uma visita a Tânger, Fleming exibira alguns dos traços de teatralidade de James Bond ao alugar uma avioneta privada para poder regressar a Lisboa o mais depressa possível. Os seus relatórios de serviço revelam que apresentou cento e dez libras de despesa relativa ao uso dessa avioneta. [...]
«Na sua segunda noite no Estoril, Fleming e Godfrey passaram o seu tempo no casino, que estava invulgarmente sossegado e onde Fleming jogou à mesa apostando montantes relativamente modestos e perdeu. Quando estava prestes a sair do casino, virou-se alegadamente para Godfrey e disse algo como: e se aqueles homens sentados à mesa do jogo fossem agentes alemães e lhes tivéssemos ganho o dinheiro? Crê-se que esse incidente serviu de inspiração a uma cena do primeiro romance da série James Bond, Casino Royale, na qual Bond faz justamente isso ao malvado espião comunista Le Chiffre.»
Neill Lochery - Lisboa: a Guerra nas sombras da cidade da luz, 1939-1945. Barcarena: Presença, 2012, p. 145-146

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OO7, licença para beber


Bollinger é a marca de champanhe do mais famoso espião do mundo, desde 1973 no cinema e 1956 nos livros de Ian Fleming. Este é o coffret 002, com a forma de um silenciador de uma Walther PPK e contendo o millésime 2002.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

As canções do 007 - 8

Como me pude esquecer desta canção?!

Especialmente para o Filipe. :)

As canções do 007 - 7


«Chorei [a ouvir Adele]. Desde os primeiros acordes... depois a voz apareceu e percebi que era o que queria ouvir.»
Daniel Graig

Boa noite!


terça-feira, 30 de outubro de 2012

As canções do 007 - 6


Boa noite!

James Bond = 6

Seis atores, até á data, interpretaram a figura de James Bond: Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnn e Daniel Craig. Qual será o senhor que se segue?

Biografias e afins

Sir Roger Moore, que foi Bond entre 1973 e 1985, lançou este mês as suas reminiscências aproveitando a maré dos 50 anos do espião mais famoso do mundo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As canções do 007 - 1

Estreia amanhã o último James Bond, 50 anos depois do primeiro. Lembrei-me de colocar as canções dos filmes 007. Shirley Bassey cantou três delas.

Boa noite!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Skyfall 007

As novas aventuras do agente mais famoso de Sua Majestade já tem tema oficial: Skyfall. Quem o canta é Adele. A música está disponível a partir de amanhã, o dia em que se comemora o 50º aniversário de estreia de Dr. No "007 - O Agente Secreto".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Há 50 anos ...



A 16 de Janeiro de 1962, iniciavam-se os trabalhos de filmagem para a primeira película do agente secreto mais famoso. Sean Connery combatia de Dr. No e contava com o apoio (incondicional...) de Ursula Andress que, no seu biquíni escaldante e escandaloso à luz dos padrões da época, entrou na história como primeira Bond-Girl. Ao longo de cinco décadas, surgiram 23 filmes, protagonizados por seis actores diferentes. Connery encarnou o agente nas primeiras cinco adaptações e tinha uma namorada „fixa“, Sylvia Trench, interpretada por Eunice Gayson. Muito se modificou desde 1962 ....

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

domingo, 28 de dezembro de 2008

Dezembro de 1969

On her Majesty’s Secret Service, a única película deste agente único com passagem por terras portuguesas, estreou-se em Dezembro de 1969, mais precisamente no Odeon Theatre do Leicester Square londrino a 18 de Dezembro desse ano. A expectativa era naturalmente enorme, pois todas as atenções se concentravam no novo protagonista de James Bond, o australiano George Lazenby – um desafio pouco invejável após as cinco aparições lendárias do antecessor escocês Connery.

Menor foi o desafio que 007, eternamente ao serviço de Sua Majestade e do mundo inteiro, enfrentou nesta narrativa: o vilão Blofeld (Telly Savalas), na sua loucura e ambição desmesuradas, ameaça esterilizar quaisquer seres humanos e não humanos do nosso planeta através de um vírus. Seu laboratório encontra-se nos Alpes suíços, parece-se com uma fortaleza de luxo e retém uma dúzia de beldades femininas que, sem qualquer noção da verdadeira intenção de Blofeld, servem os interesses deste malandro. A Bond, disfarçado de genealogista, é concedido o difícil acesso às instalações. No entanto, Blofeld descobre a identidade de 007 e dispara uma maquinaria impressionante de perseguição: até avalanches são postas em queda para atingir Bond e sua noiva, a condessa Teresa (Tracy) di Vicenzo (Diana Rigg), que tentam, de ski, escapar às terríveis quantidades de neve...

On her Majesty's Secret Service continua, indevidamente a meu ver, sob um estigma de inferioridade em comparação com outras adaptações cinematográficas do personagem criado por Ian Fleming, provavelmente devido à performance de Lazenby, que muito dificilmente poderia estar à altura do desempenho de Sean Connery. Contudo, esta película prima por um conjunto de particularidades: À luz dos padrões de 1969, as cenas de acção são brilhantes. O realizador Peter Hunt, colaborador imprescíndivel nos filmes anteriores de Bond, recorreu nas filmagens a Willy Bogner, um dos atletas de ski mais conhecidos da década de 60 (e um dos estilistas de moda mais conceituados hoje em dia).

Vemos ainda um James Bond verdadeiramene apaixonado e disposto a casar. Miss Moneypenny assiste às bodas com lágrimas nos olhos... Comovida? Ciumenta? Frustrada? Never mind. Lamentavelmente, o matrimónio com Tracy encara um fim trágico (penso que a cena final ocorre algures na Serra da Arrábida, talvez os estimados leitores o possam confirmar).

Imagem: LIFE, Time Inc.
E por fim, o contraste dos cenários: a região à volta de Berna, com as suas belas localidades cobertas de neve num ambiente natalício (Savalas deseja um Merry Christmas a Bond), em oposição às magníficas imagens de sol em Portugal: vários são os pontos de referência, bem familiares ao espectador português: entre eles, o Guincho que serve de cenário, um pouco sinistro, para a tentativa de suicídio de Tracy, a ponte sobre o Tejo (ainda recente naquela época...), o distinto Hotel Palácio no Estoril, a Loja das Meias no Rossio (ainda se recordam?) e uma ourivesaria logo ao pé que, felizmente, ainda existe...

Para rever imagens de 1969, também captadas em Lisboa, segue um pequeno trailer deste filme, enriquecido pelo tema principal We have all the time in the world, interpretado por Louis Armstrong.
Enjoy!



quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Aquisições recentes - 4 : OO7 FLEMING -Ensaio sobre a Imortalidade


José António Barreiros é um dos maiores advogados criminalistas portugueses, como o saberão certamente os mais atentos ao mundo judiciário luso. Além dessa brilhante carreira, Barreiros é também um homem de letras que já publicou romances históricos e outras ficções.
Desta vez, voltou-se para James Bond, a genial criação de Ian Fleming, e sob a forma de ensaio que aborda a vida de Fleming ( como é sabido foi agente secreto) e o ciclo bondiano.
Deparei-me com este livro há cerca de um mês(?), pelo menos lembro-me que foi mais ou menos por ocasião da estreia de Quantum of Solace, o mais recente filme de Bond, li o suficiente e decidi comprá-lo. Infelizmente, ainda não tive ocasião para o ler na íntegra.
OO7 FLEMING- Ensaio sobre a Imortalidade, José António Barreiros, ilustrações de Abel Agostinho, o mundo em gavetas, 2008.