Acabei de ler na net: «Depois de Roald Doahl, é a vez dos livros de "James Bond" serem revistos para serem menos racistas e "ofensivos"»
«Os 14 livros de James Bond, escritos pelo autor britânico Ian Fleming entre 1953 a 1966, serão revistos para remover as referências racistas e "ofensivas" antes de serem republicados em abril, assinalando os 70 da primeira edição de "Casino Royal", o primeiro livro da saga.
«A Ian Fleming Publications Ltd - a empresa que detém os direitos literários da série sobre 007, o icónico agente dos serviços secretos britânicos - encomendou a revisão, que terá como objetivo retirar a linguagem racialmente ofensiva e também eliminar alguns estereótipos que já estejam desatualizados. Apesar disto, de acordo com The Telegraph, as novas edições serão publicadas com um aviso de isenção de responsabilidade: “Este livro foi escrito numa época em que termos e atitudes que podem ser considerados ofensivos pelos leitores modernos eram comuns” (algo bastante parecido aos avisos que os serviços de streaming, como o Disney+, adicionaram antes de conteúdos com representações racistas, como O Livro da Selva).
«“Uma série de atualizações foram feitas nesta edição, mantendo o mais próximo possível do texto original e do período em que está definido”, acrescenta o aviso.» (Retirado daqui.)
Não há um organismo britânico que vele pelos direitos dos autores mortos?
Que estes «revisionistas» da literatura deixem os mortos em paz! Escrevam livros novos em vez de andar a censurar. Onde vamos parar? A novas fogueiras de livros?




















On her Majesty's Secret Service continua, indevidamente a meu ver, sob um estigma de inferioridade em comparação com outras adaptações cinematográficas do personagem criado por Ian Fleming, provavelmente devido à performance de Lazenby, que muito dificilmente poderia estar à altura do desempenho de Sean Connery. Contudo, esta película prima por um conjunto de particularidades: À luz dos padrões de 1969, as cenas de acção são brilhantes. O realizador Peter Hunt, colaborador imprescíndivel nos filmes anteriores de Bond, recorreu nas filmagens a Willy Bogner, um dos atletas de ski mais conhecidos da década de 60 (e um dos estilistas de moda mais conceituados hoje em dia).
