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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Leituras no Metro - 1070


Fiquei a saber mais sobre a vida de Jane Austen e sobre as relações entre as suas vivências e a sua obra.
Sabiam que Orgulho e preconceito teve como primeiro título Primeiras impressões? E que Sensibilidade e bom senso intitulou-se inicialmente Elinor e Marianne. Leyguarda Ferreira, quando traduziu este livro para a Romano Torres, chamou-lhe As razões do coração
Não sei qual foi o primeiro livro que li desta autora, talvez Orgulho e preconceito. Sei é que depois de o ler, li todos os que então se encontravam traduzidos pela Romano Torres.


sábado, 13 de maio de 2017

Fátima na literatura infantil


Livro de pano (Porto: Majora, 1957) escrito por Armando Pereira e ilustrado por Laura Costa. Foi pelo menos traduzido em castelhano, francês, inglês e alemão. 

Leyguarda Ferreira escreveu O milagre de Fátima, que Amorim ilustrou, para a Colecção Manecas (Lisboa: Romano Torres), livro que conheceu pelo menos cinco edições, entre 1943 e 1962.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Leituras no Metro - 235

Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2015

Um contributo para a história da editora e livraria Romano Torres. «A atividade editorial de João Romano Torres começa em 1877, quando se autonomiza como tipógrafo editor, Só se afirma em pleno enquanto editor em 1885, com a compra do semanário literário O Recreio e a 'criação' duma editora homónima. (p. 69)
A obra mais antiga até agora identificada por Daniel Melo com a chancela da editora Romano Torres é Piquillo Alliaga, de Eugène Scribe, publicada em Portugal em 1889.
Na minha infância e juventude, li muitos livros da Romano Torres. E fui muitas vezes à livraria Romano Torres, na Rua Nova de S. Mamede, junto à Escola Politécnica.


E que me lembro eu de ler da Romano Torres? Para começar, a Coleção Manecas.

Imagem roubada ao Arpose.

Depois, o Salgari - todo, todinho. Só não li mais, porque não havia. Alguns até os reli e trili.



Li A cabana do pai Tomás, de Harriet Beecher Stowe, primeiro numa edição da Bertrand e mais tarde esta:

Nesta coleção, li ainda Walter Scott, George Elliot, Dickens, as irmãs Brontë e Jane Austen, que releio frequentemente. E muitos outros autores, que agora não recordo.

Ivanhoe
O Talismã




Orgulho e Preconceito
Razões do coração
Sangue Azul
Fantasias de Ema

E li ainda alguns (poucos) livros da coleção Azul, como este 'clássico' de Max du Veuzit, que vim a descobrir há poucos anos que era o pseudónimo de uma francesa:  


E também uns policiais, muitos deles assinados com nomes estrangeiros mas que eram escritos por portugueses.

Espero que se venham a produzir outros estudos sobre outras editoras e livrarias.

sábado, 4 de agosto de 2012

No ano Grimm - 2


O gigante dos cabelos de ouro, novela infantil contada às crianças por Leyguarda Ferreira, com desenhos de José Félix (Lisboa: Romano Torres, ca 1957) foi um dos livros que mais li, nesta edição da colecção Manecas.

Sílvio ao barqueiro: «Quando alguém no teu barco entrar / Passa-lhe os remos e foge sem parar.» E ao rei: «Matem o rato que a raiz está a roer / E logo as maçãs voltarão a aparecer.»



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Jane Austen: as minhas leituras

Jane Austen faleceu em 18 de julho de 1817, em Winchester (Inglaterra). Há dias APS fez um post no Arpose, sobre o leilão de um anel desta escritora inglesa. 
Deixo aqui as minhas leituras de Jane Austen, em geminação com o Arpose.

Trad. de Leyguarda Ferreira.
2.ª ed. Lisboa: Romano Torres, 1949
Tít. original: Persuasion
Trad. de Isabel Sequeira.
Mem Martins: Europa-América, 2007

«Sir Walter Elliot, do Solar de Kellynch, em Somersetshire, era um homem que, para se distrair, nunca pegava num livro, com exceção dos Anais dos Baronetes; aí encontrava ele ocupação para as horas de ócio e consolação para as horas tristes; aí sentia ele estimulados o respeito respeito e a admiração, ao contemplar o pouco que restava dos primeiros títulos nobiliárquicos; aí, quaisquer sensações desagradáveis, provocadas por assuntos de natureza doméstica transformavam-se naturalmente em pena e desdém. Quando acabava de folhear a quase interminável lista de pares criados no último século - e aí, se todas as outras páginas não surtissem efeito, ele lia a sua própria história com um interesse que nunca esmorecia - chegava à página em que o seu volume favorito era sempre aberto: "ELLIOT DO SOLAR DE KELLYNCH [...]".» (p.5)

Trad. Mário da Costa Pires.
Lisboa: Romano Torres, s.d.
Tít. original: Emma.

«Ema Woodhouse, formosa, inteligente e rica [...]. Nos seus vinte e um anos de vida, poucas mágoas ou aflições havia tido. [...]
«Surgiu, todavia, uma tristeza - tristeza suave - não motivada por acontecimento desagradável. Miss Taylor [a precetora] casou e foi essa perda que ocasionou o primeiro desgosto de Ema.» (p. 7-8)

Trad. de Leyguarda Ferreira.
2.ª ed. Lisboa: Romano Torres, 1955

O orgulho de Darcy e os preconceitos de Elizabeth, um retrato da sociedade rural inglesa no século XIX.
A primeira vez que li este livro foi na edição (acima) da Romano Torres que já não tenho e que tinha uma «Breve história romântica de Jane Austen», «à maneira de prefácio», da autoria de Gentil Marques, o diretor da coleção.
Há quatro anos adquiri este livro (em baixo) que vinha com a revista Sábado.

Trad. Nuno Castro.
Biblioteca Sábado, cop. 2008
«É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro na posse de uma fortuna avultada necessita de uma esposa.» Assim começa Orgulho e preconceito.

Neste livro, Fanny Price agita o calmo Parque Mansfield com um caso de adultério, tema inabitual nos livros de Jane Austen. Li-o há poucos anos, quando foi, pela primeira vez, publicado em Portugal.

Vejo todos os filmes e séries baseados em livros de Jane Austen. Há muitíssimos. O meu preferido é aquele em que Colin Firth vestiu a pele de Darcy, de Orgulho e preconceito (1995), papel que, em 1940, tinha sido interpretado por Lawrence Olivier, um dos meus actores preferidos. 

sábado, 28 de abril de 2012

Leituras no Metro - 91

Lisboa: Livros d'Hoje, 2009

O João Mattos e Silva disse há dias que estava a ler o livro que José Norton escreveu sobre uma das filhas da Marquesa de Alorna. Lembrei-me então que há tempos que queria ler a biografia que ele fez do Conde de Farrobo. 
Interrompi dois outros livros e estou neste momento a lê-la com grande prazer. 
Há uns dias falava com o Jad sobre as exéquias de D. Maria I. Há neste livro umas páginas sobre o assunto.
A rainha morreu no Brasil, em 1816, mas veio para Lisboa no barco que trouxe a família real, tendo o caixão sido depositado no convento de S. José de Ribamar. Por decisão de D. João VI, a «trasladação do Real Cadáver de Sua Augusta Mãe» para o Convento do Coração de Jesus, junto à basílica da Estrela, teve lugar no dia 19 de Março de 1822.
«No fim da cerimónia, quando a basílica já se esvaziava, vi que Quintela se dirigiu para o convento onde tinha sido colocado o túmulo da rainha quedando-se longamente a apreciá-lo. A urna de mármore negro, que assentava sobre dois leões, era necimada pela efígie da rainha integrada num grupo escultórico sustentado por duas colunas de mármore branco. Em baixo, uma inscrição numa placa de bronze celebrava em latim a vida que D. Maria […].» (p. 63) Não sei em que data passou do Convento para a Basílica, mas vou averiguar.
O Convento foi extinto em 29 de abril de 1885, por morte da última religiosa, estando hoje aí instalado o Hospital Militar da Estrela. http://www.exercito.pt/sites/HMP/Historial/Paginas/default.aspx

Litografia de Salema, ca 1870

Regressando ao Conde de Farrobo / Barão de Quintela...

Lisboa: João Romano Torres, 1920
Lisboa: João Romano Torres, 1920
Lisboa: João Romano Torres, 1921
Lisboa: João Romano Torres, 1922

Eduardo de Noronha (1859-1948) foi um jornalista e escritor que deixou numerosas biografias e livros de caráter memorialista, com muitas referências a Lisboa e à sua vida.
Há muitos anos li as várias obras que ele escreveu sobre o Conde de Farrobo. 
Nos anos 20, escreveu uma biografia do Barão de Quintela em quatro volumes, cujas capas se reproduzem em cima. 

Lisboa: Romano Torres, 1945

Em 1945, resolveu resumir, num único volume, a biografia em quatro partes, acrescentando algumas coisas que entretanto tinha ‘descoberto’.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bicentenário de Charles Dickens - 7



2.ª ed. Lisboa: Romano Torres, 1962. (Obras escolhidas de autores escolhidos; 24)

«Tenho um livro sempre à mão - Pickwick Papers.» (Fernando Pessoa)

«O primeiro raio de luz que rasga as trevas e transforma em deslumbrante clarão aquela obscuridade em que parece sumir-se a primeira história da vida pública do imortal Pickwick, provém da leitura da seguinte anotação contida nas actas do Clube Pickwick, anotação essa que o editor destes papéis tem o sumo prazer de expor ante os olhos dos leitores, como prova da extrema atenção, da incansável assiduidade e do bom critério com que consuziu sempre as suas pesquisas nos inúmeros documentos que lhe foram confiados.»
Assim começa As aventuras extraordinárias do Sr. Pickwick, de Charles Dickens, na tradução de Mário Domingues.
Nesta colecção da Romano Torres saíram mais nove obras de Dickens.

Para o João Soares, esperando umas notas sobre o bicentenário de Dickens em terras britânicas.
E sobre os Óscares que estão à porta. :)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pinóquio no Egipto


José Rosado - Pinóquio no Egipto. Lisboa: Romano Torres, 1957. (Col. Manecas)
Il. Eugénio Silva (1937-).