Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Stephen Frears. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stephen Frears. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Livro e marcador - 8

Mais uma escolha da Maria. Uma bela conjugação. E fica ainda melhor se lhe juntarmos o filme que Stephen Frears fez com Michelle Pfeiffer (que vemos na capa e no marcador).
Ler aqui o que João Soares escreveu sobre o filme no blogue.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Mrs Henderson presents


Nunca tinha visto este filme de Stephen Frears, realizador que muito aprecio. 
Laura Henderson enviuva e resolve comprar um edifício onde tinha funcionado o antigo cinema Palais de Luxe e transformá-lo num teatro: Windmill Theatre, já que se encontrava na Great Windmill Street. Para diretor do mesmo, contrata Vivian Van Damme. Este teatro passa a apresentar espetáculos no estilo vaudeville, batizado revudeville, mas em sessões contínuas. Judi Dench e Bob Hoskins vão na perfeição.
Em 1964, a sala passa novamente a cinema.

Programa do espetáculo de abertura do teatro, 1931
Laura Henderson e outros elementos do teatro, 1938
1940
1942

Outros filmes retratam ou referem o Windmill Theatre. Não me lembro de ter visto nenhum deles, mas vou tentar ver o de Victor Saville.


Filme de Victor Saville, de 1945, com Rita Hayworth; em português com o título de O Coração de uma Cidade.


Filme de Val Guest, 1949




Boa noite!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cinenovidades - 131 : Tamara Drewe

Este Tamara Drewe é o mais recente filme do britânico Stephen Frears e o registo é o da comédia em meio burguês, mais precisamente no countryside inglês.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Chéri - uma apreciação

Fui ontem ver o filme "CHERI", já aqui anunciado pelo Luís Barata.

O filme reúne alguns dos principais artífices do excelente "Dangerous Liaisons" / "As Ligações Perigosas", de 1988 - Stephen Frears na realização, Christopher Hampton no argumento adaptado e Michelle Pfeiffer como protagonista. Infelizmente, o marketing do estúdio capitalizou demais esta "ligação", apregoando-a no cartaz, ligando os filmes sob a égide de period pieces (apesar de um decorrer no Ancient Régime e outro na Belle Epoque) e criando o "tag": "Indulge in a wicked game of seduction", reminiscente do mote do anterior sucesso. Naturalmente, a expectativa fica criada para ver o "Dangerous Liaisons II". E essa expectativa é defraudada, sendo que em seu lugar surge um outro excelente filme, arrastando a necessidade de comparação constante com o filme anterior.

"CHERI", baseado na obra de Colette (que não li), descreve um mundo de cortesãs da alta sociedade na Paris da Belle Epoque, já retiradas e "of a certain age"; Chéri é a alcunha do filho de uma dessas cortesãs, Charlotte, um jovem adulto mimado, sem sentido de responsabilidade e aborrecido pelo seu hedonismo. Léa é uma antiga rival e agora "amiga" da Mãe (como ela própria diz, nunca gostou particularmente dela, mas é impossível fazer amizades fora do ... meio), decidida a retirar-se e viver dos rendimentos. Numa nota de indiferença, de quase "oh, why not...?", começam uma relação sexual, com vivência conjunta de dias que se sucedem sem grande planeamento ou interesse de perpetuidade.

Um dia o Sol nasce, e nesta vivência passaram seis anos de convivência -- nesse dia, Léa toma conhecimento das intenções matrimoniais de Charlotte para o filho: casá-lo com a abastada herdeira de outra colega de métier. Há um estremecimento; o que nunca fora deliberado ou resultado de amor ou paixão, mas apenas cómodo, passa a ser algo que, desaparecendo, deixa um vazio. Seguindo as regras de etiqueta cortesã, ambos seguem caminhos que se voltam a entrelaçar até à voz off final do filme.

A reacção ao filme foi fraca -- em geral, considerou-se que as cenas amorosas tinham pouca chama e que o argumento era medíocre (vide o site de crítica de cinema "Rotten Tomatoes"). Pela minha parte, as cenas com pouca chama eram as que tinham que ter pouca chama -- as iniciais, as dos seis anos em que a relação se estabelece por hábito e por não haver nada mais interessante para fazer. É nessa indiferença (apenas aparente) que reside o desequilíbrio para os envolvidos em continuarem as suas vidas de forma independente. Até à frase final, que oferece os contornos da frieza do argumento e das interpretações.

Para mim, mereceram destaque a beleza e elegância dos cenários e dos guarda-roupas, as interpretações de Michelle Pfeiffer (que exigiu ao director de fotografia que a capturasse com todas as marcas dos seus cinquenta anos), superlativa ao comportar-se como se comportaria uma cortesã habituada a não baixar a guarda, e Kathy Bates, que cria uma Charlotte inteligente, hábil, mesquinha e com pouco em que se ocupar. Menos feliz, a meu ver, esteve a interpretação de Rupert Friend (que estivera muito bem num dos filmes de "Harry Potter").

Apreciei particularmente as piscadelas de olho aos adeptos de "As Ligações Perigosas" (por exemplo, a fotografia inicial de Léa era uma das fotografias promocionais do filme, ambos os filmes terminam com um grande plano da protagonista ao espelho, vendo o seu declínio).

Breves notas curriculares:
- Stephen Frears realizou também os excelentes "My Beautiful Laundrette" / "A Minha Bela Lavandaria" (1985), com Daniel Day-Lewis, "The Grifters" / "A Anatomia do Golpe" (1990), com Anjelica Huston, John Cusack e Annette Bening e, mais recentemente, "The Queen" / "A Rainha" (2006), com Helen Mirren; teve também a realização de filmes menos bem conseguidos como "Hero" / "Herói Acidental" (1992), com Dustin Hoffman, Geena Davis e Andy Garcia, e "Mary Reilly" (1994), com John Malkovich e Julia Roberts;
- Christopher Hampton escreveu e realizou "Carrington" (1995), com Emma Thompson e Jonathan Pryce, e escreveu os argumentos de "Mary Reilly", "The Quiet American" (2002) e "Atonement" (2007), bem como a letra para o musical de Andrew Lloyd Webber, "Sunset Blvd", baseado no filme homónimo de Billy Wilder (com Don Black);
- Michelle Pfeiffer faz com esta obra o terceiro vértice de um triangulo de amor restringido por códigos auto-impostos -- juntamente com as "As Ligações Perigosas" e "The Age of Innocence" / "A Idade da Inocência" (1993).
Este triunvirato acresce a um palmarés que conta com uma vastíssimo leque de atributos, desde "Grease 2" (1982) e "Scarface" (1983), a "Ladyhawke" (1985), "The Witches of Eastwick" (1987), "Married to the Mob" (1988), "Os Fabulosos Irmãos Baker" (1989), "Love Field" e "Batman Returns" (ambos de 1992) ou, mais recentemente e depois de longo interregno, "Hairspray" e "Stardust" (ambos de 2007).

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A invenção

De "Ligações Perigosas/Dangerous Liaisons" (1988), realizado por Stephen Frears, com argumento de Christopher Hampton, baseado no romance epistolar de Pierre Choderlos de Laclos. Produção de Norma Heyman e Hank Moonjean. Música de George Fenton. A Marquesa de Merteuil (Glenn Close) conta displicentemente ao Visconde de Valmont (John Malkovich) como se reinventou… "Aprendi a parecer alegre enquanto debaixo da mesa espetava um garfo na mão…," destilado as suas lições num princípio muito simples: “Vencer ou morrer.”


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cinenovidades - 37 : Chéri

Aqui fica o trailer internacional de Chéri, um filme de Stephen Frears que adapta o romance homónimo de Colette, regressando o realizador vinte anos depois de As Ligações Perigosas ( este um dos filmes da minha vida, pelo menos no que respeita a "modernos" ) à literatura francesa com o apoio do mesmo argumentista de então, Christopher Hampton, e uma das actrizes desse belo filme: Michelle Pfeiffer. Rupert Friend é Chéri. A Belle Époque, as cortesãs, e os amores impossíveis. Estreia internacionalmente a 8 de Abril.