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terça-feira, 21 de março de 2023

Marcadores de livros - 2512


Gosto imenso de Tahar Ben Jelloun. Desde que vi que este livro está traduzido, tenho-o oferecido com alguma frequência.

Barcarena: Presença, 2023.

«O livro para que miúdos e graúdos possam ler, pensar e conversar sobre um tema fundamental. Um dia, Tahar Ben Jelloun levou a filha, de dez anos, a uma manifestação contra as leis anti-imigração em Paris. Depois disso, a menina não parava de fazer perguntas ao pai: «O que é o racismo? O que é um imigrante? O que é a discriminação?» Foi das conversas que se seguiram, entre pai e filha, que nasceu este livro». (Da sinopse.)

Este livro de Thomas Piketty está na minha lista de leituras:

No Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Hora de silêncio

Henri Meunier - Hora de silêncio

«L'amitié est un amour où la guerre et la haine sont proscrites, où le silence est possible.» 
Tahar Ben Jelloun - Éloge de l'amitié, 1994

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pensamento(s)


A primavera árabe foi importante, mas o combate, agora, é entre laicos e extremistas religiosos.

- Tahar Ben Jelloun

Foi presciente o escritor marroquino quando disse isto há uns meses em Lisboa, até porque todos os pretextos são bons para os extremistas. Nem que sejam filmes de quinta categoria...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Quem vai ganhar o Goncourt?

Esta é a primeira seleção dos candidatos ao Prémio Gongourt que vai ser atribuído a 7 de novembro. 
Já alguém leu algum destes livros? Eu não!

E quem vai atribuir o prémio? Estes senhores, que compõem a Academia Gongourt:
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Edmonde Charles-Roux (presidente), Régis Debray, Philippe Claudel, Didier Decoin, Françoise Chandernagor, Tahar Ben Jelloun, Patrick Rambaud, Pierre Assouline, Bernard Pivot e Robert Sabatier.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O primeiro amor é sempre o último

Matosinhos: Quidnovi, 2012

O escritor franco-marroquino Tahar Ben Jelloun, de que já postei uns poemas no Prosimetron, vem a Lisboa. No dia 22 de junho, 6.ª feira, apresentará este seu livro, agora traduzido pela Quidnovi, no Instituto Franco-Português; e no dia 23, sábado, pelas 17h00, falará sobre a «Primavera árabe», na Fundação Gulbenkian.

Oiça Carlos Vaz Marques a falar do livro aqui: http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2593126

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Três poemas

de Tahar Ben Jelloun



J'ai vu l'aube pâlir
quand le matin a glissé dans la transparence du désir.
Le sable inespéré s'est mêlé au dire confus.
Tout dire.
Quand le tour est un vol incendiaire.

Fais ta demeure dans la parole retenue
sur la rive d'une phrase.
Ne sois pas impatient
regarde l'herbe des mots
l'enfant
descendra la fougère du crépuscule.

Un visage sans rides
est un ciel sans grimaces
(une pensée superflue).
Terre fêlée par le temps et la grâce
on aime à s'y arrêter
comme l'enfant
devant l'énigme
et la beauté.

In: Le discours du chameau suivi de Jénine. Paris: Gallimard, 2007, p. 83, 233, 236

http://www.taharbenjelloun.org/

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tahar Ben Jelloun: Dois poemas

Tahar Ben Jelloun, escritor marroquino, nasceu em Fez em 1944 e vive em Paris desde 1971. Pode saber-se mais sobre ele em:
http://www.taharbenjelloun.org/

Un lac
ou un cri
un ciel
mourant dans le visage
un amour
nu
dans les matins des miroirs

***

Dans mon pays
on ne prête pas,
on partage
Un plat rendu
n'est jamais vide;
du pain
quelques fèvres
ou une pincée de sel.


(In: Le discours du chameau... Paris, Gallimard, 2007, p. 235, 262)