Um grande homem de teatro faleceu ontem.
Prosimetron
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quarta-feira, 16 de março de 2022
domingo, 19 de julho de 2020
Para viajar no sofá - 7
Lisboa: Tinta da China, 2013
«Durante vinte e três dias, Somerset Maugham percorre em condições precárias o território birmanês, nesse tempo [década de 1920];sob colonização britânica. Dirige‑se para Banguecoque, a capital do Reino do Sião, actual Tailândia, onde passa algumas semanas. Conclui a deambulação na Indochina francesa [atual Vietname].
«Maugham confessa, nestas páginas, que era um ‘mau viajante’. Tinha dificuldade em surpreender‑se com aquilo que se lhe deparava ao longo da viagem. Habituava‑se com demasiada rapidez ao que ia encontrando pelo caminho. Interessava‑lhe acima de tudo ‘andar de um lado para o outro’ e escapar de si próprio: ‘Nunca regresso de uma viagem com o mesmo eu que levei comigo.’
É esse caráter subjetivo, intrinsecamente pessoal, que torna Um gentleman na Ásia um relato de viagens admirável. Maugham não quer descobrir nem dar a conhecer, quer contar histórias. E quando não as encontra pelo caminho, inventa‑as.» (Do pref. de Carlos Vaz Marques)
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Para viajar no sofá - 3
Trad. de Carlos Vaz Marques.
Lisboa: Tinta da China, 2015
Enric González foi correspondente de El Pais, em Londres. Da sua vida nessa cidade escreveu Histórias de Londres.
«Numa das primeiras noites, ao voltar a casa, ouvi uma criança a chorar. Chovia, tudo estava escuro e não se avistava vivalma nos mews. Guiado pelo choro, consegui dar com um carrinho e, no seu interior, com uma criatura de meses que gritava de forma alarmante. Apalpei o cobertor: estava seco. Olhei em volta e comprovei o óbvio: a pocos metros da minha porta, junto à fachada da casa em frente, havia um bebé abandonado à chuva. Não me atrevi a tocar-lhe. Corri para casa e expliquei a situação a Lola. Voltámos ao sítio onde estava o bebé, demos umas voltas pelas imediações e optáms por tocar à porta mais próxima. Abriu-a uma mulher de meia-idade.
- Good evening, ma'm. Acabámos de encontrar um bebé na rua e perguntamo-nos se...
- Que se passa com o menino? [...] O menino é meu. Chorar ao ar livre faz bem.» (p. 28)
«Os anos de Victoria e Albert foram os mais gloriosos de Londres, que nunca viveu nada comparável à Exposição Universal de 1851. A tecnologia mais avançada e os melhores artigos da indústria britânica conviviam, no portentoso Palácio de Cristal, em Hyde Park, com o mais exótico do império (um trono inteiramente talhado em marfim ou o enorme diamante Koh-i-Noor, encerrado numa jaula como um pássaro de luz), as invenções mais peregrina (uma cama que acordava o seu ocupante catapultando-o para uma banheira de água fria) e luxos pouco comuns num recinto público, como uma fonte de onde jorrava água-de-colónia.» (p. 37)
O bar frequentado por Enric González ao sábado para ler o jornal e beber uma ale.
sábado, 7 de julho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
O primeiro amor é sempre o último
Matosinhos: Quidnovi, 2012
O escritor franco-marroquino Tahar Ben Jelloun, de que já postei uns poemas no Prosimetron, vem a Lisboa. No dia 22 de junho, 6.ª feira, apresentará este seu livro, agora traduzido pela Quidnovi, no Instituto Franco-Português; e no dia 23, sábado, pelas 17h00, falará sobre a «Primavera árabe», na Fundação Gulbenkian.
Oiça Carlos Vaz Marques a falar do livro aqui: http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2593126
terça-feira, 4 de outubro de 2011
«O corsário aristocrata»
«- Para que serve um romance?
«- Isso depende sempre do que o leitor procura. Há leitores que procuram companhia, entretenimento; há os que querem viver vidas impossíveis na sua vida normal; os que procuram pensamento, e os que procuram que se lhes mude a vida. O que o autor tem de fazer é oferecer um leque suficientemente aberto para que todos os leitores encontrem no livro aquilo que desejam. É esse o desafio.»
Arturo Pérez-Reverte, em entrevista a Carlos Vaz Marques
In: Ler, Lisboa, Jun. 2011, p. 27
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