Prosimetron
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Nobel da Literatura 2014 : Modiano
O francês Patrick Modiano ( 1945 - ), " pour l' art de la mémoire avec lequel il a evoqué les destinées humaines les plus incompréhensibles ".
De salientar ser um europeu e que não é um ilustre desconhecido ...
domingo, 22 de dezembro de 2013
Citações
01.06.06
Nas despedidas há sempre um impulso de rejeição. É a denegação da dor do abandono.
É assim nas gares, nos aeroportos, nos cemitérios. Há mesmo quem nunca vá a despedidas e funerais.
Conviemos em acabar dentro de mais um mês.
As Novas Cartas Portuguesas foram nove meses. Uma gestação juvenil, a termo.
Será isto um prematuro frustre?
Mas o tempo é de estufas, gravidezes assistidas, remoção de maternidades.
Pressa e demora do que nasce em Portugal. Do que ainda nos nasce.
En su sitio, como se diz das bandarilhas bem cravadas. Ferros para fora.
Detesto despedidas.
Cold feet, que é como os ingleses designam a parestesia do medo que vem subindo.
E ainda ( me ) falta todo o material escolar. Da literacia e da discalculia.
E dos dislates e alguns acertos no Palácio das Madres.
E do Crato, a luminescente ausência da avó materna, que tentei recuperar no Amante do Crato.
Uma certa tenebrosidade nos céus do British Quintal. Uma luz cinzenta, abafada, sem água. Torna-se penoso ter de regar tantas vezes, carregar a mangueira em braços através da casa para chegar aos canteiros da frente.
Mas vale a pena.
Pela manhã seguinte há uma ridência nas folhas e flores, uma iridescência verde que contraria o cenho de calor do céu fosco, branco-sujo. (...)
- Maria Velho da Costa, in O Livro do Meio - romance epistolar ( escrito a quatro mãos com Armando Silva Carvalho ), Caminho, 2006.
E assim assinalo a atribuição do Prémio Vida Literária ( APE ) a Maria Velho da Costa. Uma justíssima escolha.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Prémio PEN 2013 - ex aequo
Como ágoras de outrora, estonteadas
Pela concentração dos organismos,
Pelo uso da palavra, a fervilhante
Palavra própria da democracia,
Essa que dá a volta e ilumina
O que, por um instante, a empunhou
Hélia Correia
para o José Miguel Silva
A verdade, digam lá o que disserem,
é que tivemos muito pouca sorte
com os poetas (?) nossos contemporâneos.
Um nasceu em Galveias e tatua-se
ou alfineta-se para disfarçar um vazio evidente;
outro gosta de andar nu em Braga,
muito depois - e aquém - de qualquer Pacheco.
(Ignoram, ambos, que a única pila maior
do que o mundo era a do João César Monteiro.)
Um terceiro, cujo nome nunca escreverei,
é a mulher moderna da edição
às cegas e da sacanice quotidiana. O quarto
e o quinto (gabo quem os logra distinguir)
arrotam melancolia e não admitem
o mínimo desvio à sacrossanta transfiguração da lírica.
O sexto - não, não me apetece falar aqui do sexto.
Consola-nos, isso sim, saber que uns se tornaram
entretanto romancistas (pilim,pilim), e que os restantes
hão-de ser, muito em breve, ministros
ou somente pulhas (é, no fundo, a mesma coisa).
Enquanto, de esgoto em esgoto,
Portugal progride a olhos vistos
e é bem capaz de levar, um dia destes,
com outro Nobel nas trombas.
Manuel de Freitas
domingo, 13 de outubro de 2013
Parabéns, Agualusa!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Prémio para Agualusa
Foi com este A Rainha dos Estapafúrdios que José Eduardo Agualusa, que contou com as belas ilustrações da Danuta Wojciechowska, ganhou a primeira edição do Prémio Manuel António Pina, destinado a obras da literatura para a infância e juventude. É uma edição da D.Quixote.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Prémio Zepter
A 10ª edição do prémio literário europeu Madeleine Zepter foi ganha pelo franco-grego Vassilis Alexakis com o seu 14º romance, L' enfant grec. Uma boa sugestão de leitura.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
imparável valter hugo
O vencedor do Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura, já em 10ª edição, foi valter hugo mãe, um dos dois finalistas portugueses.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Última Hora: Nobel da Literatura
Mo Yan, escritor chinês, vai receber o Prémio Nobel de Literatura."Nascido em 1955, Mo Yan é um dos mais conhecidos escritores chineses.
Tem um livro editado em Portugal, 'Peito Grande, Ancas Largas', publicado em 2007 pela Ulisseia.
Os romances de Mo Yan, o escritor chinês galardoado hoje com o Prémio Nobel da Literatura, estão enraizados na China rural, onde nasceu, mas revelam também influências do "realismo mágico" e outras correntes ocidentais, dizem críticos e tradutores.
William Faulkner, Gabriel Garcia Marquez, Oe Kenzaburo e Rabelais são os autores preferidos de Mo Yan, disse o professor norte-americano Howard Goldblatt, um dos mais conhecidos tradutores de literatura chinesa, entre os quais três títulos do autor distinguido agora pela Academia Sueca.
Mo Yan é também um dos escritores chineses contemporâneos mais publicados fora da China, nomeadamente no Japão, França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos." ( DN on line)
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Quem vai ganhar o Goncourt?
segunda-feira, 19 de março de 2012
Poeta João Rui de Sousa distinguido com prémio Vida Literária 2012
Depois de amanhã a Primavera!
À Isabel e ao António
João Rui de Sousa
(In: Corpo terrestre)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Nobel ficou em casa
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Rui Cardoso Martins
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Prémio Clube Literário do Porto: José Rodrigues dos Santos, dia 29 Dez., terça-feira, 21h30
José Rodrigues dos Santos recebe
Prémio Clube Literário do Porto 2009
José Rodrigues dos Santos é o vencedor da edição de 2009 do Prémio Clube Literário do Porto 2009. O prémio, no valor de €25.000,00 (vinte e cinco mil euros), visa galardoar o autor que mais criatividade teve no domínio da ficção no ano em que é atribuído.
A cerimónia pública de entrega do galardão decorre na terça-feira, dia 29, às 22h00, nas instalações do Clube Literário do Porto, à qual se seguirá uma sessão de autógrafos. A apresentação do galardoado estará a cargo do Professor Doutor Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa.
O autor da Gradiva atingiu na semana passada a marca de um milhão de livros vendidos em Portugal com a nova edição (150 000 exemplares) do seu mais recente romance Fúria Divina, que ocupa o primeiro lugar dos principais tops de venda do País.
As obras de José Rodrigues dos Santos estão publicadas em 15 línguas.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Manuel Gusmão
sábado, 18 de julho de 2009
Eisner Awards 2009

Na próxima sexta-feira serão anunciados os principais prémios da indústria norte-americana de banda desenhada, na abertura do maior evento da indústria, a Comic-Con de San Diego, nos EUA.
Este ano, não há praticamente presença dos títulos e artistas tradicionais nas grandes nomeações: a editora mais nomeada é a Dark Horse Comics (que publica "Hellboy" e "The Umbrella Academy"), com treze nomeações individuais e cinco partilhadas.
Segue-se-lhe a DC Comics (que publica "Superman", "Batman" e "Wonder Woman", entre muitos outros), com dez nomeações individuais e duas partilhadas (incluindo para a sua marca associada, a Vertigo). Títulos nomeados incluem a história reinventada de "All Star Superman" e "Fables", que conta as histórias infantis com uma nova perspectiva, como melhores série em continuidade, e a nova série "Air".
Em terceiro lugar, está a Marvel Comics (de "Homem Aranha", "Capitão América" e "X-Men"), com nove nomeações individuais e duas partilhadas, incluindo "Thor" como melhor série em continuidade.
Vou anexar a lista completa de nomeações nos comentários.
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Prémio Literário Fernando Namora
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Prémio Teixeira de Pascoaes para João Rui de Sousa
Obra poética reúne a produção poética do autor entre 1960 e o ano 2000, que, em 2005, publicou também Lavra e Pousio.
ERAM ESTAS AS FLORES
Eram estas as flores que eu abraçava
e que entrevia em zonas de mais luz
ou em simples requebros onde a voz,
pausada e quase trémula,
seguia na inflexão de ser inúmero
o vulto das ameixas, o voluptuoso
ondeio de fenos e searas,
e o parco mover do sobro
e das palmeiras.
Eram também os olhos sempre atentos
ao frémito dos ombros, ao roçagar
de lábios e cabelos,
ao sagaz alvoroço dos teus dedos
e à rajada final (intrépida, desmedida)
de um pássaro febril, indominável.
João Rui de Sousa
In: Quarteto para as próximas chuvas. Lisboa. Dom Quixote, 2008, p. 86

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