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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Parabéns, Hélia Correia!


«Uma das razões que pesou na escolha do júri foi a sua polivalência em termos de géneros e de estilos. Hélia Correia escreve romance, novela, conto, teatro e poesia e os seus livros são muito diferentes uns dos outros. “Há escritores que escrevem sempre o mesmo livro. Hélia Correia, tendo o seu imaginário, tem livros bastante diferentes entre si”, explica Pedro Mexia. Importante foi também “o diálogo que a autora estabelece com as tradições: com a Antiguidade Clássica, sobretudo grega” e com “um imaginário que não é bem mágico, é telúrico, também de fadas e assombrações”, explica o crítico. “Há um lado também gótico na literatura dela e referências à literatura contemporânea, que vão desde uma personagem de José Saramago até aos livros da literatura inglesa, os vitorianos, as irmãs Brontë e aos pré-rafaelitas.”»
(Público, 17 jun. 2015)


Para mim, foi surpreendente.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Prémio PEN 2013 - ex aequo


Estão as praças,
Como ágoras de outrora, estonteadas
Pela concentração dos organismos, 
Pelo uso da palavra, a fervilhante
Palavra própria da democracia,
Essa que dá a volta e ilumina
O que, por um instante, a empunhou

Hélia Correia



INVENTÁRIO PLEBEU
para o José Miguel Silva

A verdade, digam lá o que disserem,
é que tivemos muito pouca sorte
com os poetas (?) nossos contemporâneos.

Um nasceu em Galveias e tatua-se
ou alfineta-se para disfarçar um vazio evidente;
outro gosta de andar nu em Braga,
muito depois - e aquém - de qualquer Pacheco.
(Ignoram, ambos, que a única pila maior
do que o mundo era a do João César Monteiro.)

Um terceiro, cujo nome nunca escreverei,
é a mulher moderna da edição
às cegas e da sacanice quotidiana. O quarto
e o quinto (gabo quem os logra distinguir)
arrotam melancolia e não admitem
o mínimo desvio à sacrossanta transfiguração da lírica.

O sexto - não, não me apetece falar aqui do sexto.

Consola-nos, isso sim, saber que uns se tornaram
entretanto romancistas (pilim,pilim), e que os restantes
hão-de ser, muito em breve, ministros
ou somente pulhas (é, no fundo, a mesma coisa).

Enquanto, de esgoto em esgoto,
Portugal progride a olhos vistos
e é bem capaz de levar, um dia destes,
com outro Nobel nas trombas.

Manuel de Freitas

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Auto-retrato(s) - 50


Elizabeth Siddal - Auto-retrato, 1854

Já que está na ordem do dia, devido à apresentação do livro Adoecer, de Hélia Correia, uma biografia romanceada desta pré-rafaelita...

domingo, 11 de abril de 2010

Adoecer, novo livro de Hélia Correia



Biografia de Elizabeth Eleanor Sedall, musa de John Everett Millais e amante de Dante Gabriel Rossetti.
«Elizabeth Sedall é uma figura com quem vivo intimamente há muito tempo», disse Hélia Correia ao JL (24 Mar. 1010), a propósito da publicação deste seu novo romance.

John Evett Millais - Ofélia [Elizabeth Siddal]
Óleo sobre tela, 1851-1852
Londres, Tate Gallery