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quarta-feira, 1 de março de 2023

Marcadores de livros - 2491

A pintura do primeiro, a contar da esq., é The Reader (ca1860) de Alfred Emile Stevens; a seguir, Afternoon Pastimes de Edward R. King; e por último, Grace Reading at Howth Bay de William Orpen.

Marcadores do mês de março destes calendários.
Da esq. para a dir.: A Lady Reading, de Eduardo-Leon Garrido (1856-1949); L'Arlésienne (1890) de Van Gogh; e The Day Dream (1880) de Dante Gabriel Rossetti.

As frases da esq. para a dir.:
«Ama o livro, ele ajudar-te-á a encontrar o teu caminho na confusão tempestuosa de pensamentos, sentimentos e eventos.»
Gorki

«As crianças contam histórias para adormecer - Os adultos para acordá-las.»
Jorge Bucay

«Constato que não há nada mais bonito do que ler.»
Jane Austen

Para Paula G.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Bacio - 40

Dante Gabriel Rossetti - Roman de la Rose, 1864
Londres, Tate

«O amor é aquilo que faz a viagem digna de ser percorrida.»
Franklin P. Jones

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A arte do retrato


Também do leilão da Christie's de que falei anteontem e que decorre amanhã , é este pastel de Dante Gabriel Rossetti que imortaliza a sua musa, Jane Morris .

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lá fora - 121 : Dias de Wilde


 Dante Gabriel Rossetti, Bocca Baciata, 1859, óleo sobre tela, Museum of Fine Arts, Boston.
John William Waterhouse ( 1849-1917 ), Santa Cecília, 1895, óleo sobre tela, 123,2x200,7cm, col.part.

O Aesthetic Movement do final da Inglaterra vitoriana está agora exposto em Paris, depois de ter estado no Victoria&Albert de Londres e antes de seguir para São Francisco. São 250 obras, contando-se entre estas 40 telas ( para além dos pintores supra, também Burne-Jones, Whistler, Frederick Leighton e outros ), 30 desenhos, esculturas, móveis, jóias e trajes. Acho que esta vai para a agenda de vários prosimetronistas...

- Beauté, morale et volupté dans l'Angleterre de Oscar Wilde, de 13 de Setembro a 15 de Janeiro de 2012, Musée d'Orsay, Paris. O catálogo é da Skira-Flammarion.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Marie Spartali Stillman


Rossetti - Marie Spartali Stillman, ca 1869

Marie Euphrosyne Spartali, mais tarde Stillman, nasceu em 10 de Março de 1844 e faleceu a 6 de mesmo mês de 1927. Inglesa, de origem grega, é considerada a maior representante feminina da pintura pré-rafaelita.
A seguir algumas obras desta pintora:


Madonna Pietra degli Scrovigni
Watercolour, gouache and gum arabic
Liverpool, Walker Art Gallery



A florentine lily, ca 1885-1890


Dante em Verona, 1888


The Enchanted Garden of Messer Ansaldo, 1889

Estava para colocar este quadro, o meu preferido - inspirado no Decameron, de Boccaccio, que conta a história do amor de Messer Ansaldo por Madonna Dianora, uma esposa virtuosa de outro homem -, nos Jardins. Sei que outros artistas se debruçaram sobre o mesmo tema. Ficará para mais tarde, novo post sobre o Jardim encantado. Para já este maravilhoso quadro fica aqui.
Através de um bruxedo, Ansaldo faz um jardim todo florido, em pleno Inverno, com vista a conquistar Dianora. Esta achava que ele não o conseguiria. Na cena representada, vê-se o ar triste de Dianora, pois esta nunca pensou que Ansaldo realizasse essa proeza.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Hino ao Amor - Estudos de Dante Gabriel Rossetti.

Tenho andado a ler umas coisas sobre os Pré-Rafaelitas. Já há uns tempos coloquei umas telas que vi na Tate Britain. o Luís e MR também já focaram este pintor e a sua amada Elizabeth Siddal. Um hino ao amor é como chamo este conjunto de desenhos de Dante Gabriel Rossetti. Sou grande admiradora de estudos, desenhos e obras inacabadas... julgo que se pode partilhar com o pintor algo de intimista.
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Self-Portrait. 1847. Pencil heightened with white on paper. National Portrait Gallery, London
Elizabeth Eleanor Siddal foi musa de John Everett Millais e modelo e aluna de Dante Rossetti. O amor por Siddal transparece em muitos desenhos/estudos de Rossetti e a sua relação com ela foi intensa. Elizabeth foi também pintora, poetisa e ilustradora tal como Rossetti com quem acabaria por casar em 1860. Morreu com 32 anos.

XXIX
Heart's Heaven

Sometimes she is a child within mine arms,
Cowering beneath dark wings that love must chase,--
With still tears showering and averted face,
Inexplicably fill'd with faint alarms:
And oft from mine own spirit's hurtling harms
I crave the refuge of her deep embrace,--
Against all ills the fortified strong place
And sweet reserve of sovereign counter-charms.

And Love, our light at night and shade at noon,
Lulls us to rest with songs, and turns away
All shafts of shelterless tumultuous day.
Like the moon's growth, his face gleams through his tune;
And as soft waters warble to the moon,
Our answering spirits chime one roundelay.
Dante Gabriel Rossetti

Elizabeth Siddall Plaiting her Hair Pencil on paper , Tate Collection
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Dante Gabriel Rossetti ‘Portrait of Elizabeth Siddal’ (pencil)

Estudo Siddal a pintar
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Estudo: Siddal a pintar


The Passing of Love

O God, forgive me that I ranged
My live into a dream of love!
Will tears of anguish never wash
The passion from my blood?

Love kept my heart in a song of joy,
My pulses quivered to the tune;
The coldest blasts of winter blew
Upon me like sweet airs in June.

Love floated on the mists of morn
And rested on the sunset’s rays;
He calmed the thunder of the storm
And lighted all my ways.

Elizabeth Siddal

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A year and a day


Dante Gabriel Rossetti - Retrato de Lizzie Siddal, 1865
Slow days have passed that make a year,
Slow hours that make a day,
Since I could take my first dear love
And kiss him the old way;
Yet the green leaves touch me on the cheek,
Dear Christ, this month of May.

I lie among the tall green grass
That bends above my head
And covers up my wasted face
And folds me in its bed
Tenderly and lovingly
Like grass above the dead.

Dim phantoms of an unknown ill
Float through my tired brain;
The unformed visions of my life
Pass by in ghostly train;
Some pause to touch me on the cheek,
Some scatter tears like rain.

A shadow falls along the grass
And lingers at my feet;
A new face lies between my hands –
Dear Christ, if I could weep
Tears to shut out the summer leaves
When this new face I greet.

Still it is but the memory
Of something I have seen
In the dreamy summer weather
When the green leaves come between:
The shadow of my dear love’s face –
So far and strange it seems.

The river ever running down
Between its grassy bed,
The voices of a thousand birds
That clang above my head,
Shall bring to me a sadder dream
When this sad dream is dead.

A silence falls upon my heart
And hushes all its pain.
I stretch my hands in the long grass
And fall to sleep again,
There to lie empty of all love
Like beaten corn of grain.

Elizabeth Siddal (1829-1862)

domingo, 11 de abril de 2010

Adoecer, novo livro de Hélia Correia



Biografia de Elizabeth Eleanor Sedall, musa de John Everett Millais e amante de Dante Gabriel Rossetti.
«Elizabeth Sedall é uma figura com quem vivo intimamente há muito tempo», disse Hélia Correia ao JL (24 Mar. 1010), a propósito da publicação deste seu novo romance.

John Evett Millais - Ofélia [Elizabeth Siddal]
Óleo sobre tela, 1851-1852
Londres, Tate Gallery

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dante Gabriel Rossetti no Tate Britain!

Um dos quadros que achei curiosos no Tate Britain foi: "A Anunciação" por causa da humanização que o pintor colocou em Maria: uma rapariga assustada e retraída pela notícia que lhe era anunciada.
Rossetti tem quadros mais bonitos mas escolhi este para juntar a um poema de Rainer Maria Rilke que assenta tão bem nesta pintura.

Dante Gabriel Rossetti, Ecce Ancilla Domini! (A Anunciação), 1849-50

Óleo sobre tela, 72,4 x 41,9 cm, Tate Britan

A Anunciação
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"Não foi por um Anjo ter entrado (faz essa ideia tua)
que ela se sobressaltou. Tão pouco como outras, quando
um raio de sol ou à noite a lua
nos seus quartos se vão instalando,
se sobressaltam, ela não tinha o hábito de se indignar
à vista da figura que um Anjo assumia;
ela mal sabia que este ali ficar
para os Anjos é laborioso. (Oh, se fosse possível saber
como ela era pura. Não foi uma cerva que, a salvo,
deitada na floresta, dela se apercebeu,
equivocando-se de tal modo que concebeu,
sem sequer ser coberta, o Licorne mais alvo
o animal feito de luz, o mais puro de conceber.)
Não por ele entrar, mas por Anjo inclinar
para ela, tã de perto, o rosto com que vinha anunciar,
tão jovem; e que de ambos o olhar se entrechocasse
quando um no outro se encontrasse,
como se em volta tudo vazio parecesse
e o que milhões de seres olhavam, faziam, suportavam,
nela se concentrasse: ela e ele apenas ali se encontravam;
Olhar e ser olhado, olhos e deleite para a vista
em mais nenhum lugar senão aquele: repara,
isso sobressalta. E o susto de ambos era coisa prevista,
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Então entoou o Anjo a sua melodia clara."
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Rainer Maria Rilke, A Vida de Maria, Lisboa: Portugália Editora, 2008, p. 41

domingo, 19 de julho de 2009

Musa pré-rafaelita

- Auto-retrato de Elizabeth Siddal, 1854.
- Cemitério de Highgate, Londres.
Elizabeth Siddal foi poeta, pintora e modelo, inserida no movimento Pré-Rafaelita, tendo servido como modelo para um dos mais famosos quadros de Millais, Ophelia, e retratada várias vezes pelo seu marido, Dante Gabriel Rossetti, e por outros pré-rafaelitas.
Em 1862, Elizabeth Siddal morreu de uma overdose de láudano, existindo dúvidas sobre se terá sido acidental ou suicídio. A verdade é que Rossetti ficou inconsolável, e fez enterrar com Elizabeth no cemitério de Highgate, os manuscritos de vários poemas seus, sem ter quaisquer cópias.
Sete anos depois, segundo uns para recuperar os poemas, e para outros para contemplar Elizabeth, Rossetti obteve autorização para exumar Elizabeth Siddal. E aqui começa um caso que deu que falar no Reino Unido e depois no resto da Europa: aberto o caixão, verificou-se que Elizabeth Siddal estava como no dia em que morrera sete anos antes, com a sua bela cabeleira ruiva, pele rosada, sem o mínimo traço de decomposição conforme atestaram várias testemunhas presentes, entre as quais um amigo de Rossetti, de seu nome Bram Stoker que se inspirou no caso para uma das personagens da sua imortal obra, tantas vezes levada ao palco e ao grande ecrã no século seguinte.

domingo, 8 de março de 2009

Uma mulher pintada por três homens


William Morris - Queen Guenevere ou La Belle Iseult
óleo sobre tela, 1858
Este retrato representa Jane Burden com quem William Morris viria a casar em 1859 e que inspirou outros pintores pre-rafaelistas, como Gabriel Rossetti e Edward Burne-Jones.

Um dia destes voltarei a William Morris.



Edward Burne-Jones - The green summer, 1868
Jane Burden segura as penas de pavão.



Gabriel Rossetti - The day dream
Óleo sobre tela, 1880