Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Edward Burne-Jones (1833–1898). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Edward Burne-Jones (1833–1898). Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de janeiro de 2016

Calouste S. Gulbenkian e o gosto inglês

Eugène Gaujean, segundo Edward Burne-Jones - Flama Vestalis. 1887
Água-forte sobre pergaminho.

«Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955), de origem arménia, nascido no Império Otomano, em Scutari, junto a Constantinopla, cedo estabeleceu relações duradouras com o Reino Unido. Em 1887, conclui a sua formação em engenharia e ciências aplicadas, no King’s College de Londres, cidade onde se casa com Nevarte Essayan, em 1892. Londres será também a cidade onde fixa residência, adquirindo uma das casas da família – o n.º 38 de Hyde Park Gardens –, que passa a habitar em 1899, lugar do nascimento, no ano seguinte, de sua filha Rita Sivarte. Em 1902, adquire a nacionalidade britânica. Londres foi também o lugar escolhido para a construção da igreja de St. Sarkis (1922), panteão da família, erigido em memória de seus pais. A partir da importante praça financeira londrina (tem escritórios na City, em St Helen’s Place), irá promover negócios a nível global e desenvolver uma rede de contactos com negociantes e especialistas de arte, muitos dos quais serão figuras-chave no aconselhamento das suas aquisições e no destino a dar às suas coleções. O ecletismo que caracteriza as suas múltiplas escolhas, percorrendo as produções artísticas de diferentes geografias e culturas, que o museu ilustra com grande clareza, encontra em Inglaterra o ambiente fértil e os interlocutores certos à construção de um gosto que é tanto singular como tem afinidades com importantes coleções de contemporâneos. Não será portanto de estranhar que, no aproximar dos anos da guerra (1939-1945), efetue empréstimos de longa duração de importantes núcleos das suas coleções a prestigiadas instituições britânicas, como o British Museum (arte egípcia, 1936-1950) e a National Gallery (pintura, 1937-1950). A exposição possibilita uma perspetiva sobre o colecionismo de Calouste Gulbenkian a partir dos anos passados em Londres, que correspondem à génese da coleção. Desenha-se um percurso de várias décadas de aquisições de arte inglesa ou «ao gosto inglês», através de obras que se encontram habitualmente em reserva, algumas delas inéditas, a que se associou Retrato de William Keppel, de Sir Joshua Reynolds, pintura oferecida por Calouste Gulbenkian ao Museu Nacional de Arte Antiga, em 1949, e agora amavelmente cedida por este museu. A importância do fundo documental que os Arquivos Gulbenkian encerram, assim como o acervo da biblioteca de documentação que Calouste Gulbenkian reuniu ao longo da sua vida, e que se encontra hoje à guarda da Biblioteca de Arte, são contributos fundamentais para continuar a desvendar um pouco mais das suas múltiplas facetas de colecionador.« (Do site da FCG)

William Morris - The works of Geoffrey Chaucer. Now newly imprinted. Edited by F. S. Ellis; des. Edward Burne-Jones; engraved on wood by W. H. Hooper. Middlesex: Kemscott Press, 1896

Gostei imenso desta exposição que pode ser vista na Gulbenkian até 28 de março. A Fundação Gulbenkian agora encerra à 3.ª feira.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Anarchy and Beauty: William Morris & his legacy


Na National Portrait Gallery, está patente uma exposição na qual pode avaliar o génio de William Morris.
Figura extremamente influente no século XIX e início do XX, William Morris foi um homem político que ajudou a popularizar a arte e o design. Um artesão talentoso e designer, contribuiu decisivamente em muitas disciplinas, particularmente na do têxtil, na do papel de parede e nas artes gráficas.
Este extenso olhar sobre o seu trabalho mostra, pela primeira vez, algumas raridades nas áreas dos retratos, livros, jóias e móveis, como o Socialist diary.
A exposição que pode ser vista até 11 de janeiro de 2015.


Ilustração de Edward Burne-Jones para a edição de The Earthly Paradise, com gravura em madeira de William Morris.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um quadro por dia



Desprezados por muitos críticos durante grande parte do século passado, os Pré-Rafaelitas têm estado muito bem cotados nas últimas décadas. Comprova esta tendência a venda, no passado dia 11 na Christie's de Londres, de Love among the ruins de Sir Edward Burne-Jones por 17,1 milhões de euros, após 15 minutos de guerra de licitações e a partir de uma estimativa prévia de 3,5 a 5,8 milhões.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Roseira Verde

Edward Burne-Jones, O príncipe entra no bosque (roseiral silvestre)

Museu de Arte de Ponce, Porto Rico


Roseira Verde

Tenho uma roseira verde
que dá rosas todo o ano.
A cada rosa que nasce
o meu rosto sofre dano.
No canto da minha cela
tenho uma roseira verde.

E sou eu próprio que rego
essa roseira mortal.
Nos passos da minha vida
ela sobe cresce cresce
da roseira é roseiral.

À medida que ela sobe
sou eu que me vou murchando.
Primeiro contava as rosas
de lindas rosas vermelhas
ia o meu corpo enfeitando.

Agora passo por elas
fujo ao seu aroma forte.
E se às vezes rio brinco
outras diviso entre as rosas
a própria face da morte.

Roseira Dona Roseira
não me contes os meus anos.
A cada rosa que nasce
brotam pétalas de esperança
murcham os meus desenganos.

Escrito em 1962. [Obrigada MR]

António Borges Coelho, no mar oceano. Lisboa: Editorial Caminho, 1981, p. 22.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Livros de Arte

O livro Art Noveau foi adquirido há pouco tempo. Arranjou-mo a Cláudia, da Livraria Lumière. Quando abri a encomenda alguém me disse: mas tu já tens um livro sobre Arte Nova. Sorri, não me lembrava (confesso). Ao folhear e comparar os dois livros observei que são diferentes, cada autor tem um olhar sobre aquilo que vê.
No livro recentemente adquirido, Robert Schmutzler foca a influência de William Blake nas ilustrações e pintura inglesas  (pp.42-58). A terceira imagem é um exemplo dessa ligação apresentada pelo autor. 
Robert Schmutzler não deu tanto relevo à pintura. 


William Blake, The Dream of Jacob (1808), p.47


Edward Burne-Jones, The Golden Stairs (1880), p.47


Reparem nos  índices dos dois respetivos livros:

Art Noveau  de Robert Schmutzler
The Phenomenon - Form and Structure of Art Noveau / Art Noveau Terms of Line and Volume / Body and Space.
Early Art Noveau - The Japanese Style / James McNeill Whistler / The Japanese Style from Rossetti to Beardsley / Edward William Godwin.
The Masters of Industrial Design  -  Henry Cole and the " Schools of Design" / Owen jones and The Grammar of Ornament / Christopher Dresser / Arthur Heygate Mackmurdo / Arts and Crafts.
The Influence of William Blake; 
Preliminaries to Art noveau en France
High and Late Art Noveau - Brussels:  Victor Horta / Henry van de Velde / Georges Minne / Fernand Khnopff.
Holland: Jan Toorop / Johan Thorn Prikker / Hendrik Petrus Berlage.
Paris and Nancy : Admiration of English Style in France / Émile Gallé / Hector Guimard / French Painting and Sculpture in Art Noveau / Late Art Noveau in France. 
London: Aubrey Beardsley / Charles Ricketts / Charles Annesley Voysey / Charles Robert Ashbee / Charles Harrison Townsend.
Germany, Scandinavia and Switzerland:   Preliminary Stages in Germany / The Munich Group / Scandinavia / Ferdinand Hodler and Ludwig von Hofmann / Mature and Late Jugendstil / From Jugendstil to Modern Trends.
Barcelona: Antoni Gaudí's Early Works / Lluís Domènech Montaner / Gaudí's Late Works.
Chicago : Sources of the Glasgow Style / Charles Rennie Mackintosch.
Vienna
The Significance of Art Noveau - Biological Romanticism / Abstract Dynamism / Art Noveau and  Its  Time. [acaba aqui a tábua de matérias]
Editado pela Thames and Hudson, p.224, 1978.

Arte Nova, A Utopia da Reconciliação de Klaus-Jürgen Sembach
Movimento - Os primeiros passos do modernismo.
Agitação -  A revolta das províncias : Bruxelas / Nancy / Barcelona / Munique / Veimar / Darmstadt / Glasgow / Helsínquia / Chicago.
Equilíbrio - Viena: a introdução do modernismo . [acaba aqui a tábua de matérias]
Editado pela Taschen, 240 p, 1993

Em suma, cada autor tem as suas escolhas e revela ao leitor aquilo que mais o surpreendeu. Não será assim em todos os domínios: artístico, histórico e científico...?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Parabéns à Casa Improvável!

Dado que hoje é o Dia das Musas e não sabendo qual assiste aos blogues, escolhi as da Música e da Poesia


Goya - Retrato da 10.ª Marquesa de Santa Cruz, como Musa Euterpe


Edward Burne-Jones - Erato, a musa da Poesia

«E os meses vão batendo à nossa porta
Sempre a fingir que são deuses diversos»
David Mourão-Ferreira (de «Os sinais»)

Com um abraço para c.a., no 1.º aniversário do seu blogue.

sábado, 12 de junho de 2010

Edward Burne-Jones em Roma


Vamos tentar ver os mosaicos que Edward Burne-Jones desenhou pzra a igreja San Paolo dentre le mura, construída em 1873.


IMAGEM:© Araldo de Luca/CORBIS
Mosaico do Coro

Se conseguirmos vê-los, o Jad colocará aqueles de que vamos à procura. Já os vimos, mas de noite, quando há dois anos ali fomos a dois concertos.

sábado, 22 de maio de 2010

"Flora" - Edward Burne-Jones, William Morris!

Os Pré-Rafaelitas William Morris e Edward Burne-Jones desenharam um tapete abordando o tema: "Flora". Na tapeçaria pode ler-se o poema de William Morris.

Tapete desenhado por William Morris e Edward Burne-Jones. 1885


Flora

I am the handmaid of the earth,
I broider fair her glorious gown,
And deck her on her days of mirth
With many a garland of renown.

And while Earth's little ones are fain
And play about the Mother's hem,
I scatter every gift I gain
From sun and wind to gladden them.

William Morris

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O espelho 12!

Sir Edward Burne-Jone, O Espelho de Vénus, 1875
x
Óleo sobre tela 120 x 200 cm, Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
x


Nota-se neste quadro pré-rafaelita a influência de Botticelli. Marcadamente simbolista o pintor inglês quis mostrar a importância da beleza ideal.
x
Maria Helena Soares Costa e Maria Luísa Sampaio – Pintura, Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian, 1998, pp. 226-231.

Sonnet 22

My glass shall not persuade me I an old,
So long as youth and thou are of one date,
But when in thee time's furrows I behold,
Then look I death my days should expiate.

For all that beauty that doth cover thee,
Is but the seemly raiment of my heart,
Which in thy breast doth live, as thine in me,
How can I then be elder than thou art?

O therefore love be of thyself so wary,
As I not for myself, but for the will,
Bearing thy heart which I will keep so chary
As tender nurse her babe from faring ill,

Presume not on thy heart when mine is slain,
Thou gav'st me thine not to give back again


William Shakespeare ; edición de Ramón García González http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/12048731998085961865624/p0000002.htm#I_26_

quarta-feira, 11 de março de 2009

La bella durmiente

O Museu do Prado apresenta, até 31 de Maio, a exposição La bella durmiente, constituída por dez pinturas e sete estudos da época victoriana, pertencentes à colecção do Museu de Arte de Ponce (Porto Rico).


Lord Leighton - Flaming June, 1895


Edward Burne-Jones - The last sleep of Arthur in Avalon, 1881-1898

domingo, 8 de março de 2009

Uma mulher pintada por três homens


William Morris - Queen Guenevere ou La Belle Iseult
óleo sobre tela, 1858
Este retrato representa Jane Burden com quem William Morris viria a casar em 1859 e que inspirou outros pintores pre-rafaelistas, como Gabriel Rossetti e Edward Burne-Jones.

Um dia destes voltarei a William Morris.



Edward Burne-Jones - The green summer, 1868
Jane Burden segura as penas de pavão.



Gabriel Rossetti - The day dream
Óleo sobre tela, 1880