Prosimetron
sábado, 19 de outubro de 2019
William Blake na Tate Britain
quinta-feira, 7 de março de 2019
Parabéns MR!

sábado, 17 de março de 2018
Marcadores de livros - 1003
domingo, 8 de junho de 2014
Blake
When I my grave have made,
Let winds and tempests beat:
Then down I'll lie, as cold as clay.
True love doth pass away.
William Blake, link.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O lírio
The modest Rose puts forth a thorn,
The humble sheep a threat'ning horn:
While the Lily white shall in love delight,
Nor a thorn nor a threat stain her beauty bright.
William Blake
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Livros de Arte
domingo, 14 de outubro de 2012
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Qual é o peso da luz? - Clarice Lispector

Tate Britain, Londres
Silêncio.
Se um dia Deus vier à terra haverá silêncio grande.
O silêncio é tal que nem o pensamento pensa.
O final foi bastante grandiloquente para a vossa necessidade? Morrendo ela virou ar. Ar enérgico? Não sei. Morreu em um instante. O instante é aquele átimo de tempo em que o pneu do carro correndo em alta velocidade toca no chão e depois não toca mais e depois toca de novo. Etc. , etc. No fundo ela não passara de uma caixinha de música meio desafinada.
Eu vos pergunto:
- Qual é o peso da luz?
Clarice Lispector, A Hora da Estrela, Lisboa: Relógio d’Água, 2002, p. 93
quinta-feira, 21 de abril de 2011
domingo, 28 de março de 2010
Da Alma...II
British Museum, LondonART. 111 - No desejo
Finalmente, os primeiros desejos que a alma deve ter tido quando se juntou ao corpo consistiam em receber as cousas que lhe eram úteis e em repelir as nocivas. E foi para conseguir esse mesmo resultado que os espíritos começaram desde então a mover todos os músculos e todos os órgãos dos sentidos das diferentes maneiras por que devem ser movidos. Por isso agora, quando a alma deseja alguma cousa, todo o corpo se torna mais ágil e mais disposto a mover-se do que quando nada deseja. E, quando além disso, acontece estar o corpo assim disposto, isso torna os desejos da alma mais fortes e mais ardentes.
Descartes, Discurso do Método. & As Paixões da Alma, Lisboa: Sá da Costa, 2008, p. 137.
Se o desejo é o que afirma Descartes, então, a minha alma deseja um bom Domingo e que o Sol se afirme de vez...
quarta-feira, 24 de março de 2010
"Jerusalem" e o despertar dos sentidos!

Jerusalem
And did those feet in ancient time
Walk upon England's mountains green?
And was the holy Lamb of God
On England's pleasant pastures seen?
And did the Countenance Divine
Shine forth upon our clouded hills?
And was Jerusalem builded here
Among these dark Satanic mills?
Bring me my bow of burning gold!
Bring me my arrows of desire!
Bring me my spear! O clouds unfold!
Bring me my chariot of fire!
I will not cease from mental fight,
Nor shall my sword sleep in my hand
Till we have built Jerusalem
In England's green and pleasant land.
William Blake retirei daqui
JERUSALEM - EMERSON, LAKE & PALMER
segunda-feira, 22 de março de 2010
The Genius of Shakespeare!
British Museum, London, England XIVNot from the stars do I my judgement pluck;
And yet methinks I have Astronomy,
But not to tell of good or evil luck,
Of plagues, of dearths, or seasons' quality;
Nor can I fortune to brief minutes tell,
Pointing to each his thunder, rain and wind,
Or say with princes if it shall go well
By oft predict that I in heaven find:
But from thine eyes my knowledge I derive,
And, constant stars, in them I read such art
As truth and beauty shall together thrive,
If from thyself, to store thou wouldst convert;
Or else of thee this I prognosticate:
Thy end is truth's and beauty's doom and date.
Retirei daqui
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Blake em Nova Iorque
Sober, steadfast, and demure,
...
With even step, and musing gait,
And looks commercing with the skies,
They rapt soul sitting in thine eye:
There held in holy passion still (lines 31–32, 38–41)
Mirth, illustration to Milton's L'Allegro

Pen and brush, black and gray ink, watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library
The Sun at His Eastern Gate from John Milton’s L’Allegro

Pen and brush, black and gray ink, and watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library
"Miltons L'Allegro and Il Penseroso
The Morgan preserves Blake's twelve watercolor designs for Milton's early poems L'Allegro and Il Penseroso that contrast the cheerful man with the melancholic, thoughtful one. Like the illustrations for the Book of Job, Blake created them on commission for Thomas Butts about 1816–20. The two series were separated in 1903 and not reunited until 1949, when they were acquired as the first purchase by the Morgan's newly formed Association of Fellows. Milton, along with Dante and the Bible, was one of Blake's great inspirations. Blake wrote a long and mystical poem, Milton, and executed several other series of illustrations for Milton's works. Each of the watercolors in this series is accompanied by Blake's transcription of the relevant portion of the poem as well as his notes on his design".
http://www.themorgan.org/collections/works/blake/work.asp?id=onDisplay&page=51
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O rio da Vida!
Pen and watercolour, 30.5 × 33.6 cm, Tate Gallery, London.Rio acima numa grande caminhada ao som de um Allegro, Adagio, Allegro.
Não sei o que simboliza para cada um esta pintura de Blake, nem nunca li nenhuma interpretação desta imagem, no entanto, para mim simboliza a alegria de viver.
JOHANN SEBASTIAN BACH Jean-Pierre Rampal Sonata Flute & Harpsichord BWV 1020
sábado, 6 de fevereiro de 2010
William Blake - Ah! Sun-Flower

Ah, Sun-flower! weary of time,
Who countest the steps of the Sun,
Seeking after that sweet golden clime
Where the traveller's journey is done:
Where the Youth pined away with desire
And the pale Virgin shrouded in snow
Arise from their graves, and aspire
Where my Sun-flower wishes to go.
William Blake, Songs of Innocence and Experience, in Songs of Experience, no. 14, published 1794
domingo, 27 de dezembro de 2009
Coisas do céu... 15
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Uma escolha de Miss Tolstoi

O ANJO
Tive um Sonho! Que adivinha?
Era eu virgem Rainha:
Guardada por Anjo amável:
Dor sem razão, inconsolável!
Eu chorava dia e noite,
Ele limpava-me as lágrimas,
Eu chorava noite e dia,
Dele o coração escondia.
Abriu asas e fugiu:
A manhã corou rosada:
Sequei o pranto & escudei
Meu medo em lanças de lei.
Em breve o Anjo voltou;
Veio em vão, eu estava armada:
Pois fugira a mocidade,
Cabelo branco me cobrira.
William Blake
Trad. Manuel Portela
Retirei esta «Escolha de Miss Tolstoi» de um comentário que ela fez à nossa nova vinheta.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A Rosa Doente
O Rose, thou art sick!The invisible worm
That flies in the night,
In the howling storm,
Has found out thy bed
Of crimson joy:
And his dark secret love
Does thy life destroy.
A Rosa Doente
xxxx
Ó Rosa, estás doente.
Numa noite terrível
Na uivante torrente,
Voa o verme invisível:
Encontrou o teu leito
De alegria menina:
Seu negro amor secreto
A vida te assassina.
(William Blake. Tradução de Diego Barreto Ivo)
xxxx
A Rosa Doente
Ó Rosa estás doente.
O verme invisível,
Que voa de noite
Na tormenta horrível:
descobriu-te a cama
Carmim garrida:
seu negro amor secreto
Destrói tua vida.
William Blake, Canções de Inocência e de Experiência, Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p. 82
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Flor - Blake!

Pardal Festo Festo
Em tão verdes folhas
A Flor em deleito
Vê-te um dardo lesto
Quer teu curto cesto
Junto do meu peito.
Pisco Giro Giro
Em tão verdes folhas
A Flor em deleito
Ouve o teu suspiro
Pisco Giro Giro
Junto do meu peito
William Blake, Canções de Inocência e de Experiência, Mostrando dois Estados Contrários da Alma Humana, Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p.26, (Trad. Jorge Vaz de Carvalho).
terça-feira, 10 de novembro de 2009
M.T. : Escolhas Pessoais I
Ultimamente tem-se falado frequentemente de Caim no blogue. Há uns dias atrás era de Adão e Eva. E, de vez em quando, William Blake passa por lá.
De que me lembrei? De Abel e Caim, e de Adão e Eva, desse pintor. Envio-lhos aqui com as respectivas legendas para o caso de querer publicar.
William Blake ilustrou (publicado em 1808) o Paraíso Perdido (Lost Paradise), de Milton. De entre as várias gravuras dedicadas a Adão e Eva, retirei estas duas:
William Blake - Satan with Adam and Eve
“Ah, par gentil, mal sabes o quão próximo
Estás de mudar, quando estes teus deleites
Sumirem e te derem à dor, dor
Que mais dói quanto mais goza o teu gosto.”
William Blake - Adam and Eve sleeping
"[...] pois ei-lo
De cócoras qual sapo, rente ao tímpano
De Eva, tacteando a negra arte os órgãos
Da sua fantasia, p'ra que neles
Forje a seu bel-prazer ilusões, sonhos,
Fantasmas, ou lhe infecte com veneno
Espíritos animais que o sangue puro
Solta quais gentis sopros de alvos rios,
E assim da proporção solte as ideias,
Molestas, vãs esperanças, alvos vãos,
Paixões sem breque de altas noções túrgicas
Gerando empáfia. [...]"
(John Milton - Paraíso perdido. Lisboa: Cotovia, 2006, p. 165 e 187
Trad. Daniel Jonas)
Este post é de Miss Tolstoi. Mais uma vez, só faço de Correio.














