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sábado, 19 de outubro de 2019

William Blake na Tate Britain

«The Ancient of Days» (1827), frontispício da edição de Europe: A Prophecy. Blake terminou esta obra poucos dias antes da sua morte.

William Blake é mais famoso por sua poesia, mas ele foi também um excelente pintor e gravador. De facto, ele criou algumas das imagens mais icónicas da história da arte britânica. A Tate Britain reúne mais de 300 obras deste pintor, algumas das quais foram muito pouco vistas, numa exposição patente até 2 de fevereiro de 2020.



quinta-feira, 7 de março de 2019

Parabéns MR!

Parabéns, MR!
Desejo que passe um dia muito feliz.


Édouard Vuillard, Girl in an Interior, c.1910,  Modern Tate


Estarei por aqui e lembrar-me-ei de si.
William Blake, Oberon, Titania and Puck with Fairies Dancing, c.1786, Modern Tate




sábado, 17 de março de 2018

Marcadores de livros - 1003

Dois marcadores, frente e reverso.


Para o Luís Barata.

No dia dos seus anos,
Herodes, p'ra aquietar o triste coração,
Convidou os vizinhos soberanos
E deu-lhes um festim de humilhar Salomão.
[...]

Eugénio de Castro

***

Acrescento no dia 4 jun. 2018:

Ah! Girassol

Ah, Girassol, pesado p'lo tempo
Segues o Sol a cada momento, 
Em busca desse ameno lugar
Onde a jornada se há-de findar:

Onde o Moço que ardeu de desejo
E a Virgem que amortalhou a neve
Se erguem das covas, no almejo
De ir aonde meu Girassol os leve.

William Blake - Cantigas da Inocência e da Experiência. Trad. Manuel Portela Lisboa: Antígona, 1944, p. 113

domingo, 8 de junho de 2014

Blake

Atribuído a William Blake, Alegoria da Paz
Coleção do Royal Institution of Cornwall


When I my grave have made,
Let winds and tempests beat:
Then down I'll lie, as cold as clay.
True love doth pass away.

 William Blake, link.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O lírio

Lírios de Louis Van Houtte

THE LILY

The modest Rose puts forth a thorn,
The humble sheep a threat'ning horn:
While the Lily white shall in love delight,
Nor a thorn nor a threat stain her beauty bright.

William Blake

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Livros de Arte

O livro Art Noveau foi adquirido há pouco tempo. Arranjou-mo a Cláudia, da Livraria Lumière. Quando abri a encomenda alguém me disse: mas tu já tens um livro sobre Arte Nova. Sorri, não me lembrava (confesso). Ao folhear e comparar os dois livros observei que são diferentes, cada autor tem um olhar sobre aquilo que vê.
No livro recentemente adquirido, Robert Schmutzler foca a influência de William Blake nas ilustrações e pintura inglesas  (pp.42-58). A terceira imagem é um exemplo dessa ligação apresentada pelo autor. 
Robert Schmutzler não deu tanto relevo à pintura. 


William Blake, The Dream of Jacob (1808), p.47


Edward Burne-Jones, The Golden Stairs (1880), p.47


Reparem nos  índices dos dois respetivos livros:

Art Noveau  de Robert Schmutzler
The Phenomenon - Form and Structure of Art Noveau / Art Noveau Terms of Line and Volume / Body and Space.
Early Art Noveau - The Japanese Style / James McNeill Whistler / The Japanese Style from Rossetti to Beardsley / Edward William Godwin.
The Masters of Industrial Design  -  Henry Cole and the " Schools of Design" / Owen jones and The Grammar of Ornament / Christopher Dresser / Arthur Heygate Mackmurdo / Arts and Crafts.
The Influence of William Blake; 
Preliminaries to Art noveau en France
High and Late Art Noveau - Brussels:  Victor Horta / Henry van de Velde / Georges Minne / Fernand Khnopff.
Holland: Jan Toorop / Johan Thorn Prikker / Hendrik Petrus Berlage.
Paris and Nancy : Admiration of English Style in France / Émile Gallé / Hector Guimard / French Painting and Sculpture in Art Noveau / Late Art Noveau in France. 
London: Aubrey Beardsley / Charles Ricketts / Charles Annesley Voysey / Charles Robert Ashbee / Charles Harrison Townsend.
Germany, Scandinavia and Switzerland:   Preliminary Stages in Germany / The Munich Group / Scandinavia / Ferdinand Hodler and Ludwig von Hofmann / Mature and Late Jugendstil / From Jugendstil to Modern Trends.
Barcelona: Antoni Gaudí's Early Works / Lluís Domènech Montaner / Gaudí's Late Works.
Chicago : Sources of the Glasgow Style / Charles Rennie Mackintosch.
Vienna
The Significance of Art Noveau - Biological Romanticism / Abstract Dynamism / Art Noveau and  Its  Time. [acaba aqui a tábua de matérias]
Editado pela Thames and Hudson, p.224, 1978.

Arte Nova, A Utopia da Reconciliação de Klaus-Jürgen Sembach
Movimento - Os primeiros passos do modernismo.
Agitação -  A revolta das províncias : Bruxelas / Nancy / Barcelona / Munique / Veimar / Darmstadt / Glasgow / Helsínquia / Chicago.
Equilíbrio - Viena: a introdução do modernismo . [acaba aqui a tábua de matérias]
Editado pela Taschen, 240 p, 1993

Em suma, cada autor tem as suas escolhas e revela ao leitor aquilo que mais o surpreendeu. Não será assim em todos os domínios: artístico, histórico e científico...?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Qual é o peso da luz? - Clarice Lispector

William Blake, A casa da morte, c.1790


Tate Britain, Londres


Silêncio.
Se um dia Deus vier à terra haverá silêncio grande.
O silêncio é tal que nem o pensamento pensa.
O final foi bastante grandiloquente para a vossa necessidade? Morrendo ela virou ar. Ar enérgico? Não sei. Morreu em um instante. O instante é aquele átimo de tempo em que o pneu do carro correndo em alta velocidade toca no chão e depois não toca mais e depois toca de novo. Etc. , etc. No fundo ela não passara de uma caixinha de música meio desafinada.
Eu vos pergunto:
- Qual é o peso da luz?

Clarice Lispector, A Hora da Estrela, Lisboa: Relógio d’Água, 2002, p. 93

domingo, 28 de março de 2010

Da Alma...II

The Reunion of the Soul & the Body, 1808

British Museum, London

ART. 111 - No desejo

Finalmente, os primeiros desejos que a alma deve ter tido quando se juntou ao corpo consistiam em receber as cousas que lhe eram úteis e em repelir as nocivas. E foi para conseguir esse mesmo resultado que os espíritos começaram desde então a mover todos os músculos e todos os órgãos dos sentidos das diferentes maneiras por que devem ser movidos. Por isso agora, quando a alma deseja alguma cousa, todo o corpo se torna mais ágil e mais disposto a mover-se do que quando nada deseja. E, quando além disso, acontece estar o corpo assim disposto, isso torna os desejos da alma mais fortes e mais ardentes.

Descartes, Discurso do Método. & As Paixões da Alma, Lisboa: Sá da Costa, 2008, p. 137.

Se o desejo é o que afirma Descartes, então, a minha alma deseja um bom Domingo e que o Sol se afirme de vez...

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Jerusalem" e o despertar dos sentidos!

Aproxima-se a Páscoa. Numa viagem pelos sentidos vim até aqui: Blake, a pintura e a palavra, Emerson, Lake & Palmer a música, ou seja a visão, a audição e o pensamento.
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Frontispiece to Milton: a Poem. A quote from Paradise Lost appears prominently beneath the figure of Milton.

Jerusalem


And did those feet in ancient time
Walk upon England's mountains green?
And was the holy Lamb of God
On England's pleasant pastures seen?

And did the Countenance Divine
Shine forth upon our clouded hills?
And was Jerusalem builded here
Among these dark Satanic mills?

Bring me my bow of burning gold!
Bring me my arrows of desire!
Bring me my spear! O clouds unfold!
Bring me my chariot of fire!

I will not cease from mental fight,
Nor shall my sword sleep in my hand
Till we have built Jerusalem
In England's green and pleasant land.

William Blake retirei daqui

JERUSALEM - EMERSON, LAKE & PALMER

segunda-feira, 22 de março de 2010

The Genius of Shakespeare!

William Blake, The Genius of Shakespeare

British Museum, London, England

XIV

Not from the stars do I my judgement pluck;
And yet methinks I have Astronomy,
But not to tell of good or evil luck,
Of plagues, of dearths, or seasons' quality;
Nor can I fortune to brief minutes tell,
Pointing to each his thunder, rain and wind,
Or say with princes if it shall go well
By oft predict that I in heaven find:
But from thine eyes my knowledge I derive,
And, constant stars, in them I read such art
As truth and beauty shall together thrive,
If from thyself, to store thou wouldst convert;
Or else of thee this I prognosticate:
Thy end is truth's and beauty's doom and date.

Retirei daqui

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Blake em Nova Iorque

Ilustrações de William Blake estiveram em exposição desde 11 de Setembro de 2009, a 3 de Janeiro de 2010, no Morgan Library & Museum, em Nova Iorque com o título:
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"A New Heaven Is Begun"
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Visitei-a virtualmente e fiz as seguintes escolhas:

William Blake, Melancholy, Illustration to Milton's “Il Penseroso” c. 1816-20

Watercolor, over traces of black chalk


John Milton: Il Penseroso (1645)
...


Come pensive nun, devout and pure,
Sober, steadfast, and demure,
...
With even step, and musing gait,
And looks commercing with the skies,
They rapt soul sitting in thine eye:
There held in holy passion still (lines 31–32, 38–41)



Mirth, illustration to Milton's L'Allegro


Pen and brush, black and gray ink, watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library

The Sun at His Eastern Gate from John Milton’s L’Allegro

Pen and brush, black and gray ink, and watercolor, 161 x 121 mm, The Pierpont Morgan Library

"Miltons L'Allegro and Il Penseroso

The Morgan preserves Blake's twelve watercolor designs for Milton's early poems L'Allegro and Il Penseroso that contrast the cheerful man with the melancholic, thoughtful one. Like the illustrations for the Book of Job, Blake created them on commission for Thomas Butts about 1816–20. The two series were separated in 1903 and not reunited until 1949, when they were acquired as the first purchase by the Morgan's newly formed Association of Fellows. Milton, along with Dante and the Bible, was one of Blake's great inspirations. Blake wrote a long and mystical poem, Milton, and executed several other series of illustrations for Milton's works. Each of the watercolors in this series is accompanied by Blake's transcription of the relevant portion of the poem as well as his notes on his design".

http://www.themorgan.org/collections/works/blake/work.asp?id=onDisplay&page=51

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O rio da Vida!

Wiliam Blake, The River of Life, c. 1805
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Pen and watercolour, 30.5 × 33.6 cm, Tate Gallery, London.

Rio acima numa grande caminhada ao som de um Allegro, Adagio, Allegro.

Não sei o que simboliza para cada um esta pintura de Blake, nem nunca li nenhuma interpretação desta imagem, no entanto, para mim simboliza a alegria de viver.


JOHANN SEBASTIAN BACH Jean-Pierre Rampal Sonata Flute & Harpsichord BWV 1020

sábado, 6 de fevereiro de 2010

William Blake - Ah! Sun-Flower



Ah! Sun-flower!

Ah, Sun-flower! weary of time,
Who countest the steps of the Sun,
Seeking after that sweet golden clime
Where the traveller's journey is done:

Where the Youth pined away with desire
And the pale Virgin shrouded in snow
Arise from their graves, and aspire
Where my Sun-flower wishes to go.


William Blake, Songs of Innocence and Experience, in Songs of Experience, no. 14, published 1794

domingo, 27 de dezembro de 2009

Coisas do céu... 15

Uma prenda de Natal para pensar nas coisas do céu e do inferno...
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Casamento do céu e do inferno.
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Assim que um novo céu começa, e passaram já trinta e três anos
desde o seu advento: o Inferno Eterno revive. E olhai!
Swedenborg é o Anjo sentado no túmulo; os seus escritos são as
roupas de linho dobradas. Agora é o reino de Edom, & o regresso de
Adão ao Paraíso; ver Isaías, Caps 34 & 35.
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Sem Contrários não há progressão. Atracção e Repulsão,
Razão e Energia, Amor e Ódio são necessários à existência Humana.
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Destes contrários nasce aquilo a que os religiosos chamam Bem
& Mal. Bem é o passivo que obedece à Razão. Mal é o activo
que nasce da Energia.
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Bem é o Céu. Mal é o Inferno.
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"O casamento do céu e do inferno", in William Blake 4 Visões Memoráveis, Lisboa: Antígona, 2006, p. 11 e 13, edição bilingue (tradução e notas Manuel Portela)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma escolha de Miss Tolstoi


O ANJO

Tive um Sonho! Que adivinha?
Era eu virgem Rainha:
Guardada por Anjo amável:
Dor sem razão, inconsolável!

Eu chorava dia e noite,
Ele limpava-me as lágrimas,
Eu chorava noite e dia,
Dele o coração escondia.

Abriu asas e fugiu:
A manhã corou rosada:
Sequei o pranto & escudei
Meu medo em lanças de lei.

Em breve o Anjo voltou;
Veio em vão, eu estava armada:
Pois fugira a mocidade,
Cabelo branco me cobrira.

William Blake
Trad. Manuel Portela

Retirei esta «Escolha de Miss Tolstoi» de um comentário que ela fez à nossa nova vinheta.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Rosa Doente

A polémica das traduções fez-me colocar A Rosa Doente na língua original e em duas versões. Qual será a melhor? Não consegui encontrar a tradução da edição que APS referiu.
O Rose, thou art sick!
The invisible worm
That flies in the night,
In the howling storm,

Has found out thy bed
Of crimson joy:
And his dark secret love
Does thy life destroy.
A Rosa Doente

xxxx

Ó Rosa, estás doente.
Numa noite terrível
Na uivante torrente,
Voa o verme invisível:

Encontrou o teu leito
De alegria menina:
Seu negro amor secreto
A vida te assassina.

(William Blake. Tradução de Diego Barreto Ivo)

xxxx

A Rosa Doente

Ó Rosa estás doente.
O verme invisível,
Que voa de noite
Na tormenta horrível:

descobriu-te a cama
Carmim garrida:
seu negro amor secreto
Destrói tua vida.

William Blake, Canções de Inocência e de Experiência, Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p. 82

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Flor - Blake!

Resolvi comprar este pequeno livro de Blake, só tinha uma edição inglesa, agora passo a ter em Português. O livro traz esta imagem.

A Flor

Pardal Festo Festo
Em tão verdes folhas
A Flor em deleito
Vê-te um dardo lesto
Quer teu curto cesto
Junto do meu peito.

Pisco Giro Giro
Em tão verdes folhas
A Flor em deleito
Ouve o teu suspiro
Pisco Giro Giro
Junto do meu peito

William Blake, Canções de Inocência e de Experiência, Mostrando dois Estados Contrários da Alma Humana, Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p.26, (Trad. Jorge Vaz de Carvalho).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

M.T. : Escolhas Pessoais I

William Blake : Eva chora Abel... enquanto Caim reconhece o seu erro!

Ultimamente tem-se falado frequentemente de Caim no blogue. Há uns dias atrás era de Adão e Eva. E, de vez em quando, William Blake passa por lá.
De que me lembrei? De Abel e Caim, e de Adão e Eva, desse pintor. Envio-lhos aqui com as respectivas legendas para o caso de querer publicar.

William Blake ilustrou (publicado em 1808) o Paraíso Perdido (Lost Paradise), de Milton. De entre as várias gravuras dedicadas a Adão e Eva, retirei estas duas:

William Blake - Satan with Adam and Eve

“Ah, par gentil, mal sabes o quão próximo
Estás de mudar, quando estes teus deleites
Sumirem e te derem à dor, dor
Que mais dói quanto mais goza o teu gosto.”

William Blake - Adam and Eve sleeping

"[...] pois ei-lo
De cócoras qual sapo, rente ao tímpano
De Eva, tacteando a negra arte os órgãos
Da sua fantasia, p'ra que neles
Forje a seu bel-prazer ilusões, sonhos,
Fantasmas, ou lhe infecte com veneno
Espíritos animais que o sangue puro
Solta quais gentis sopros de alvos rios,
E assim da proporção solte as ideias,
Molestas, vãs esperanças, alvos vãos,
Paixões sem breque de altas noções túrgicas
Gerando empáfia. [...]"


(John Milton - Paraíso perdido. Lisboa: Cotovia, 2006, p. 165 e 187
Trad. Daniel Jonas)

Este post é de Miss Tolstoi. Mais uma vez, só faço de Correio.