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sábado, 6 de janeiro de 2024
Bom Dia de Reis!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
Bom Dia de Reis!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Auto-retrato(s) - 194
domingo, 6 de janeiro de 2013
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Ao final da tarde... - 24 : John Denver
Preparando esta Noite de Reis, aqui fica um belo vídeo acompanhando da intepretação fantástica de The Little Drummer Boy por John Denver.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Frutas - 40

Eugène de Blaas (1843-1931) - Jeune fille aux grenades

William Bouguereau (1825-1905) - Orientale à la Grenade, 1875

Jean-Paul Saint (1842-1875) - Jeune femme au grenade
Porque hoje é dia de romãs. E este ano há-as maravilhosas.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Antecipando os Reis

Jacob Jordaens (1593-1678) - Fest des Bohnenkönigs, 1640-1645
Viena, Kunsthistorisches Museum

Jacob Jordaens (1593-1678) - The Bean King (The King drinks)
Óleo sobre tela, 1638
S. Petersburgo, Hermitage

David Teniers, o Jovem (1610 - 1690)- The King drinks
Óleo sobre tela, 1634-1640
Madrid, Museu do Prado

William Hone - The every day book. London: William Tegg, 1827, vol. 2
THE KING DRINKS!
The bean found out, and monarch crown'd,
He dubs a fool, and sends him round,
To raise the frolic when it’s low —
Himself commands the wine to flow.
Each watches for the king to quaff,
When, all at once, up springs the laugh;
They cry «The king drinks!» and away
They shout a long and loud huzza!
And when it’s ended comes the dance,
And—thus is Twelfth-night spent in France.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Ainda os Reis Magos...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Ainda os Reis

Desejando boa noite de Reis a todos (dado o adiantado da hora), aqui deixo as armas que tradicionalmente se atribuem aos próprios, nos armoriais medievais e naqueles que posteriormente recolheram o seu conteúdo.
Escolhi uma página da 1.ª edição, de 1483, da Crónica do Concílio de Constança, de Ulrich von Richental.
A heráldica, enquanto ciência, incide sobre determinados usos enquanto fenómenos históricos, sociais e culturais. Neste âmbito, a chamada heráldica imaginária, ou seja, a atribuição do uso de armas a personalidades meramente literárias ou míticas, a pessoas que viveram em tempos pré-heráldicos ou a outros que, manifestamente não fazendo uso de símbolos heráldicos, os viram atribuídos “oficiosamente”, tem um especial interesse e encanto, pelos laços passíveis de se estabelecer entre significante e significado, as mais das vezes desconhecidos e impossíveis de determinar na heráldica “real”.
Com variantes, que as houve, estes ordenamentos, baseados em estrelas, no conjunto estrela-crescente e num exotismo evidente (o uso da figura humana é excepcionalíssimo, a que acresce o carácter selvagem da mesma, por vezes com vestes artisticamente rasgadas ou ornando-se a flâmula com um dragão), são também um meio que a “Idade Média” tem de nos mostrar de que modo vivia a Epifania e o seu significado.

Repito agora um detalhe do quadro de Gregório Lopes, do MNAA. As armas aqui atribuídas aos Reis Magos são diferentes. Não garantindo os esmaltes, quer pelo suporte, quer pela qualidade da fotografia, a primeira bandeira apresenta uma águia bastante estilizada, que seria talvez de vermelho, sobre campo branco (ou amarelo? NB: em objectos vexilares, os metais são substituídos por estas duas cores); no segundo caso temos um cortado de verde e branco; no terceiro caso um leão, de estilo muito semelhante ao da águia, de vermelho, sobre campo hipoteticamente amarelo.
Diversa fonte, seguramente, a de Gregório Lopes, correspondendo a uma igualmente diversa visão dos reis magos, pelo menos simbolicamente menos exótica. Os banais leão e águia, conjugados com uma partição das mais simples, são mais representativos da transição entre a heráldica viva e a heráldica “de papel”.
Para os interessados, recomendo a leitura de um artigo do Dr. Pedro Sameiro, publicado na revista Armas e Troféus de 1995.
A Adoração mais estranha
Um quadro por dia - 36
Jan Steen, - A Festa dos Reis, 1668, óleo sobre tela, Museu Estatal de Kassel, Alemanha.Jan Steen, que sei não ser só da minha preferência, volta a estas páginas. O grande pintor tem ainda outra tela dedicada ao tema de hoje ( chama-se La fête de la nuit des rois ) e até gosto mais dessa mas não consegui encontrá-la na internet, talvez porque está numa colecção particular. Se alguém a arranjar, agradeço.
Para servirem o vosso Bolo-rei...
A terceira genuflexão
Horas de Nossa Senhora , Paris, 1500 [i. é 1501], p.72.
A representação da adoração pelos Magos antecede, ilustrando-a, a liturgia rezada em louvor da Virgem na hora de sexta. É mais um tema complementar da Natividade simbolizando a terceira genuflexão, a dos Magos, transformados pelos comentadores em “Reis”, que se ajoelham perante o Rei dos Reis. É uma homenagem ao Menino como Homem (mirra), como Rei (ouro) e como Deus (incenso). Esta adoração é uma peculiaridade do evangelho de Mateus [2,1-12].
Na entrada do estábulo encontra-se a Virgem, em majestade, com o Menino no regaço, tendo atrás de si José, de pé, com o chapéu na mão, em atitude de respeito. Ao lado da Sagrada Família afloram ainda a cabeça da vaca e do burro. Dentro da cerca que delimita o estábulo encontram-se os Magos que vão fazendo, gradualmente, a jenuflexão perante o Menino nu. A tradição posterior vai transformar estes Magos em Reis, dar-lhes nomes – Gaspar, Belchior/Melchior e Baltazar – e fixar o seu número em três, no que já é seguido nesta representação . O primeiro Mago, encontra-se de joelhos (na forma bizantina, os dois joelhos por terra), de cabeça descoberta, preparando-se, segundo a tradição, para beijar o pé direito do Menino, pé esse que se encontra amparado pela mão esquerda da Virgem. Perante o Menino, no chão, encontra-se o presente que lhe foi oferecido, que pela sua forma indicia ser o que transportava a Mirra. Os outros dois Magos mantêm ainda o chapéu, ornado de uma coroa, e os presentes na mão: incenso o da direita e ouro o da esquerda. O semblante de cada um dos Magos é diferente para permitir representar as três idades da humanidade: a juventude; a maturidade; e a velhice. A gravura deixa ainda observar todo o séquito dos Magos reis, que curiosamente não monta camelos mas sim cavalos.
O enquadramento gótico que envolve a gravura sustenta, ao centro, a estrela de seis pontas que guiou os Magos até Belém. As duas colunas são encimadas por profetas que podem simbolizar: Isaías, que profetizou a glória da nova Jerusalém [Is 60, 6]; e Miqueias, que profetizou o lugar onde o Messias nasceria [Miq. 5,1; Mt 2, 5-6].
Rezar em português, Lisboa, 2009, p. 79-81 (o livro será apresentado na Biblioteca Nacional de Lisboa, na terça-feira, dia 19).
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Termino o dia mais rico - III

Afinal os Magos que foram avisados do nascimento de Jesus, graças a uma estrela que os guiou, só foram baptizados com os nomes de Gaspar, Melchior (=Belchior) e Baltazar no século IX, no Liber Pontificalis de Andreas Agnellus de Ravenna.
Gaston Duchet-Suchaux & Michel Pastoureau, La Bible et les saints, Paris, Flammarion, p. 224-225
Na Biblía, Mateus, II.1-2
Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Noite de Reis
Aqui ficam os meus votos de uma boa-noite. Neste mês de Janeiro está por estes lados muito nevoeiro e pouco Sol.
Os Santos Reis

Grão Vasco - «Adoração dos Reis Magos»
óleo sobre madeira, 1501-1506
Viseu, Museu Grão Vasco
A noite é fria. A lua é fria. A aragem corta.
Gelam os poços...
Plo silêncio fundo
Calaram-se os ganhões, de porta em porta,
Cantando, ensamarrados, as Janeiras.
Os campos amortalham-se em geada.
Não sei o que será das sementeiras
Com essa peneirinha arrenegada!
Quem são os três cavaleiros
que fazem sombra no mar?
Quem são, quem é que procuram
de noite e dia a trotar?
São os três reis do Oriente,
juntaram-se em romaria.
Andam a ver o Menino,
filho da Virgem Maria
E a noite é só...
Num ar de maravilha
O círculo da lua amaciou-se.
Entre os piornos a geada brilha
com um fulgor mais doce.
E a terra dorme...
Sob céus pasmados,
florescem descampados,
a aragem, enternece-a um bafo morno.
Um grande alvor dos longes se apodera.
Toda a paisagem de Janeiro em torno
se alarga, se alumia, em Primavera!
ANTÓNIO SARDINHA
Bom dia de Reis, a todos! E não se esqueçam do Bolo Rei, já aqui tratado há dias pelo MLV.










