Prosimetron
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Boa noite!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
Boa noite!
sábado, 1 de julho de 2023
O «Tesouro dos remédios da alma» - 53
terça-feira, 6 de junho de 2023
quinta-feira, 16 de abril de 2020
Rubem Fonseca (1925-2020)
quarta-feira, 22 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
Parabéns, Chico!
terça-feira, 22 de maio de 2018
Parabéns, Germano Almeida!
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Parabéns, Manuel Alegre!
Teu canto e tu são nossa tromba de água
sílaba longa sílaba breve
são nosso fogo de santelmo e consoantes
nosso mapa tecido a azul e mágoa
salso argento lenho leve
haverá sempre em nós um nunca dantes
amar e mar e nunca ter senão
Babilónia Sião rios que vão.
Manuel Alegre
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Parabéns, Hélia Correia!
sábado, 31 de maio de 2014
O Amor aos Sessenta
Isto que é o amor (como se o amor não fosse
esperar o relâmpago clarear o degredo):
ir-se por tempo abaixo como grama em colina,
preso a cada torrão de minuto e desejo.
Ser contigo, não sendo como as fases da lua,
como os ciclos de chuva ou a alternância dos ventos,
mas como numa rosa as pétalas fechadas,
como os olhos e as pálpebras ou a sombra dos remos
contra o casco do barco que se vai, sem avanço
e sem pressa de ausência, entre o mito e o beijo.
Ser assim quase eterno como o sonho e a roda
que se fecha no espaço deste sol às estrelas
e amar-te, sabendo que a velhice descobre
a mais bela beleza no teu rosto de jovem.
Alberto da Costa e Silva
Prémio Camões 2014
terça-feira, 28 de maio de 2013
Mia Couto
TRISTEZA
não é a do lavrador sem terra.
é a do astrónomo cego.
sábado, 14 de maio de 2011
O Têpluquê
http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/portal.pl?pag=sol_la_fichaLivro&id=613
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A um Jovem Poeta, Manuel António Pina
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina, in Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, daqui
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Arménio Vieira

Lisboa: Caminho, 2001

Lisboa: Vega, 2004
Estes são os únicos livros de Arménio Vieira, escritor cabo-verdiano, galardoado com o Prémio Camões, disponíveis no mercado português. Espero que o prémio lhe divulgue a obra.
QUIPROQUÓ
Há uma torneira sempre a dar horas
há um relógio a pingar no lavabos
há um candelabro que morde na isca
há um descalabro de peixe no tecto.
Há um boticário pronto para a guerra
há um soldado vendendo remédios
há um veneno (tão mau) que não mata
há um antídoto para o suicídio de um poeta.
Senhor, Senhor, que digo eu (?)
que ando vestido pelo avesso
e furto chapéu e roubo sapatos
e sigo descalço e vou descoberto.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1384638
terça-feira, 22 de julho de 2008
António Lobo Antunes recebe Prémio Camões
O escritor António Lobo Antunes vai receber o Prémio Camões na próxima sexta-feira, dia 25, às 18h30, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos. O Prémio, o mais importante para autores de língua portuguesa, atribuído ao romancista em Março de 2007, pelo conjunto da sua obra, vai ser entregue no âmbito da Cimeira da CPLP pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Instituído em 1988, pelos governos de Portugal e do Brasil, o Prémio Camões é anualmente outorgado a autores cuja obra contribua para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
O júri da 19ª edição do Prémio, constituído por Fernando J.B. Martinho e Maria de Fátima Marinho (Portugal), Letícia Malard e Domicio Proença Filho (Brasil), João Melo (Angola) e Francisco Noa (Moçambique), justificou, na altura, a distinção a Lobo Antunes pela "mestria em lidar com a língua portuguesa, aliada à mestria em descortinar os recessos mais inconfessáveis do ser humano, transformando-o num exemplo de autor lúcido e crítico da actualidade literária".
Recorde-se que toda a obra de António Lobo Antunes está editada na Dom Quixote que, este ano, publicará o seu novo romance O Arquipélago da Insónia.

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