Foto Maria.
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domingo, 19 de outubro de 2025
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Marcadores de livros - 311
Já em tempos coloquei alguns marcadores desta coleção. Estes vieram com um presente de Natal. Agradeço a quem mos enviou. :)
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
Leituras no Metro - 167
Há uns dias comprei este livro de Manuel António Pina, ilustrado por Joana Quental, numa daquelas vendas de livros no Metro. Li-o em duas viagens e já mudou de mãos.
Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2005
Basta imaginar
Basta imaginar
um pássaro para o aprisionar,
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar.
domingo, 1 de junho de 2014
Feira do Livro
Ler um livro adoça a mente.
Feira do Livro de Coimbra
Livro infantil de Manuel António Pina para o Dia Mundial da Criança.
Ilustrações de Pedro Proença
terça-feira, 25 de junho de 2013
Prémio para Agualusa
Foi com este A Rainha dos Estapafúrdios que José Eduardo Agualusa, que contou com as belas ilustrações da Danuta Wojciechowska, ganhou a primeira edição do Prémio Manuel António Pina, destinado a obras da literatura para a infância e juventude. É uma edição da D.Quixote.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
morte anunciada
Ainda em estado de choque para descrever o que esta morte anunciada, antes de um tempo plausível, me fez sentir...
A minha homenagem:
«Resposta
Algo mais elementar que o espaço e o tempo,
e a escuridão luminosa do Areopagita,
uma hipótese ilegível, antes do pensamento,
uma sílaba só de uma palavra não dita,
sem sentido e sem finalidade, apenas uma ocasião,
como um olho único e cego que vê
do fundo da sepultura da razão,
vaste comme la nuit et comme la clarté.
Um sonho
de uma sombra de quê?»
Manuel António Pina, Os Livros. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003, p. 13.
A minha homenagem:
«Resposta
Algo mais elementar que o espaço e o tempo,
e a escuridão luminosa do Areopagita,
uma hipótese ilegível, antes do pensamento,
uma sílaba só de uma palavra não dita,
sem sentido e sem finalidade, apenas uma ocasião,
como um olho único e cego que vê
do fundo da sepultura da razão,
vaste comme la nuit et comme la clarté.
Um sonho
de uma sombra de quê?»
Manuel António Pina, Os Livros. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003, p. 13.
Manuel António Pina
Passou-se um fim de tarde a falar nele.
É bom ser recordado!
Partiu para a sua Ilha de Orféu.
Amor como em CasaRegresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
É bom ser recordado!
Partiu para a sua Ilha de Orféu.
Amor como em CasaRegresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
sábado, 10 de dezembro de 2011
"Resposta"
LIVRO PRIMEIRO
Resposta
Algo mais elementar que o espaço e o tempo,
e a escuridão luminosa do Areopagita,
uma hipótese ilegível, antes do pensamento,
uma sílaba só de uma palavra não dita,
Algo mais elementar que o espaço e o tempo,
e a escuridão luminosa do Areopagita,
uma hipótese ilegível, antes do pensamento,
uma sílaba só de uma palavra não dita,
sem sentido e sem finalidade, apenas uma ocasião,
como um olho único e cego que vê
do fundo da sepultura da razão,
vaste comme la nuit et comme la clarté.
Um sonho
de uma sombra de quê?
como um olho único e cego que vê
do fundo da sepultura da razão,
vaste comme la nuit et comme la clarté.
Um sonho
de uma sombra de quê?
Manuel António Pina, Os Livros, Lisboa:Assírio & Alvim, 2003, p.13.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Poemas - 51
M., a última palavra
Entre restos de vida passada
refugiava-se o coração de cada um de nós no seu covil,
uma gota de sangue, pequeno vitral de reflexos coloridos,
na orelha de M., a pistola no chão perto da mão, ainda quente a pistola.
O que quer que tivesse acontecido
fora em sítios inacessíveis às notícias dos jornais
e aos flashes das máquinas fotográficas
voando agora como aves cegas à sua volta.
Um grande mutismo cobrira tudo
gelando os nossos passos e o que disséssemos
ainda antes do pronunciado;
percebia-se, de quem sempre quis ter a última palavra.
Não se percebia era a falta de uma explicação ou de um sinal
( ao menos um sinal justificar-se-ia dadas as circunstâncias),
apenas um botão do casaco mal abotoado,
provavelmente sugerindo alguma impaciência.
-Manuel António Pina ( 1943-)
Um inédito publicado no PÚBLICO de 9 de Abril de 2011.
Entre restos de vida passada
refugiava-se o coração de cada um de nós no seu covil,
uma gota de sangue, pequeno vitral de reflexos coloridos,
na orelha de M., a pistola no chão perto da mão, ainda quente a pistola.
O que quer que tivesse acontecido
fora em sítios inacessíveis às notícias dos jornais
e aos flashes das máquinas fotográficas
voando agora como aves cegas à sua volta.
Um grande mutismo cobrira tudo
gelando os nossos passos e o que disséssemos
ainda antes do pronunciado;
percebia-se, de quem sempre quis ter a última palavra.
Não se percebia era a falta de uma explicação ou de um sinal
( ao menos um sinal justificar-se-ia dadas as circunstâncias),
apenas um botão do casaco mal abotoado,
provavelmente sugerindo alguma impaciência.
-Manuel António Pina ( 1943-)
Um inédito publicado no PÚBLICO de 9 de Abril de 2011.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Citações - 173 : Ainda Manuel António Pina
( Foto de Francisco Fortunato )
A poesia é feita e desfeita da volúvel matéria das palavras, dos seus murmúrios, dos seus sentidos, dos seus tantas vezes misteriosos propósitos. E das raízes das palavras no mundo onde desgarradamente se prende a solidão no mundo, do formidável poder das palavras não apenas de nomear mas de fazer o mundo.
Hoje sou menos ambicioso, já não escrevo poesia para mudar o mundo mas tão-só para evitar que o mundo me mude a mim. No entanto, como pode alguém proteger-se do mundo ( nem de uma constipação, quanto mais do mundo! ) atrás de uns livros de versos?
- Manuel António Pina, Fevereiro de 2006 em entrevista à VISÃO.
A poesia é feita e desfeita da volúvel matéria das palavras, dos seus murmúrios, dos seus sentidos, dos seus tantas vezes misteriosos propósitos. E das raízes das palavras no mundo onde desgarradamente se prende a solidão no mundo, do formidável poder das palavras não apenas de nomear mas de fazer o mundo.
Hoje sou menos ambicioso, já não escrevo poesia para mudar o mundo mas tão-só para evitar que o mundo me mude a mim. No entanto, como pode alguém proteger-se do mundo ( nem de uma constipação, quanto mais do mundo! ) atrás de uns livros de versos?
- Manuel António Pina, Fevereiro de 2006 em entrevista à VISÃO.
sábado, 14 de maio de 2011
O Têpluquê
O Têpluquê e outras histórias. 2.ª ed. aumentada. Porto: Afrontamento, 1995
Il. de José de Guimarães.
O Têpluquê e outras histórias. [Outra ed.]. Lisboa: Assírio & Alvim, 2006
Il. de Bárbara Assis Pacheco.
http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/portal.pl?pag=sol_la_fichaLivro&id=613
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A um Jovem Poeta, Manuel António Pina
A um Jovem Poeta
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina, in Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, daqui
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina, in Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, daqui
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Poemas - 6
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Poesia e Livros: Manuel António Pina.
Giuseppe Arcimboldo (1527 -1593), o Bibliotecário
“THE HOUSE OF LIFE”Como Rossetti resgatando a dádiva de amor
verso a verso ao corrupto corpo
dee Elizabeth Eleanor, o escritor
é um ladrão de túmulos. E é um morto
dormindo um sonho alheio, o do livro,
que a si mesmo se sonha digerindo
sua carne e seu sangue e dirigindo
a sua mão e o seu livre arbítrio.
Quem construiu a sua casa? Quem semeou
a sua vida, quem a colherá?
Nem a sua morte lhe pertence, roubou-a
a outro e outro lha roubará.
Toma, come, leitor: este é o seu corpo,
a inabitada casa do livro,
também tu estás, como ele, morto,
e também não fazes sentido.
Manuel António Pina (1943), Os Livros in Poemário: Lisboa, Assírio & Alvim, 2009
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Amanhã Ezra Pound
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