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sábado, 22 de abril de 2023

Boa noite!

Imprimir! A Europa de Gutenberg!


Em meados do século XV, toda a Europa descobre uma técnica de reprodução dos livros que vai revolucionar a sua difusão e modificar o acesso ao saber: a tipografia. A BnF traça a história da evolução  da tipografia e os segredos do seu sucesso. 
A exposição, que está patente na Biblioteca Nacional de França até 16 de julho, apresenta, pela primeira vez numa mesma expo, os seguintes tesouros das suas coleções: Bois Protat (final do século XIV ou início do XV), a mais antiga madeira gravada ocidental conhecida; o Jikji (Coreia, 1377), a obra mais antiga do mundo impressa a partir de caracteres tipográficos metálicos; e a Bíblia de Gutenberg (Alemanha, ca 1455), o primeiro grande impresso tipográfico europeu.
Ler mais aqui.

terça-feira, 9 de março de 2021

Para a Helga no seu desaniversário!

Sim, nos anos comuns temos 364 dias em que festejamos o nosso desaniversário e apenas um para o nosso aniversário. Quando os amigos não nos oferecem uma prenda no dia do aniversário é sempre possível faze-lo nos outros dias do desaniversário... e eu tenho andado preguiçoso, mesmo muito preguiçoso. Efeitos da época coVid!

Cada vez que se abre um livro é possível encontrar surpresas que não se adivinhavam e que vão muito além daquelas que se intuíam encontrar.

Arrumando livros  - tarefa bastante demorada porque aproveito para os rever ou reler - para além de tentar fazer um índice dos mesmos (não, não é uma catalogação é apenas um inventário, e indicações da nova arrumação, porque a idade não perdoa) vou lembrando o que a memória vai esquecendo, e até porque a memória está ficando em farrapos.

Tenho estado, nestes dias, a deliciar-me com a Historia de la vida del muy religioso Varon Fray Luys de Montoya, impresso «en casa de Antonio Aluarez», sem mais indicações, mas certamente em Lisboa, onde António Álvares trabalhou, durante o século XVI, a partir de 1586. A licença que autoriza a impressão está datada de 9 de Dezembro de 1588. Portanto, embora o livro possa ainda ter voltado à "verificação" por causa de uns acrescentos de milagres, deve ter ficado impresso em 1589. Assim o classifiquei.

Na parte final, existem três páginas ocupadas com ilustrações afim de completar as três últimas páginas que se encontravam em branco, preenchendo, deste modo, todas as páginas do caderno «O». E é nestas páginas de ilustrações avulso, aproveitadas de outras obras... de outras oficinas passadas que detetámos uma joia que não esperávamos.

Aqui está a folha correspondente a [111 verso].


E neste momento quase todos perguntam: mas o que é que tem de extraordinário a gravura de Nossa Senhora?
É que esta mesma gravura de Nossa Senhora já se tinha cruzado nos meus estudos, em 1995. Então estava mais completa e com outro enquadramento ao qual foi desmembrado ou separado (com engenho). 
A gravura tinha sido utilizada em 1495 ou 1496, por Valentim de Morávia, em Lisboa, quando fez a impressão do Regimento proueytoso contra ha pestenença. 


tamanho um pouco reduzido


Por onde terá a gravura andado nesse período que vai de 1495 a 1588? Quando foi separada do seu bloco original? São mistérios que talvez um dia encontrem resposta. Já as tarjas são outra história...!

Esta postagem foi escrita, com amizade, lembrando o dia 28 de fevereiro, e evocando o aniversário de HMJ.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Marcadores de livros - 1422

 
Versos e reversos de dois marcadores da livraria Orell Füssli (Zurique).

Orell Füssli foi a primeira tipografia de Zurique e foi fundada em 1519 (faz este ano 500 anos) por Christoph Froschauer. Na sua tipografia foram impressas obras de Erasmo, de Lutero e de Zwingli. Entre 1520 e 1564, saíram dos seus quatro prelos cerca de 700 títulos correspondendo a quase um milhão de exemplares. O papel usado era produzido pela fábrica de papel de Limmat, também operado por Froschauer. Quando este faleceu, a loja passou para o seu sobrinho Christoph Froschauer, o Jovem (1532-1585).
Esta tipografia também imprimiu as notas do Banco Suíço até 1911.
No final do século XVIII, a sua livraria em Zurique era muito conhecida e procurada.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Marcadores de livros - 1371


Quatro marcadores da Imprenta Municipal de Madrid. Em cima os versos. Os dois primeiros têm o mesmo reverso, que se mostra em baixo:



sábado, 17 de novembro de 2018

Tipografia Identidade Teatralidade


Inauguração da exposição e lançamento de publicação de Jorge dos Reis Tipografia Identidade Teatralidade, a prática permanente do desenho enquanto instrumento de trabalho no projeto de design gráfico e tipográfico para o Teatro Municipal Joaquim Benite Companhia de Teatro de Almada 2017–2018. A exposição abre hoje no Centro de Arte e Imagem, Galeria do Instituto Politécnico de Tomar e pode ser visitada até 6 de janeiro de 2019.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Manual Prático do Tipógrafo

Foto Pedro Amado / Público

«O Clube dos Tipos e a Tipografia Dias preparam-se para lançar o Manual Prático do Tipógrafo, impresso integralmente com esta técnica tradicional. Uma forma de "criar paixão" por esta arte.
«Joana Monteiro não vê as letras como letras. Talvez por defeito da profissão, a designer gráfica observa-as como formas, gaba-lhes o desenho. “Tenho letras preferidas: o R, o A.” “Em caixa alta ou caixa baixa?”, pergunta a jornalista, apropriando-se da gíria do jornal — algo perfeitamente compreensível para a interlocutora, ou não trabalhasse ela com tipografia tradicional, berço destas e de outras nomeadas. “Caixa alta.” Maiúscula, isto é. 
«Será, certamente, apenas uma das muitas expressões de outrora presentes no Manual Prático do Tipógrafo que o coimbrão Clube dos Tipos, de Joana Monteiro, e a alfacinha Tipografia Dias se preparam para lançar. Será um livro para ser usado no contexto dos “workshops” de tipografia que as duas oficinas promovem regularmente, adaptando as lições aos dias de hoje. Aí, os aprendizes têm contacto, pela primeira vez, com os tipos, os caracteres, as máquinas, a impressão, a toda uma herança de Gutenberg. “Queremos criar paixão pela técnica, descrever os instrumentos que são usados, dar dicas que facilitem o trabalho de composição”, conta Joana, que promove estas iniciativas em articulação com a Tipografia Damasceno, que mantém esta actividade tradicional desde 1969. 
«É lá, aliás, com a perícia de Rui Damasceno que está a ser impresso o Manual. “A nossa missão”, conta a designer de 39 anos, “também é construir um livro todo do princípio ao fim em tipografia tradicional”. O que também traz percalços, como quando, a dada altura, se aperceberam que não existiam tipos suficientes de determinada família. Foi preciso ir a outra gráfica antiga de Coimbra pedir uma caixa. 
«“O objecto está a dar-nos imenso gozo. Acho que vamos conseguir criar algo que tem uma função didáctica e que também é muito bonito.” Avisa-se já que não vai estar à venda: será apenas para ser usado nestes novas oficinas de tipografia. O que Joana está a equacionar é uma campanha contra o “universo capitalista”: em troca de manual antigo de tipografia, uma ilustração, uma fotografia ou um qualquer outro objecto interessante, dá o manual. Serão feitos mil exemplares com a chancela Editora dos Tipos, criada especificamente para o efeito.

Tipografia: um contraponto à internet 
«O Clube dos Tipos foi criado em 2013 em Coimbra por Joana Monteiro e Paul Hardman, que entretanto se afastou. Dedica-se a projectos comerciais e de autor, promovendo também oficinas de tipografia e outras actividades educativas à volta desta arte tradicional, sempre em colaboração com a cúmplice Tipografia Damasceno. A próxima oficina é já a 23 de Abril. Tem corrido bem, diz Joana: “A verdade é que há muitas pessoas a querer voltar para a tipografia e a querer experimentar, em contraponto com o ‘boom’ da internet.” Talvez por isso tenham aparecido outros projectos de cariz semelhante, como a supracitada Tipografia Dias e a Quadratim Letterpress, em Setúbal. 
«A designer não prescinde do computador (“é mais uma ferramenta”), mas reconhece que há um certo encanto pela tipografia tradicional. “O fascínio das pessoas também vem de descobrir o porquê das coisas. De onde vêm determinadas palavras, por exemplo.” Como... caixa alta e caixa baixa.»

Amanda Ribeiro
(Público, Lisboa, 5 abr. 2016)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Marcadores de livros - 345

Cinco marcadores do atelier Artes e Letras.
Espreitar aqui: http://www.arteseletras.com.pt/pages.php?page=atelier