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terça-feira, 28 de maio de 2024

sábado, 27 de maio de 2023

Jacarandás em Lisboa - 4

Lisboa, Rua do Século, maio 2023.
Lisboa, Telheiras, maio 2023.

Fotos Maria. Castelo Branco, 18 maio 2023.
Pássaro na calçada característico do bordado de Castelo Branco.
Foto Maria. Castelo Branco, 18 maio 2023.

terça-feira, 9 de março de 2021

Para a Helga no seu desaniversário!

Sim, nos anos comuns temos 364 dias em que festejamos o nosso desaniversário e apenas um para o nosso aniversário. Quando os amigos não nos oferecem uma prenda no dia do aniversário é sempre possível faze-lo nos outros dias do desaniversário... e eu tenho andado preguiçoso, mesmo muito preguiçoso. Efeitos da época coVid!

Cada vez que se abre um livro é possível encontrar surpresas que não se adivinhavam e que vão muito além daquelas que se intuíam encontrar.

Arrumando livros  - tarefa bastante demorada porque aproveito para os rever ou reler - para além de tentar fazer um índice dos mesmos (não, não é uma catalogação é apenas um inventário, e indicações da nova arrumação, porque a idade não perdoa) vou lembrando o que a memória vai esquecendo, e até porque a memória está ficando em farrapos.

Tenho estado, nestes dias, a deliciar-me com a Historia de la vida del muy religioso Varon Fray Luys de Montoya, impresso «en casa de Antonio Aluarez», sem mais indicações, mas certamente em Lisboa, onde António Álvares trabalhou, durante o século XVI, a partir de 1586. A licença que autoriza a impressão está datada de 9 de Dezembro de 1588. Portanto, embora o livro possa ainda ter voltado à "verificação" por causa de uns acrescentos de milagres, deve ter ficado impresso em 1589. Assim o classifiquei.

Na parte final, existem três páginas ocupadas com ilustrações afim de completar as três últimas páginas que se encontravam em branco, preenchendo, deste modo, todas as páginas do caderno «O». E é nestas páginas de ilustrações avulso, aproveitadas de outras obras... de outras oficinas passadas que detetámos uma joia que não esperávamos.

Aqui está a folha correspondente a [111 verso].


E neste momento quase todos perguntam: mas o que é que tem de extraordinário a gravura de Nossa Senhora?
É que esta mesma gravura de Nossa Senhora já se tinha cruzado nos meus estudos, em 1995. Então estava mais completa e com outro enquadramento ao qual foi desmembrado ou separado (com engenho). 
A gravura tinha sido utilizada em 1495 ou 1496, por Valentim de Morávia, em Lisboa, quando fez a impressão do Regimento proueytoso contra ha pestenença


tamanho um pouco reduzido


Por onde terá a gravura andado nesse período que vai de 1495 a 1588? Quando foi separada do seu bloco original? São mistérios que talvez um dia encontrem resposta. Já as tarjas são outra história...!

Esta postagem foi escrita, com amizade, lembrando o dia 28 de fevereiro, e evocando o aniversário de HMJ.