Prosimetron
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Quem queira o fresco...
... tem sempre um jardim para se proteger das altas temperaturas. Estes são os jardins de La Ballue, na Bretanha, anexos a um castelo do século XVII, restaurados em 1973, e classificados como monumento histórico em 1999. Um dos mais belos conjuntos de França.
Pensamento(s)
La vérité de l'amour ne s'accorde pas avec l'expérience de l'amour.
- Clément Rousset (1939-), na obra supra.
Humor pela manhã...
- O anedotário relvense continua...
- Há muito tempo que não via a dra.Moura Guedes rir tão expressivamente como nesta manifestação anti-Relvas de há dois dias.
Um ministro a prazo? Eu diria que sim, mas " neste país de bananas, governado por sacanas " como dizia o Senhor D.Carlos, tudo é possível...
Jane Austen: as minhas leituras
Jane Austen faleceu em 18 de julho de 1817, em Winchester (Inglaterra). Há dias APS fez um post no Arpose, sobre o leilão de um anel desta escritora inglesa.
Deixo aqui as minhas leituras de Jane Austen, em geminação com o Arpose.
Trad. de Leyguarda Ferreira.
2.ª ed. Lisboa: Romano Torres, 1949
Tít. original: Persuasion.
Trad. de Isabel Sequeira.
Mem Martins: Europa-América, 2007
«Sir Walter Elliot, do Solar de Kellynch, em Somersetshire, era um homem que, para se distrair, nunca pegava num livro, com exceção dos Anais dos Baronetes; aí encontrava ele ocupação para as horas de ócio e consolação para as horas tristes; aí sentia ele estimulados o respeito respeito e a admiração, ao contemplar o pouco que restava dos primeiros títulos nobiliárquicos; aí, quaisquer sensações desagradáveis, provocadas por assuntos de natureza doméstica transformavam-se naturalmente em pena e desdém. Quando acabava de folhear a quase interminável lista de pares criados no último século - e aí, se todas as outras páginas não surtissem efeito, ele lia a sua própria história com um interesse que nunca esmorecia - chegava à página em que o seu volume favorito era sempre aberto: "ELLIOT DO SOLAR DE KELLYNCH [...]".» (p.5)
Trad. Mário da Costa Pires.
Lisboa: Romano Torres, s.d.
Tít. original: Emma.
«Ema Woodhouse, formosa, inteligente e rica [...]. Nos seus vinte e um anos de vida, poucas mágoas ou aflições havia tido. [...]
«Surgiu, todavia, uma tristeza - tristeza suave - não motivada por acontecimento desagradável. Miss Taylor [a precetora] casou e foi essa perda que ocasionou o primeiro desgosto de Ema.» (p. 7-8)
Trad. de Leyguarda Ferreira.
2.ª ed. Lisboa: Romano Torres, 1955
O orgulho de Darcy e os preconceitos de Elizabeth, um retrato da sociedade rural inglesa no século XIX.
A primeira vez que li este livro foi na edição (acima) da Romano Torres que já não tenho e que tinha uma «Breve história romântica de Jane Austen», «à maneira de prefácio», da autoria de Gentil Marques, o diretor da coleção.
Há quatro anos adquiri este livro (em baixo) que vinha com a revista Sábado.
Trad. Nuno Castro.
Biblioteca Sábado, cop. 2008
«É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro na posse de uma fortuna avultada necessita de uma esposa.» Assim começa Orgulho e preconceito.
Neste livro, Fanny Price agita o calmo Parque Mansfield com um caso de adultério, tema inabitual nos livros de Jane Austen. Li-o há poucos anos, quando foi, pela primeira vez, publicado em Portugal.
Vejo todos os filmes e séries baseados em livros de Jane Austen. Há muitíssimos. O meu preferido é aquele em que Colin Firth vestiu a pele de Darcy, de Orgulho e preconceito (1995), papel que, em 1940, tinha sido interpretado por Lawrence Olivier, um dos meus actores preferidos.
Tentação
Lucas Cranach - Adão e Eva, 1526
Courtauld Institute of Art Gallery
«O mal não está em ser tentado, está em ser vencido.»
Padre António Vieira
terça-feira, 17 de julho de 2012
Boa noite!
Ontem, não me lembro a que propósito, lembrei-me de Kim Carnes. Hoje tenho estado a ouvi-la.
London, the city of 2012: Charlie Chaplin, 1931
Charlie Chaplin já pertencia ao estrelato de Hollywood, quando chegou a Paddington Station em Fevereiro de 1931, conforme nos mostra esta imagem. O público conhecera-o em êxitos que se tornaram clássicos de sempre, como The Gold Rush (1925) e The Circus (1928). O sucesso de Chaplin, o primeiro actor a aparecer na capa do Time Magazine, afigura-se ainda mais notável, se tivermos em conta as dificuldades que viveu durante a sua infância: nascido em Walworth (Londres) em 1889, passou parte da sua adolescência em lares e escolas para crianças pobres, na ausência do pai alcoólico que falecera, tinha Chaplin 12 anos, e de sua mãe, internada num asilo para doentes psíquicos durante vários anos.
Imagem: Topical Press Agency / Hulton Archive
Saudade
Foi a 17 de Julho de 2006 que partiu aquela que amei como primeira avó.
Cantava a Avé Maria, de Mascagni.
Recordar também é viver.
Cinco anos depois, 19 de Junho de 2011, perderia a que amei como segunda avó.
Mais um museu
E é um museu onde se pode provar sem abusar...Falo do Museu de Favaios, dedicado ao fantástico moscatel, inaugurado no passado sábado.
Lá fora
Coração Independente Vermelho no Salon de la paix, uma das criações de Joana Vasconcelos que podem ser vistas em Versalhes até 30 de Setembro. Mais info aqui : www.chateauversailles-spectacles.fr.
Bom dia !
Lembrando Wanda Jackson ( 1937-), considerada a primeira rainha do rock and roll, também a primeira cantora de rock a escrever as letras das suas canções, e ainda a primeira mulher a ter um programa musical na televisão ( Music Village, 1965-67). Foi escolhida para o Rock and Roll Hall of Fame há 20 anos.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
We were born to die
O Luís colocou Lana Del Rey que me agradou. Deixo Born to die. Boa noite!
We were born to die
domingo, 15 de julho de 2012
"Blessed be the God and Father"
Ontem à tarde ouvi, na igreja de Santa Cruz, Blessed be the God and Father, peça de Samuel Sebastian Wesley cantada pelo Chapel Choir of the Oriel College University of Oxford*
* Alterado às 14:16 h
Encontrei no youtube uma gravação do coro de capela do Oriel College da Universidade de Oxford com a duração de uma hora, seis minutos e trinta e seis segundos. A peça de Wesley é tão bonita que optei por esta versão.
mais uma...
... orquídea aqui no Prosimetron: esta chama-se Mnémosyne e foi criada por Yannick Vincent para ajudar uma associação para a pesquisa sobre a doença de Alzheimer. Foi apadrinhada pela senhora que está na foto do cartaz, a actriz Nathalie Baye.
Novidades
Muito interessante pelas conclusões a que chega, e ideal para oferecermos a ex-mulheres/maridos, ex-namorados/namoradas, ex-chefes e ex-colegas...
Chávenas de café - 1
Para começar escolhi o Café Louvre, em Praga. Aberto em 1902, na avenida principal da cidade, foi frequentado por Einstein e Kafka.
Esta chávena, pintada à mão, foi comprada no café Louvre.
Em geminação com o blogue Palavras Daqui e Dali: http://palavrasdaquiedali.blogspot.pt/
London, the city of 2012: Lew Grade, 1978
Lew Grade, um dos maiores
empresários do mundo da diversão londrina, nasceu na Ucrânia em 1906. Sua
família fugiu dos pogromes russos e fixou-se no East End de Londres. Lew
tornou-se bailarino profissional, mais tarde agente bem sucedido, até fundar a
sua estação de televisão nos anos 50 (a posterior ATV) que produziu, entre
outros êxitos, The Saint, The Prisoner, Stingray e Thunderbirds. Seu maior trunfo foram
naturalmente Os Marretas, criados por Jim Henson. Inicialmente recusados pelos
gigantes norte-americanos, os Muppets passaram pelos estúdios da ATV em
Borehamwood entre 1976 e 1981. Rapidamente, conquistaram o planeta e continuam
um dos marcos da história televisiva de todos os tempos.
Na imagem que data de 1978, vemos
Grade na companhia do Urso Fozzie num jantar de gala no Hotel Savoy. Jim Henson
imortalizou Lew Grade, falecido em 1998, através do inesquecível cientista
careca marreta, Dr. Bunsen Honeydew. A nova vinheta pretende homenagear esta
grande figura do showbiz.
Imagem: Malcolm Clarke / Keystone / Hulton Archive
No Portugal dos Pequenitos
Na passada quinta-feira, dia 12 de Julho, ouvi, no Portugal dos Pequenitos, uma ária da ópera "Os Bandidos" de Verdi, cantada pelos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra.
Usando as palavras do Maestro Virgílio Caseiro:
"Há 73 anos que o Portugal dos Pequenitos estava em clausura musical nocturna". Isto porque passaram 73 anos da inauguração deste "paraíso" infantil. Ao focar a efeméride, o Maestro apresentou o membro mais antigo do Orfeon, o anestesista do Doutor Bissaya Barreto. Achei delicioso.
O reportório tinha canções do Zeca Afonso, música Sacra, Carmina Burana de Carl Off e uma das árias do coro de "Os Bandidos", não a encontrei no youtube.
sábado, 14 de julho de 2012
Bordado de Castelo Branco
O blogue de uma leitora assídua do Prosimetron, moradora em Castelo Branco, celebra hoje o seu aniversário. Não tenho comigo o meu "banco" de imagens e de dados. Mas tinha, na memória do portátil, este pormenor de um bordado de Castelo Branco. Não sei a origem, só sei que o guardei em 7-07-2011.
Parabéns, Isabel!
Jogos Olímpicos de 1912
Francisco Lázaro morreu depois de participar na prova da Maratona, em Estocolmo. A prova foi a 14 de Julho. Morreu na madrugada do dia seguinte. Tinha 24 anos e caiu ao km 29.
Francisco Lázaro (Lisboa, 21.01.1888 - Estocolmo, 15.07.1912)
100 anos depois... observem-se as ligas que seguravam as meias...
ainda não se tinha aplicado o elástico nas meias.
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