Prosimetron

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Arte em Cascais - Centro Cultural de Cascais

Factotum de Diogo Muñoz 
 «Diogo Muñoz desenvolveu um percurso de procura de temáticas e imagens que remetem para a cultura Pop, assim como para ícones da história da arte. Cenários e personagens trasladados da realidade histórica geram um "pastiche" de anacronismos imagéticos.»
Gostei de ver esta exposição. Nota-se que Diego Velázquez faz parte do imaginário deste pintor.

Retrato de Família II
Retrato de Família 

Figuras no atelier
 Audrey Hepburn aqui muito trabalhada por Muñoz:
Voyeur
Audrey em amarelo                                                                                      Audrey em turquesa

Sem título


Os Seres Imaginários (Fotografia) / Da Idade do Ferro (escultura) 
de Gonzalo Benard e Daniel Gamelas
Gostei da expressividade animalesca do Homem nestes dois suportes artísticos.
Mulher com Máscara de Cabra Montesa
Deus Verraco dos Vetões                          Intitulei o bailado I







Bailado II
«Trata-se de uma dupla exposição em que o fotógrafo Gonzalo Benard e o escultor Daniel Gamelas apresentam trabalhos que se complementam não obstante serem produções autónomas. Gonzalo Benard nasceu em Lisboa em 1969 e reside e trabalha em Paris. Com formação nos domínios da escultura, pintura, cerâmica e desenho, opta por considerar a fotografia, depois de um período de aperfeiçoamento em Barcelona, o seu principal suporte de trabalho. Hoje fotografa essencialmente em formato digital, recorrendo frequentemente às webcams sobrepostas e às comunicações satélite. As suas obras podem ser vistas em diversas coleções públicas. Expôs em países de vários continentes. Daniel Gamelas é professor, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a sua escultura remete para uma especulação proto-histórica sobre mitos e rituais pagãos esquecidos, associados a um Panteão de antigas divindades ibéricas da idade do Ferro. Participou desde 2001 em diversas exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro.»

Notícia hilariante

Morreu o ex-autarca de Sintra João Justino


João Justino, administrador da empresa Galucho e antigo presidente da Câmara de Sintra, morreu ontem aos 83 anos no Hospital da Luz. “O concelho e o país perderam um grande empresário, a quem Sintra e a economia nacional muito devem”, afirmou à Lusa o atual presidente da câmara , Basílio Horta. Eleito presidente da câmara numa coligação PSD/CDS/-PP, João Justino foi afastado do cargo em 1992 por decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, devido à prática de irregularidades. Nos últimos 15 anos, o ex-autarca envolveu-se numa complexa batalha judicial, ainda em curso, com a qual pretendia evitar a demolição, ordenada por dois governos , de uma moradia de grandes dimensões que ergueu em Colares.

Óbito publicado na edição de ontem, do Público

Quem está no meio sabe que os obituários são das notícias mais difíceis de se fazer. Quase que têm regras próprias. Mas esta toca o hilariante. Primeiro, o homem foi considerado uma referência no mundo empresarial e até na economia nacional para sete anos depois ser corrido da autarquia por decisão do Tribunal Constitucional devido à prática de irregularidades... 
Cá para mim, o Basílio Horta já deve estar arrependido dos elogios que fez a João Justino. 

O meu manjerico - 5

Este belo manjerico não é meu, está a passar férias cá em casa.


Marcadores de livros - 176

Frente e verso de um marcador.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os meus franceses - 343

Passeando em Lisboa - 2

15 ago. 2014

Uma biblioteca particular

A biblioteca do Museu-Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães. 
Um homem conhece-se através do que lê ou dos livros que possui. Porém, nem sempre se lê o que se tem. Leva-se uma vida inteira a ler e a escolher o que se lê mas é impossível ler-se tudo. Nesta biblioteca escolhi alguns dos livros e guardei-os em imagem para pensar que horas de prazer deu esta biblioteca ao Senhor da casa, o conde Castro Guimarães.
O que escolhia? O que lia? Qual era a sua sensibilidade? Teria apenas uma biblioteca convencional? Ou encontraremos nas estantes um perfil mais específico?
Não há na loja do museu, que por agora está fechada, uma biografia do proprietário da casa, apenas existe um panfleto de divulgação. O site do museu dá alguma informação ao visitante. 


Vejam-se livros sobre: a História do Município de Lisboa de Freire de Oliveira, e Depois do Terramoto de Matos Sequeira, umas Memórias são esta amostra de alguns livros sobre História.


Em seguida estão os livros sobre música. Eram de facto estes os livros eleitos. Sabe-se através da sala da Música a paixão do proprietário da casa pela mesma. Fausto, de Gounod, é um dos títulos encontrados, tal como composições para órgão que surge em mais que um título. Strauss e outros faziam as delícias da mente do nosso anfitrião.

De Wagner existem vários títulos, um deles Tristão e Isolda.
 
Aqui encontramos outros títulos ligados à música. Claro, foi o que para mim se destacou mais na biblioteca.


Contudo, encontram-se também livros sobre países, possíveis viagens do conde. Encontram-se assim, os livros de Victor Tissot sobre a Alemanha, Países Anexados, a Rússia... As viagens como não podia deixar de ser, faziam parte da mente do Conde de Castro Guimarães. 

No acervo da biblioteca podemos observar títulos em português, francês, alemão e inglês. O que se pode concluir que os donos eram verdadeiros poliglotas.  
Há uma questão que se pode colocar: seria (será) esta biblioteca maioritariamente masculina? Talvez, não posso responder com precisão, pois apesar de passar algum tempo na mesma não foi o suficiente para analisar esta questão. 
Para não me alongar fico por aqui. Encontram-se livros sobre Ciências Naturais, sobre Geografia, História e Literatura. Todavia, a música foi realmente a paixão do dono desta magnífica casa, do limiar do século XX, numa época de transição do romantismo tardio para o modernismo. Lembro só que o Conde de Castro Guimarães comprou a casa em 1910 a Jorge O'Neil o aristocrata mentor inicial da construção da Torre de S. Sebastião agora Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães.

Para ter mais conhecimento sobre a biblioteca leia-se o trecho retirado do site do museu:
[acrescentado 6:32 h]

http://www.cm-cascais.pt/mccg/home.html

Para ter uma melhor ideia deste Museu que eu gosto mais de chamar Casa.

Violetas para MR

 Violetas de Monserrate para MR. 
Nunca tinha visto violetas bicolores.

Passeio por Cascais III


Janelas em Cascais             Janelas da Câmara Municipal de Cascais

Uma janela com vida 
              Janela próxima da Cidadela
Marcas do tempo                                                               Janela e varanda sobre a baía * 

Pérgola um local para um chá adiado - pormenor da varanda

O edifício da Marinha embeleza o fim da terra e o começo do mar. 
O mar límpido e atrativo encanta: leia-se a citação de Guerra Junqueiro


*[A Christies vende um andar neste prédio. Confesso que esta é a minha janela]

Números


São já conhecidos os números de 2013 quanto aos países mais visitados :

1 - França continua à frente, com 84,7 milhões de turistas, ou seja um aumento de 2% face a 2012.

2- Também no segundo lugar continuam os EUA, com 69,8 milhões de turistas, um número que cresceu 4% em relação a 2012, com Nova Iorque em grande destaque nas preferências dos visitantes

3 - Espanha recuperou o terceiro lugar na lista, com 60,7 milhões de turistas, o que representa um aumento de 5,6% beneficiando simultaneamente do decréscimo de 3% de turistas na China.



E são realmente 3 destinos que têm tudo, da natureza que foi pródiga aos monumentos que o homem fez.

Humor pela manhã



A dinâmica pai / mãe :)

Bom dia !





Uma das grandes revelações de 2014 .

Harunobu, un poète du féminin

 
Esta exposição dedicada ao pintor Suzuki Harunobu pode ser vista ate 22 de setembro no Museu Guimet, em Paris. Nela se podem ver 44 estampas, fortemente influenciadas pela literatura e poesia, mergulhando os visitantes no mundo do pintor.
Harunobu dá uma visão etérea das mulheres, representando-as numa luz suave.  

Capa do catálogo.

Nos mercados da Bretanha com Fernand Piet

Mercado em Brest, ca 1899
Mercado na Bretanha
Mercado na Bretanha
Mercado na Bretanha, 1907

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Boa noite!

Passeio por Cascais II

Entre a pintura que encontrei exposta no Museu - Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães a minha escolha recaiu nas seguintes telas:

 A primeira
 Carlos Bonvalont, Pierrot, 
espólio do Museu do Chiado

Carlos Bonvalot foi discípulo, entre outros, de Veloso Salgado, Condeixa e Simões de Almeida, estudou em Paris e dedicou-se a retratar o quotidiano urbano e doméstico. A mulher assume papel central. Pode considerar-se um pintor íntimista. Os seus quadros focam a ternura e o fascínio pelo "decorativismo elegante", já com nítida influência Art Déco. O beijo apaixonado entre o casal num baile de máscaras é o tema abordado. O contraste entre o fundo escuro e as figuras valorizam a volumetria do corpo e representam influências já do modernismo. O tema Pierrot e Columbina foi recorrente em várias fases da vida artística do pintor.
[Informação baseada na legenda da exposição]. 

A segunda
Giacomo Grosso, Nu Feminino, 1898



Não me importava nada de as ter...

Bom dia!:))

Leituras no Metro - 175

Paris: René Julliard, 1946

Estive a ler esta obra sobre a Escola de Barbizon. Fiquei com vontade de visitar esta terra. Talvez um dia...
Muitos pintores afluíram a esta vila, junto à floresta de Fontainebleau, entre 1825 e 1875, começando por se instalarem na estalagem Ganne, «la petite république du père Ganne» (p. 83).
Théodore Rousseau, Millet, Corot e Daubigny foram os seus fundadores, mas a lista tem mais de 40 discipulos.

L'Auberge Ganne entre 1830 e 1870.
L'Auberge Ganne é atualmente o Musée de l'École de Barbizon.

Théodore Rousseau - La ferme et la maison de Théodore Rousseau à Barbizon
Corot - Barbizon, tronc d'arbre en forêt, 1822
Millet - Jardin de la famille Millet à Barbizon
Daubigny - Amanhecer em Barbizon
Eugène Lavieille - Barbizon sous la neige, 1855
Constant Dutilleux - Barbizon, Femme ramassant du bois

Também os impressionistas andaram por Barbizon e pintaram-na:

Renoir - Fontainebleau, o pintor Jules Le Coeur, 1866
Seurat - A floresta em Barbizon, 1883

Grande Guerra - 10

Paris: cruzamento da avenue Victor Hugo e rue de la Pompe.

«25 de agosto [de 1914]
«Por Versalhes estão passando comboios carregados de feridos e a Paris começam a chegar os primeiros fugitivos das cidades francesas da fronteira belga. Esta noite, na Avenida Victor Hugo, encontrámos homens que trotavam derreados, ajoujados com malas. Diz-se que no Trocadero já estão preparadas camas para os receber. Em Paris há desassossego, esmorecimento, um princípio de medo.»
João Chagas - Diário. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1929-1932, vol. 1, p. 180