Para acabarmos bem o mês de julho e começarmos o de agosto, igualmente bem; e com tantos aniversários de blogues, hoje e amanhã, nada omo ir até Veneza almoçar com Guido Brunetti e Lorenzo Vianello. Desta vez não é a Paola que cozinha.
«"Vamos até ao Lido comer peixe", disse o Inspeto [Brunello] com todo o entusiasmo de um rapazinho a fazer gazeta.
«O Andri era apenas a dez minutos a pé do cais de Santa Maria Elisabeta e o dono, um colega de escola de Vianello, arranjou-lhes uma mesa no restaurante apinhado. Sem lhe pedirem, trouxe-lhes meio litro de vinho branco e um litro de água mineral e disse a Vianello que deviam escolher a salada com camarão, alcachofras cruas com gengibre e, depois, as zuppe di pesce. Vianello anuiu com a cabeça; Brunetti também. [...]
«Antes que Vianello pudesse falar, o dono estava de volta com o pão. Pô-lo em cima da mesa, perguntou-lhes se queriam uns corações de alcachofra e afastou-se mal eles disseram que sim. [...]
«[Brunetti] Deitou vinho e água nos copos de ambos e bebeu um grande trago de água. [...]
«O dono voltou com as alcachofras, pousou-as e foi-se embora. Era uma hora e o restaurante estava cheio. Ambos [...] ficaram satisfeitos por ver que parecia estar cheio de habitantes locais [...].
« Brunetti acabou a primeira alcachofra e pousou o garfo [...].
«O Inspetor partiu um pedaço de pão e limpou o azeite do prato. "Estão boas. Gosto delas sem alho." [...]
«O dono trocou os pratos vazios pela salada: lascas de alcachofra e uma boa quantidade de camarõezinhos salpicados com raspas de gengibre.»
Donna Leon - Homens e bestas. Lisboa: Relógio d'Água, 2019, p. 85-86
Bom almoço!







































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