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quinta-feira, 18 de junho de 2020
terça-feira, 8 de março de 2016
Marcadores de livros - 343
«Não se constrói uma sociedade, nem se reforma uma Pátria se as crianças não forem desde os primeiros anos dirigidas, instruídas e disciplinadas para um alto fim de grandeza e idealismo superior».
Ana de Castro Osório
Com alguns ajustamentos aos dias de hoje, devíamos pensar nesta citação de Ana de Castro Osório.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
A nossa vinheta
Este livro já aqui andou nos santos populares. Este ano escolhi a capa, da autoria de Leal da Câmara para vinheta.
Etiquetas:
Amália Rodrigues (1920 - 1999),
Ana de Castro Osório (1872-1935),
Leal da Câmara (1876-1948),
manjerico,
Música portuguesa,
SANTOS POPULARES,
vinheta
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Biblioteca no feminino
É o que se pode dizer da Biblioteca Ana de Castro Osório, inaugurada há dias na Biblioteca Municipal de Belém e criada em colaboração com o Centro de Documentação Elina Guimarães. A primeira biblioteca pública feminista em Portugal e a segunda do mundo, pois que Paris foi pioneira.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Santo António
Lisboa: Lusitânia, ca 1921
Este livro de Ana de Castro Osório, com ilustrações (sempre maravilhosas de Leal da Câmara) teve outra edição: a Câmara Municipal de Mangualde fez uma edição facsimilada em 1992, substituindo esta linda capa de Leal da Câmara por um desenho (piríssimo) de Graça Barros de Abreu. Inconcebível!
Hoje deixo-vos a parte referente ao Santo António. Ainda este mês colocarei os textos sobre o São João e o São Pedro.
Um bom dia!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Para os pequeninos
Maria Bandeira
Sentada na sua cadeira
Fiando algodão
Para o padre sacristão,
Sacristão não está em casa
bate com ela no meio do chão!
- João da Madeira...
- O que é, meu senhor?
- A barriga está cheia?
- Está, sim senhor.
Ana de Castro Osório
In: Para as crianças, Lisboa, abr. 1900
Sentada na sua cadeira
Fiando algodão
Para o padre sacristão,
Sacristão não está em casa
bate com ela no meio do chão!
- João da Madeira...
- O que é, meu senhor?
- A barriga está cheia?
- Está, sim senhor.
Ana de Castro Osório
In: Para as crianças, Lisboa, abr. 1900
Marcadores de livros - 37
No ano em que se comemoram os 200 anos sobre a primeira edição dos Contos para as crianças e para a família dos irmãos Grimm.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Victoria


ictoria.
Tinha este nome triumphante, que suggere ao nosso espirito manhãs claras de sol a bater nas espadas polidas dos guerreiros, musicas estridulas que fallam de sangue de heroes e de glorias coroadoras... E comtudo nada mais triste do que a sua face de quasi idiota, o seu olhar inexpressivo, o seu rir incolôr!
Ainda aos domingos era boa de vêr: as saias de chita muito rodadas, o lenço claro, o casaquito novo; o seu riso até era mais infantil e mais sonoro. Mas nos outros dias fazia pena, mesmo muita pena, vê-la tão pobresita, quasi miseravel—a saia de riscado muito remendada, o cabello a sair-lhe do lenço, rôto pelo cantaro sempre em equilibrio sobre a sua cabeça tão vazia.
Dava agua ás casas ricas, por trez tostões ao mez. Senhor, como se é infeliz; como póde alguem viver assim, n'um mundo em que outros teem tanto de sobejo! (...)
18 de junho [18]96
Ana de Castro Osório, "Victoria" in Infelizes (Histórias de Vida). Daqui [Projecto Gutenberg]
Tinha este nome triumphante, que suggere ao nosso espirito manhãs claras de sol a bater nas espadas polidas dos guerreiros, musicas estridulas que fallam de sangue de heroes e de glorias coroadoras... E comtudo nada mais triste do que a sua face de quasi idiota, o seu olhar inexpressivo, o seu rir incolôr!
Ainda aos domingos era boa de vêr: as saias de chita muito rodadas, o lenço claro, o casaquito novo; o seu riso até era mais infantil e mais sonoro. Mas nos outros dias fazia pena, mesmo muita pena, vê-la tão pobresita, quasi miseravel—a saia de riscado muito remendada, o cabello a sair-lhe do lenço, rôto pelo cantaro sempre em equilibrio sobre a sua cabeça tão vazia.
Dava agua ás casas ricas, por trez tostões ao mez. Senhor, como se é infeliz; como póde alguem viver assim, n'um mundo em que outros teem tanto de sobejo! (...)
18 de junho [18]96
Ana de Castro Osório, "Victoria" in Infelizes (Histórias de Vida). Daqui [Projecto Gutenberg]
sábado, 30 de janeiro de 2010
1910 - 6
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Um bom exemplo
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ainda da igualdade...
Enviaram-me esta informação sobre a edição do livro de Ana de Castro Osório: " As Mulheres Portuguesas". (Desta edição fez-se um exemplar único para ser vendido conjuntamente com o original que serviu de base ao fac-símile e vinte exemplares numerados e autenticados pela Editora).
Achei graça porque recebi isto ontem e aqui no blogue comemorou-se o acontecimento histórico da Revolução Francesa que assenta nos pilares da: liberdade, igualdade e fraternidade.
O livro custo 16 euros.
Ana de Castro Osório lutou pelos direitos das mulheres e escreveu e traduziu livros para crianças. Talvez um dia destes fale disso...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dia Internacional do Livro Infantil - 1
Hoje, Dia Internacional do Livro Infantil e depois de ter visto o post da Ana, lembrei-me dos livros que Leal da Câmara ilustrou para Ana de Castro Osório, de que ressaltam: A princesa muda, Casa de meu pai e Esperteza de um sacristão, baseados em contos tradicionais. Aqui fica uma amostra:


Ilustração de Leal da Câmara para A princesa muda,
de Ana de Castro Osório.
[…]
Ora um dia em que uma das aias estava toucando, encontrou-lhe [à princesa] um piolho.
Houve grande alvoroço no palácio pelo achado extraordinário e nunca visto, pois que jamais em cabeça de linda e esmerada senhora se encontrara uma coisa tão horrenda e inferior.
O rei, informado pela grande dama camareira mor do espantoso facto, imediatamente decretou que o imundo animal fosse metido numa saca de farinha para engordar.
[…]
Ana de Castro Osório
Ora um dia em que uma das aias estava toucando, encontrou-lhe [à princesa] um piolho.
Houve grande alvoroço no palácio pelo achado extraordinário e nunca visto, pois que jamais em cabeça de linda e esmerada senhora se encontrara uma coisa tão horrenda e inferior.
O rei, informado pela grande dama camareira mor do espantoso facto, imediatamente decretou que o imundo animal fosse metido numa saca de farinha para engordar.
[…]
Ana de Castro Osório
In: A princeza muda / il . Leal da Câmara. S.l.: Casa Ed. Para as Crianças, [1921]
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